A ADORAÇÃO DA GIRAFA

 Marcos Alexandre Damazio

“Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor” (Sl 150:6)

De uns anos para cá, mais precisamente a partir do início da década de 90, a Igreja Evangélica no mundo inteiro se deu conta de que deveria adorar a Deus acima de todas as coisas, colocando a adoração como a devoção máxima e a obrigação régia de cada cristão.
Daí foram criados nas igrejas internacionais, grandes ministérios e equipes de adoração tais como Hosana Music, Integrity Music, Hillsong Music, e também apareceram grandes ministradores como Ron Kenoly, Marcos Witt e Darlene Zshech.
No Brasil surgiram as igrejas adoradoras e os cantores adoradores, tais como a PIB de Trindade, PIB Nova Jerusalém, Sara a Nossa Terra, Batista da Lagoinha (Diante do Trono), Congregacional de Bento Ribeiro (Sou do Meu Amado), Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, Santa Geração, Casa de Davi, e também apareceram grandes ministradores como Ludmila Ferber, David Quinlan e outros.
Todos estes cresceram levantando a bandeira da adoração acima de tudo, e acabaram se tornando ícones de adoradores e ídolos de uma geração, sendo que a maioria deles tem alguma relação com o G12.
Resolvi escrever este artigo depois de ouvir e ler muitas coisas sobre louvor e adoração.
Antes de tudo quero dizer que todos estes cantores e ministérios citados acima têm músicas maravilhosas, de boa qualidade espiritual, técnica e artística, músicas que nos levam a um mover de adoração a Deus. Pelo menos eu ouço e gosto da maioria delas.
Eu nasci no inicio da década de 70, portanto, fui criado numa época em que o louvor congregacional se restringia a Harpa Cristã (Assembléia de Deus), ao Cantor Cristão (Batista), ao Hinário Cristão (Presbiteriana) e aos Salmos e Hinos (Congregacional). Todos estes hinários têm musicas maravilhosas, porém com melodias já desgastadas, ultrapassadas pelos seus quase 300 anos.
Foi necessária uma reforma no louvor congregacional para assim podermos nos transformar pela renovação da nossa mente. Esta revolução começou na década de 80 com o surgimento das comunidades evangélicas com suas musicas de celebração. Na verdade, os jovens que são maioria nas igrejas precisavam adorar a Deus dentro de um estilo musical contemporâneo.

“Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Lc 4:8)

Toda esta revolução trouxe consigo alguns exageros que trataremos a partir daqui.

1- ADORAÇÃO PROFÉTICA
A palavra “profética” aparece apenas duas vezes na Bíblia (Rm 16:26 e 2ª Pe 1:19), mas está em quase todos os púlpitos do mundo. A palavra “profética” tem o seguinte significado:

Profética – Relativo a profeta ou a profecia, ou seja, relativo ao homem que fala em lugar de Deus e que prediz o futuro.

Ouço falar de adoração profética e louvor profético, e, no entanto, não consigo entender este paradoxo.
Hoje em dia se um pastor espirrar trata-se de um espirro profético, e se tossir, a tosse também é profética. Porem, se a adoração é tributada e servida somente a Deus; como pode ser profética? Pode o homem profetizar para Deus?
Levando em conta o significado do vocábulo “profético”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de algo relativo a profeta ou a profecia, então não há como a adoração ser profética porque é dirigida a Deus da parte dos homens, e não há como o homem lançar uma palavra profética sobre Deus.
Levando em conta o significado do vocábulo “profético”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de algo relativo ao homem que fala em lugar de Deus, também não há como a adoração ser profética porque Deus não adora a si mesmo através dos profetas.
Levando em conta o significado do vocábulo “profético”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de algo relativo ao homem que fala em lugar de Deus predizendo o futuro, podemos afirmar que neste caso também não há como a adoração ser profética, pois a adoração parte do homem para Deus, e o homem não é um ser presciente.
Todavia, há como adoração ser profética em certo sentido, pois podemos adorar a Deus citando suas profecias sobre a sua vitória final, o julgamento do Grande Trono Branco, as bodas de do Cordeiro e demais acontecimentos ainda futuros já profetizados pelo próprio Senhor, Deus do Universo.
Outro dia li que numa igreja aqui do Rio de Janeiro haveria um congresso de dança profética. Aí já é demais. Dança profética? Como pode uma dança ser profética?
Qual será a próxima invenção profética?

2- ADORAÇÃO X LOUVOR
O vocábulo “louvor” é citado 106 vezes no Antigo Testamento e aparece 20 vezes no Novo Testamento. Porem, o verbo louvar aparece 55 vezes no Antigo Testamento e apenas 5 vezes no Novo Testamento.
Ouço muito falar de adoração e de louvor, por isso eu gostaria de trazer o significado destas palavras:

Adoração – Culto rendido a Divindade.
Louvor – Elogio, aplauso, exaltação, glorificação.

Recordo-me quando o cantor Ivanilson lançou algumas canções de amor a sua esposa, e foi duramente criticado por parte da Igreja Evangélica Brasileira que dizia que somente Deus é digno de louvor, e por isso o cantor não poderia louvar a sua esposa.
Levando-se em conta o significado do vocábulo “louvor”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de elogio, aplauso, exaltação e glorificação, fica claro que podemos louvar a qualquer pessoa digna desta honraria. Todavia, vejamos o que a Bíblia diz:

1- O Senhor Deus é mui digno de louvor. Porem, a Bíblia em nenhum lugar diz que não podemos louvar a outras pessoas.
“Porque grande é o Senhor, e mui digno de louvor” (1ª Cr 16:25)

2- O louvor que é devido a Deus não pode ser dividido com ídolos.
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas.” (Is 42:8)

3- O homem pode dar e receber louvores de outros homens.
“O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores que recebe.” (Pv 27:21)

4- O homem pode louvar até mesmo a uma cidade elogiando-a como maravilhosa.
“E não lhe deis a ele descanso até que estabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra.” (Is 62:7)

5- Deus louva o homem (Rm 2:29), e no julgamento cada um dos salvos receberá de Deus o seu louvor. Podemos ver isto no caso de Jó, onde Deus o elogia como homem reto, integro e temente a Deus. O mesmo aconteceu com Davi, Moisés, Noé, Paulo e muitos outros.
“E então cada um receberá de Deus o seu louvor.” (1ª Co 4:5)

6- O homem que faz o bem recebe louvores das autoridades civis constituídas.
“Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem.” (1ª Pe 2:14)

“Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela;” (Rm 13:3)
Podemos louvar qualquer pessoa digna de louvor, mas jamais podemos adorar a um homem, pois adoração consiste num culto rendido a Divindade, e somente Deus possui a plenitude da Divindade.
“Porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso.” (Ex 34:14).
Adorar qualquer coisa indigna de adoração é pecado (1ª Rs 12:30) que traz maldição (2ª Cr 7:22) e juízo (Jr 1:16).

3- CULTO X REUNIÃO
“Então ordenou-lhe Jesus: retira-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt 4:10).
Enquanto o termo “adoração” está em ascendência, o termo “culto” está em decadência. Aliás, não existe mais culto agora é reunião ou sessão (do descarrego ainda por cima como no espiritismo). Daqui a alguns dias vai surgir algum pastor instituindo a missa evangélica.
Segundo o dicionário Aurélio, o termo “culto” significa ritual de adoração.
A palavra reunião aparece apenas uma vez no Antigo Testamento e aparece 4 vezes no Novo Testamento.
Não há nada errado com a palavra reunião, porem o termo culto tem um peso muito maior devido ao seu significado religioso e espiritual de ritual de adoração.

4- AMAR ACIMA DE TUDO X ADORAR ACIMA DE TUDO
“Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.” (Mt 22:36-38).
O grande mandamento nos diz que devemos amar a Deus de todo o coração, de toda alma, e de todo entendimento. Implícito está que devemos adora-lo na mesma intensidade.
Contudo, vemos pessoas adorando a Deus nas igrejas, levantando as mãos e com a boca cheia de louvores, sem o amor a Deus de todo o coração, de toda alma e de todo entendimento. Isto se dá, pois a Igreja Evangélica atual enfatiza a adoração como a devoção máxima de cada cristão, quando na verdade o amor a Deus acima de tudo deve ser a devoção máxima de cada cristão. A adoração é parte integrante deste amor incondicional que devemos ter por Deus.
“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.” (Mt 15:8).
Por outro lado, vemos pessoas que em nossas igrejas que não adoram a Deus ou adoram sem a intensidade devida ao Senhor. Isto ocorre porque o amor a Deus não é de todo o coração, de toda alma e de todo entendimento. Muitas vezes o amor a Deus está dividido com outras pessoas ou coisas, e por causa disso a adoração é nula ou vazia.
Hoje em dia, as pessoas não vão ao culto para ofertar a Deus o seu amor e a sua adoração, mas sim para buscar algo. Algumas pessoas vão buscar o tal do poder, a tal da cura e a tal da unção. Mas a maioria vai buscar a tal da benção material, a tal da prosperidade e a tal da causa impossível.
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6:24).

5- ADORAÇÃO X PREGAÇÃO
Outro dia ouvi um ministro de louvor afirmar que a adoração a Deus é mais importante do que a pregação da palavra. Fiquei transtornado, pois tal afirmação demonstra que este ministro não reúne condições de adorar e nem de pregar, pois tanto a adoração quanto à pregação tem o seu momento e o seu propósito no Reino de Deus.
Atualmente temos muitos pastores cujo rebanho se restringe a sua equipe de louvor, e que fazem da adoração a devoção régia do crente. No entanto, ao contrário do que afirmam os ministros de louvor, a adoração está longe de ser mais importante do que a pregação da Palavra de Deus pelos seguintes motivos:

A- Embora eu tenha sido criado para o louvor da glória de Deus, eu fui chamado de forma imperativa para pregar a Palavra de Deus e assim louvar a glória de Deus. Jesus disse: “Ide e pregai”. Porem, ele jamais disse: “Ficai e adorai”.
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16:15).

B- O Novo Testamento enfatiza a pregação da Palavra de Deus como coisa mais importante do que a adoração, onde Jesus nos manda até mesmo obrigar um pecador perdido a entrar no Reino de Deus pela pregação da Palavra.
“Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.” (Lc 14:23).

C- Os anjos que adoram de dia e de noite a face de Deus (Mt 18:10; Is 6:2,3), desejam ardentemente pregar o Evangelho, pois sabem que Deus prefere uma hora de pregação a um dia de adoração.
“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que os anjos anelam perscrutar.” (1ª Pe 1:12).

D- Os anjos fazem festa no Céu quando um pecador se arrepende através da pregação da Palavra e não da adoração.
“Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende.” (Lc 15:10).

E- Tanto o Antigo Testamento (Is 53:1) quanto o Novo Testamento afirmam que não há salvação sem a pregação da Palavra de Deus.
“Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10:14).

F- A adoração é a mensagem do homem para Deus, enquanto a pregação é a mensagem de salvação de Deus para o homem.
“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Rm 1:16)

Um outro ministro de louvor afirmou a supremacia da adoração sobre a pregação da Palavra, dizendo que a pregação da Palavra terá fim, mas a adoração a Deus é eterna.
É claro que a pregação da Palavra cessará no sentido de pregar ao pecador visando o seu arrependimento de seus pecados, porque no Céu não haverá pecado e nem pecador (Ap 21:27). Entretanto, nos cultos na Nova Jerusalém teremos a pregação da Palavra, pois Jesus disse que as suas palavras jamais passarão.
“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.” (Mt 24:35).
A palavra “adoração” e seus derivados aparecem 71 vezes no Antigo Testamento, sendo que muitas das citações se referem a falsos deuses. Já no Novo Testamento há 45 citações, sendo 18 vezes só no livro de Apocalipse.
A palavra “pregação” e seus derivados aparecem 10 vezes no Antigo Testamento e 79 vezes no Novo Testamento, porém não é citada no livro de Apocalipse.
Na Nova Jerusalém a adoração a Deus será incessante, constante e intensa. Mas, por enquanto temos mais é que pregar o Evangelho a tempo e fora de tempo.
“Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.” (2ª Tm 4:2).

6- ADORAÇÃO X VENERAÇÃO
Os católicos afirmam que não adoram a Maria, mas apenas a veneram como fazem com os demais “santos”.
Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “veneração” tem o seguinte significado:
- Culto
- Adoração
- Reverência

Estas desculpas dos católicos não encobrem a sua idolatria, pois adoração e veneração são palavras sinônimas. Ambas significam a mesma coisa.
O primeiro e o segundo mandamentos do decálogo condenam veementemente a idolatria católica.
“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás;” (Ex 20:1-5).

7- ORAR EM ESPÍRITO X ADORAR EM ESPÍRITO
“Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!” (Sl 150:6).
No auge dos louvores de celebração, mais precisamente no ano de 1991, eu passei a freqüentar a uma igreja renovada, e num dos primeiros dias todos cantavam e dançavam, e eu ficava apenas cantando conforme o costume tradicional da minha denominação anterior. De repente, uma irmã chegou perto de mim e disse: “Vamos irmãozinho, balance o corpo e se mexa.”
Será que para adorarmos a Deus temos de levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar? Será que esta é a postura de um verdadeiro adorador?
A girafa é o maior mamífero terrestre e o único mamífero considerado mudo. Embora a girafa possua o sistema fonológico completo, ela não é capaz de emitir som (raríssimas espécies de girafas raramente emitem baixos e curtos ruídos).
Entretanto, as Escrituras afirmam que todo ser que respira deve louvar ao Senhor. Ora, se a girafa é considerada muda, então como ela faz para louvar a Deus?
Eu nunca vi uma girafa levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar para louvar a Deus.
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4:23,24).
Os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade. Ora, se existem os verdadeiros adoradores, logo também existe a verdadeira adoração. Assim também há os falsos adoradores e a falsa adoração.
Os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade, e que fazem todas as coisas para a honra e glória do nome do Senhor e de sua causa sobre a Terra.
A verdadeira adoração é aquela que vem do interior, vem do espírito e chega ao trono de Deus como oferta queimada sobre o altar, de cheiro suave e aroma agradável ao Senhor.
“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.” (Mt 15:8).
Os falsos adoradores são aqueles que adoram na carne e na mentira. São aqueles que adoram apenas com os lábios, mas o coração está longe de Deus.
A falsa adoração é aquela que consiste apenas em expressões ritualísticas, exteriores, carnais e mentirosas tais como levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar.
“Com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos”. (Ef 6:18).
Uma das formas de adorar a Deus em espírito e em verdade é orar continuamente em espírito, assim da mesma forma como a girafa, sem som, interiormente, expressando toda a devoção e intimidade com Deus para a glória do Senhor.
“Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,” (Jd 1:20).
Uma outra forma de adorar a Deus em espírito e em verdade é orar no Espírito Santo, pois Ele é a Verdade (1ª Jo 5:7). O Espírito Santo nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos orar a Deus como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E Deus sabe qual é a intenção do Espírito Santo, porque, segundo a vontade de Deus, o Espírito Santo intercede pelos santos para que possamos ter maior devoção e intimidade com Deus. Esta intimidade tem o sentido de santidade, e não de romance como dizem alguns ministros de louvor.
Tomemos o exemplo da girafa que mesmo muda, ainda assim, louva a Deus com sua imponência.
A verdadeira adoração está muito além de levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar. Para ser um verdadeiro adorador também é preciso orar em espírito, orar no Espírito e orar sem cessar.
“Orai sem cessar”. (1ª Ts 5:17).

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