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A MENTIRA DOS APÓSTATAS – O BATISMO NAS ÁGUAS NÃO DEVE SER PRATICADO



A APOSTASIA DOS ÚLTIMOS TEMPOS

Paulo nos alerta que o dia de Cristo, o dia da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com Ele, não chegará antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, que se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (2 Tessalonicenses 2:2-4).

A apostasia já está presente no mundo, onde vemos pessoas abandonando a comunhão dos santos, e negando a congregação dos irmãos.

Mas essas pessoas não apenas se negam a congregar com os irmãos, elas negam também a comungar com os irmãos, negando assim a fé comum.

Ao negarem a fé comum, os apóstatas se opõe e se levantam contra tudo o que se chama Deus, ou que se adora proferindo mentiras e enganado os incautos. Vejamos:

A MENTIRA DOS APÓSTATAS – O BATISMO NAS ÁGUAS NÃO DEVE SER PRATICADO
Se opõem contra o batismo nas águas dizendo que é um rudimento que não deve ser mais praticado porque Paulo disse que não batizava e não foi enviado para batizar.

A VERDADE DA BÍBLIA

PAULO BATIZOU ATÉ O FIM DO SEU MINISTÉRIO
Os apóstatas afirmam que Paulo não batizava nas águas. Mas isso é mais uma mentira. 

Paulo já tendo sido arrebatado ao terceiro céu e tendo já recebido, por revelação, o Evangelho que pregou por todo o seu ministério, foi a Jerusalém ver os apóstolos em duas ocasiões. Vejamos:

A partir de Gálatas 1:11 Paulo afirmou que o evangelho que ele anunciava não é segundo os homens, mas ele o recebeu por revelação de Jesus Cristo. Após TRÊS ANOS de convertido, Paulo foi a Jerusalém e passou 15 dias com Pedro e Tiago.

Em Gálatas 2:1,2 Paulo diz que passados CATORZE ANOS desse primeiro encontro com Pedro e Tiago, ele foi a Jerusalém novamente, e expôs aos apóstolos Pedro, Tiago e João o Evangelho que pregava aos gentios. (Gálatas 1:11,12).

Assim, quando Paulo foi a Corinto onde batizou Crispo, Gaio e a família de Estéfanas, ele já estava no fim de sua segunda viagem missionária, e já era convertido há 20 anos.

Depois Paulo inicia a sua última viagem missionária, e chega em Éfeso onde permaneceu por três anos, e batizou pelo menos 12 pessoas. Nesta época Paulo já tinha mais de 20 anos de convertido, e já estava próximo de ser preso e levado para Roma para ser julgado.

Paulo afirmou que não batizou nenhum membro da Igreja de Corinto, exceto Crispo, Gaio e a família de Estéfanas. Fora estes, Paulo afirmou que não se lembrava de ter batizado mais ninguém de Corinto. 

Paulo permaneceu um ano e meio em Corinto (Atos 18:11). E, embora afirmasse não se lembrar, a Bíblia relata que junto com Crispo, o líder judeu, houve muitos outros batismos em Corinto enquanto Paulo estava por lá. Vejamos:

E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; e muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados (Atos 18:8).

Paulo não disse que não batizou. Ele disse AOS CORÍNTIOS: a nenhum de VÓS batizei, senão a Crispo e a Gaio. Paulo está falando somente da Igreja de Corinto. Pois, permanece o fato de que quando Paulo batizou Crispo, Gaio, a família de Estéfanas e muitos outros, ele já tinha mais de 20 anos de convertido.

E complementou dizendo que não fora chamado por Cristo para batizar, mas sim para anunciar as boas-novas (1 Coríntios 1:14-17).

Paulo estava falando que a ele pessoalmente importava mais pregar o Evangelho. Já na primeira carta aos Coríntios, Paulo esclarece que cada um faz o trabalho do qual o Senhor o encarregou. Paulo explica: Eu plantei e Apolo regou, mas quem fez crescer foi Deus. (1 Coríntios 3:5,6).

O fato de Paulo batizar a poucos em Corinto e dizer que não foi chamado para batizar não significa que o batismo nas águas deva ser banido da fé cristã, mas sim que isso é um ministério de outros cristãos. Isso fica evidente, pois logo após Paulo sair de Corinto (Atos 18:18,19) ele foi para Éfeso onde batizou os novos convertidos (Atos 19:1-5).

Os apóstatas não conhecem os tempos bíblicos. O texto de Atos 19 retrata a última viagem missionária de Paulo. Ele já havia deixado Corinto quando chegou em Éfeso e batizou 12 pessoas. Ocorre que nesta época Paulo já tinha mais de 20 anos de convertido.

Paulo batizou Crispo, Gaio e a família de Estéfanas em Corinto, E foi em Corinto que ele escreveu as duas cartas aos Tessalonicenses no mesmo período em batizava. Depois foi a Éfeso e batizou também lá.

Na verdade, o que os apóstatas afirmam é que Jesus deu a ordem do batismo aos seus discípulos, e depois revogou esta ordem em Paulo.

Acontece que temos a ordem, mas não a revogação na Bíblia, e o próprio Paulo batizou em Corinto, e prosseguiu batizando depois de passar em Corinto. A Bíblia mostra que Paulo batizou em Éfeso. Paulo deixa claro: “Batizei também a família de Estéfanas”.

Paulo batizou poucas pessoas na Igreja de Corinto porque havia grupinhos naquela igreja. Por isso Paulo afirmou que não batizou muitos EM CORINTO para que ninguém dissesse que foi batizado em seu nome" (1 Coríntios 1:15), porque os crentes são batizados em nome de Jesus.

Vejamos o contexto:

Fiel é Deus, pelo qual fostes CHAMADOS PARA A COMUNHÃO de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, E QUE NÃO HAJA ENTRE VÓS DISSENSÕES; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que HÁ CONTENDAS ENTRE VÓS.

Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou FOSTES VÓS BATIZADOS EM NOME DE PAULO?


Dou graças a Deus, porque A NENHUM DE VÓS batizei, SENÃO a Crispo e a Gaio, PARA QUE ninguém diga que fostes BATIZADOS EM MEU NOME.


E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. (1 Coríntios 1:9-17)


A primeira e principal finalidade da primeira carta de Paulo aos coríntios é tratar a dissensão, a contenda entre eles. E Paulo de cara já aborda este assunto.

Paulo afirma que os cristãos de Corinto foram chamados para viverem em comunhão. Mas havia contendas entre eles porque alguns diziam eu sou adepto de Paulo; e outros afirmavam ser seguidores de Apolo, e outros ainda de Pedro; e outra parte também dizia que apenas eles eram os verdadeiros seguidores de Cristo.

Paulo então pergunta se algum deles foi batizado em nome de Paulo. E diz que dá graças a Deus por não ter batizado ninguém de Corinto, com exceção de Crispo e Gaio.

Paulo explica que dá graças a Deus porque assim poderá refutar aqueles que dizem ser seguidores de Paulo porque nenhum deles foi batizado em nome de Paulo, e nem sequer foi batizado por ele.

Por fim Paulo esclarece que lembrava de ter batizado toda a família de Estéfanas. E finaliza o contexto dizendo que o seu chamado não é para fazer batismos, mas pregar o evangelho. Sua tarefa primária foi a de pregar as boas novas, assim como todo cristão.

No contexto Paulo dá graças a Deus pela providência divina que o levou a batizar tão poucos em Corinto. Está claro que aqui ele não pretende depreciar o batismo; ele apenas o coloca em seu devido lugar, como ato simbólico, que aponta o fato real da identificação com Cristo pela fé.

Está claro também que Paulo batizava.

Qual a conclusão:

1- Paulo sabia que o seu chamado primário era para pregar e não para batizar.
2- Mesmo assim, Paulo batizou em Corinto Crispo, Gaio e toda a família de Estéfanas.
3- Após deixar Corinto (Atos 18:18,19), Paulo batizou 12 pessoas em Éfeso (Atos 19:1-5).
4- Por 2 mil anos todas as igrejas dos santos têm praticado o batismo nas águas

A PRÁTICA DO BATISMO NÃO É RUDIMENTO
Os apóstatas afirmam que rudimento é aquilo que não deve ser mais praticado. Mas, isso é mais uma mentira.

Rudimento não tem nada a ver com a prática, mas é uma noção elementar do conhecimento doutrinário. Por isso, em Hebreus é ensinado que os crentes devem deixar os rudimentos da doutrina de Cristo, e prosseguir até à perfeição. Vejamos todo o contexto:

Temos muito que dizer, coisas de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é menino, e não tem experiência no ensino da justiça.

Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal. Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. (Hebreus 5:11-14 - Hebreus 6:1,2)


Observem que o autor não fala de prática, mas sim de aprendizado acerca dos ensinamentos mais básicos da doutrina de Cristo. O autor então exemplifica quais seriam estes conceitos mais básicos da doutrina de Cristo, os quais os hebreus convertidos já deveriam ter aprendido:

- Arrependimento de obras mortas e de fé em Deus – A própria conversão;
- Doutrina dos batismos – Não fala de prática, mas sim dá doutrina de batismos (no plural engloba a o batismo nas aguas e o batismo com o Espírito Santo);
- A imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. – O beabá da doutrina de Cristo.

Fica muito claro que o autor afirma que os hebreus pelo longo tempo que tinham de convertidos já deveriam ser mestres e estarem ensinando aos novos convertidos. Mas, eles ainda eram meninos no conhecimento da doutrina de Cristo, e precisavam que alguém ainda lhes ensinasse os princípios básicos da doutrina de Cristo.

Observe que se fosse para abandonar a prática como afirmam os apóstatas, teríamos que abandonar não somente o batismo nas águas, mas até mesmo a fé em Deus.

Assim, sabemos que o autor apenas afirmou que os hebreus deveriam estar num nível mais avançado acerca do conhecimento da doutrina de Cristo.

O batismo nas águas não é uma recomendação de Jesus, mas sim uma ordem. O verbo está no imperativo. Não deveria nem ser questionado.

JESUS BATIZAVA
Os apóstatas também costumam dizer que Jesus nunca batizou ninguém no seu ministério terreno. Mas isso também é mais uma mentira dos apóstatas.

Jesus batizava sim, mas 'por procuração':

"Depois disto foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judeia; e estava ali com eles, e batizava" (João 3:22).

Outra passagem no evangelho de João esclarece que era através de seus discípulos que o batismo era ministrado, e não pessoalmente por Jesus.

"E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos), deixou a Judeia, e foi outra vez para a Galileia" (João 4:1-3).

Além disso, o fato dos discípulos estarem fazendo algo na presença do Mestre significa concordância do Mestre. É por isso que em Lucas 6:1-3, os discípulos de Jesus recolhiam milho num sábado na presença de Jesus, e os fariseus acusaram ao Senhor, e não os seus discípulos, de violar o sábado.

O fato de Jesus não batizar pessoalmente as pessoas não fazia grande diferença para aqueles que eram batizados, pois o batismo era válido mesmo assim. Quando você dá a alguém uma procuração tudo o que essa pessoa fizer em seu nome, dentro dos poderes especificados na procuração, será legalmente reconhecido. E Jesus passou essa procuração quando disse aos discípulos: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19).

O BATISMO DE JOÃO NÃO É O MESMO BATISMO CRISTÃO
Os apóstatas afirmam que o batismo que João Batista praticava é o mesmo batismo cristão. Se fosse, os discípulos de João não teriam sido rebatizados a Jesus em Atos 19:1-5.

O batismo de João Batista era um batismo de arrependimento e por isso os judeus que eram batizados por João Batista confessavam seus pecados. Porém, Jesus não confessou coisa alguma porque não tinha pecados; ao ser batizado ele apenas orava. Jesus quis se identificar com aquele remanescente de judeus que reconheciam a ruína de Israel e aguardavam a restauração do reino, e até surpreendeu a João Batista.

"E toda a província da Judeia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, CONFESSANDO OS SEUS PECADOS... E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, ORANDO ELE, o céu se abriu" (Marcos 1:5; Lucas 3:21).

O batismo de João Batista era um batismo de arrependimento, onde os batizados confessavam os seus pecados.

O batismo cristão nunca teve confissão de pecados, nem na Bíblia e nem nas igrejas dos santos.  

Ninguém na Bíblia e na Igreja JAMAIS associou a ordenança de Jesus em batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo com o batismo de arrependimento de João Batista.

O batismo de João Batista não está mais em vigor. O livro de Atos mostra que o batismo de João não é o batismo cristão nas águas realizado nas igrejas. Isso fica evidente quando Paulo, já no fim de seu ministério, encontrou e rebatizou 12 discípulos em Éfeso (Atos 19:1-5).

Paulo pergunta se eles receberam o Espírito Santo quando creram. Eles responderam que nem sabiam o que era o Espírito Santo.

Paulo então pergunta em qual batismo eles foram batizados quando creram. E eles disseram que foram batizados no batismo de João.

Paulo explicou-lhes então que o batismo de João servia para manifestar o desejo de arrependimento, mas que os que recebiam esse batismo tinham de dar um passo adiante. E logo que souberam disto, foram batizados no nome do Senhor Jesus - Batismo nas águas (Atos 19:1,3,4).

Aqui Paulo esclarece que o batismo de João não é o batismo praticado pela igreja de Cristo. Paulo rebatizou aqueles que haviam recebido o batismo de João. E o mais importante é que Paulo já tinha mais de 20 anos de convertido.

O BATISMO NAS ÁGUAS NÃO É DA LEI
Os apóstatas também afirmam que o batismo nas águas é da Lei e apenas para os judeus. Contudo, não há nenhuma passagem no Antigo Testamento onde alguém tenha recebido de Deus o mandamento de “ir e batizar” outras pessoas ou grupos de pessoas. Tal mandamento só aparece no Novo Testamento após a ressurreição de Jesus Cristo.

Jesus ordenou a pregação, o batismo e o discipulado a TODA CRIATURA por TODO O MUNDO. Ele também ordenou: ide, fazei discípulos de TODAS AS NAÇÕES, BATIZANDO-OS em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. (Mateus 28:19).

Nem mesmo o batismo de João Batista é da Lei. E isto fica evidente quando Jesus perguntou aos líderes judaicos:

O batismo de João era do céu, ou dos homens?
Eles discutiam entre si, dizendo: "Se dissermos: ‘do céu’, ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele? ’
Mas se dissermos: ‘dos homens’, todo o povo nos apedrejará, porque convencidos estão de que João era um profeta".
Assim, responderam: "Não sabemos de onde era". (Lucas 20:4-7).

Observem que Jesus, após a morte de João Batista, se refere ao batismo de João no tempo passado (o batismo de João ERA).

Mas, o batismo de Jesus por João Batista mostrou a aprovação do Senhor Jesus ao batismo de João Batista, sendo um testemunho que esse batismo era do céu e aprovado por Deus.

O mais importante é que o batismo público de Jesus registrou para todas as gerações futuras a personificação perfeita do Deus trino revelado na glória do céu. Foi um testemunho diretamente do céu do prazer do Pai com o Filho e da descida do Espírito Santo sobre Jesus (Mateus 3:16,17).

Portanto, as Igrejas dos santos não praticam o batismo de arrependimento de João Batista, mas cumprem a ordem dada pelo Senhor Jesus de ir, batizar e fazer discípulos de TODAS AS NAÇÕES. Esta ordem foi dada após Jesus afirmar que TODO PODER Lhe fora dado nos céus e na terra, e foi obedecida pelos apóstolos, inclusive Paulo até o fim de seu ministério.

É muita presunção dos apóstatas julgarem que apenas eles, os falsos teólogos da Internet, conhecem a verdade, a despeito de todos os crentes que há dois mil anos professam e praticam o batismo, incluindo Paulo.

Clemente de Roma escreveu sobre o batismo. Ele era companheiro e colaborador do apóstolo Paulo. O apóstolo fala deste colaborador na carta aos Filipenses (cap.4.3), escrita quando Paulo estava preso: “pois juntas (a Evódia e a Sintique) se esforçaram comigo no Evangelho, também com Clemente e os demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no livro da vida”.

Desde de Clemente de Roma, cooperador de Paulo, passando por todas as confissões de fé desde a Reforma, até aos nossos dias, todos os crentes professaram e praticaram o batismo nas águas.

Agora, dois mil anos depois, vêm estes apóstatas, “os iluminados”, arrogantemente negar o batismo praticado pela IGREJA desde o Pentecostes.

Eles não compreendem o que Paulo disse:

Anulamos então a lei pela fé? De maneira nenhuma! Pelo contrário, confirmamos a lei. (Romanos 3:31).

Pois bem, então se somos salvos pela fé, quer isso dizer que já não precisamos de obedecer às ordenanças de Deus? É justamente o contrário! Com efeito, somente quando temos fé estamos a confirmar o valor das ordenanças.

PAULO FOI BATIZADO
Os apóstatas também costumam dizer que Paulo não foi batizado nas águas. Contudo, Atos 9:18 mostra que Paulo foi batizado nas águas. E a Bíblia mostra que o batismo praticado pela Igreja Primitiva era o batismo nas águas, como quando Felipe batizou o eunuco em Atos 8 com a aprovação do Espírito Santo.

E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?
E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou. E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho. (Atos 8:36-39).

Não basta mostrar que Felipe batizou o eunuco nas águas. Para os apóstatas, Felipe era da circuncisão. Porém, a Bíblia mostra que Felipe foi guiado pelo Espírito Santo. Ou será que o Espírito Santo também é da circuncisão?

O batismo nas águas é uma de duas ordenanças que Jesus instituiu para a igreja. Pouco antes da Sua ascensão, Jesus disse: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28:19-20). 

Estas instruções especificam que a igreja tem a responsabilidade de ensinar a palavra de Jesus, de fazer discípulos e de batizá-los. Essas coisas devem ser feitas em todos os lugares ("todas as nações") até "à consumação do século." Então, ainda que não tivéssemos outra razão, o batismo deve ser praticado porque Jesus o ordenou.

O BATISMO FOI ENSINADO NAS CARTAS DOS APÓSTOLOS
Os apóstatas afirmam que nenhum apóstolo ensinou o batismo nas águas em suas cartas às igrejas. Mas isso também é só mais uma mentira.

A menção ao batismo nas águas é encontrada nas cartas dos apóstolos, já que Paulo disse que a família de Deus se sustenta sobre o ensinamento dos apóstolos, e não somente de Paulo.

Devemos sempre ter em mente que ainda que certas coisas não tenham sido ensinadas pelos apóstolos em suas epístolas, as ações deles confirmam aquilo que aprenderam diretamente do Senhor principalmente nos 40 dias que passou com eles, já ressuscitado e antes de subir ao céu. (Atos 1:3).

Atos dos Apóstolos registra cerca de 30 anos da vida dos apóstolos. Não podemos nos fundamentar apenas no que os apóstolos escreveram em suas cartas, mas também no que fizeram. Por isso Paulo disse: ‘Sede meus imitadores”. Apenas podemos imitá-los considerando o que eles fizeram.

Eles escreveram pouco sobre o batismo porque consideravam a doutrina dos batismos como parte do beabá, da doutrina de Cristo. Ou seja, é uma doutrina básica demais para ser ensinada em uma carta, que custava tempo e muito dinheiro para ser produzida. Além disso, era algo atestado pela prática cotidiana.

Mas, Pedro nos diz em sua primeira carta:

Quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram ATRAVÉS DA ÁGUA, que também AGORA vos salva por uma verdadeira figura, O BATISMO, o qual não é o despojamento da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo. (1 Pedro 3:20,21)

Portanto é bom lembrar que o batismo nas águas não salva no sentido eterno. Mas, o batismo nas águas, como uma figura, nos salva, não pela remoção da sujeira do corpo, mas porque no batismo os crentes declaram ter uma boa consciência diante de Deus por meio da ressurreição de Jesus Cristo.

O batismo da água simboliza a purificação espiritual relacionada com a participação na morte de Cristo e no poder de Sua ressurreição para que o crente batizado possa ter o coração verdadeiro, purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa do batismo. (Hebreus 10:22).

Quando perguntado sobre o que fazer para receber a salvação, Pedro assim respondeu:

“Vocês devem se arrepender, para o perdão de seus pecados (no sentido de justificação, e não de expiação), e cada um deve ser batizado em nome de Jesus Cristo. E então receberão o dom do Espírito Santo (Atos 2:38).

As palavras de Pedro estão em concordância com as palavras de Paulo no Areópago de Atenas: 

"Mas Deus não tendo levado em conta os tempos da ignorância, agora ele ordena a todas as pessoas, em todos os lugares, que se arrependam." (Atos 17:30).

Mas, as palavras de Pedro também estão em concordância a prática de Paulo em Éfeso: 

"Eles, tendo ouvido isto, foram batizados no nome do Senhor Jesus. E, quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e tanto falavam em línguas como profetizavam." (Atos 19:5,6).

O BATISMO FOI PRATICADO PELOS APÓSTOLOS

"Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois TODOS NÓS FOMOS BATIZADOS EM UM ESPÍRITO, FORMANDO UM CORPO, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito." (1 Coríntios 12:12-13).

Paulo batizou os 12 pessoas nas águas, e então eles receberam o dom do Espírito Santo conforme as palavras de Pedro. Porém, o dom do Espírito Santo era recebido por pessoas que também eram batizados nas águas. 

É importante notar que as pessoas batizadas nas águas também receberam o dom do Espírito Santo. Mas nem sempre na mesma ordem. Vejamos:


JUDEUS - Atos 2:38: os judeus são introduzidos seguindo este processo:
1º - Arrependimento (os judeus eram primariamente culpados da rejeição e morte de seu Messias, portanto tinham muito de que se arrepender).
2º - Batismo nas águas
3º - Recebimento do dom do Espírito Santo

SAMARITANOS - Atos 8:14-17: os samaritanos eram gentios convertidos ao judaísmo:
1º - Fé (crer)
2º - Batismo nas águas
3º - Recebimento do dom do Espírito pela oração e imposição de mãos dos apóstolos.

GENTIOS - Atos 10:44-48: todos aqueles que não eram judeus ou samaritanos:
1º - Fé (crer)
2º - Recebimento do dom do Espírito Santo
3º - Batismo nas águas

DISCÍPULOS DE JOÃO BATISTA - Atos 19:1-7, um sub-grupo de judeus que eram os discípulos de João, que já haviam se apartado dos judeus e suas culpas:
1º - Fé (crer)
2º - Rebatismo nas águas (tinham sido antes batizados no João Batista).
3º - Recebimento do dom do Espírito Santo pela imposição das mãos do apóstolo.

Quando perguntado sobre o que fazer para receber a salvação, Pedro assim respondeu:

“Vocês devem se arrepender, para o perdão de seus pecados (no sentido de justificação, e não de expiação), e cada um deve ser batizado em nome de Jesus Cristo. E então receberão O DOM do Espírito Santo (Atos 2:38).

Fica comprovado que os apóstolos batizavam nas águas. 

HÁ UM SÓ BATISMO 
Se opõem contra o batismo nas águas dizendo é um rudimento que não deve ser mais praticado porque Paulo disse que há um só batismo, o do Espírito Santo.

Paulo realmente disse que há um só batismo, mas não disse qual era. Mas sabemos que o batismo nas águas é a primeira ordem direta de Cristo após sua vitória na cruz.

Não basta repetir textos como um papagaio que ouviu alguém dizer. Além de texto e contexto, precisamos conhecer os conceitos bíblicos utilizados nas Escrituras. Por que Efésios 4:4 Paulo usou a palavra corpo para se referir ao povo de Deus? Por que em outros textos usou a palavra noiva? Por que em outros textos usou Igreja? Por que em outros textos usou rebanho? Por que em outros textos usou aprisco?

São conceitos distintos que se referem ao povo de Deus. Por que Paulo usa somente a palavra igreja no plural, igrejas? Por que Jesus afirmou ter ovelhas de mais de um aprisco? A Bíblia jamais usou o termo rebanho, noiva ou corpo no plural para se referir ao povo de Deus.

Enquanto o Corpo de Cristo é formado pelo próprio Cristo como cabeça, membros, juntas e ligaduras, a Igreja é um ajuntamento de igrejas locais formado por crentes evangelizados e discipulados por pastores, evangelistas, mestres e diáconos, ou seja, ministros por meio dos quais os crentes vieram a crer (1 Coríntios 3:5).

O Corpo é místico porque sua função primordial é atar os membros uns aos outros e uni-los à Cristo. Já a função primária da Igreja é terrena e voltada ao homem perdido, isto é, pregar o Evangelho e fazer discípulos através do ensino da doutrina cristã.

O conceito de corpo e noiva são referentes à totalidade do povo salvo pela graça, mediante a fé em Jesus, e por isso não aparecem no plural, pois trata-se de uma unidade composta. Já rebanho abrange a noiva e os amigos do Noivo, os convidados para as bodas do Cordeiro.

Já igreja e aprisco têm o conceito de células ou partes do povo de Deus. Cristo afirmou que tinha ovelhas de outros apriscos, e enviou mensagens às sete igrejas da Ásia. Paulo enviou cartas à várias Igrejas, e por diversas vezes referiu-se às igrejas no plural.

Dito isto, o contexto de Efésios 4 é de unidade (e não de unicidade) como o próprio Paulo deixa claro logo nos primeiros versículos quando diz:

Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando guardar a UNIDADE do Espírito pelo vínculo da paz. (Efésios 4:2,3). 

E esta unidade é que forma um corpo. Logo o contexto não referenda a unicidade, mas sim a unidade realizada pelo batismo com o Espirito Santo.

Em 1 Coríntios 12:12 Paulo usa a figura do Corpo para explicar a unidade na diversidade dos crentes no Corpo.

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um Corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos bebemos de um Espírito”. (1 Coríntios 12:13).

O batismo do Espírito forma o Corpo que expressa a esfera da unidade efetuada pelo Pai, conforme pediu o nosso Senhor na oração sacerdotal (João 17:11). Um só Corpo é o objetivo do batismo do Espírito Santo a todos os crentes (1 Coríntios 3:1-3).

Em Efésios 4 a unidade de um só corpo contrasta com a diversidade geográfica (judeus e gregos) e de posição ou estado (escravos e livres).

Um só e o mesmo Espírito opera essa unidade que ocorre necessariamente pela habitação do Espírito Santo. Ou não sabeis que aquele que SE UNE ao Senhor é um só espírito com ele? (1 Coríntios 6:17). Unir-se ao Senhor através do corpo é o batismo com o Espírito Santo.

Falta aos apóstatas a devida atenção à fala de João Batista:

E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ELE VOS BATIZARÁ com o Espírito Santo, e com fogo. (Mateus 3:11).

João Batista afirmou que Jesus Cristo é quem batizaria com o Espírito Santo e com fogo. Mas, Jesus ordenou aos seus discípulos para que batizassem nas águas.

O batismo com o Espirito Santo e com fogo é realizado pelo PRÓPRIO CRISTO. É ELE MESMO QUEM OPERA ESTE BATISMO.

Portanto, quem batiza com o Espírito Santo é Jesus. Isso é fato. Porém, Jesus ordenou aos seus discípulos que batizassem nas águas. E até Paulo batizou em Corinto e em Éfeso já com mais de 20 anos de Ministério, em sua última viagem missionária.

Assim, no batismo nas águas quem batiza são homens, discípulos de Jesus, que pregam o Evangelho. No batismo com o Espírito Santo quem batiza é Jesus.

O batismo nas águas, desde o Pentecostes, sempre foi operado pela igreja que vai, prega, discípula e batiza.

O batismo nas águas é o batismo das Igrejas voltado como marco inicial para a inserção numa igreja local. Assim também o batismo nas águas serve como confirmação de que o batizado é membro de uma comunidade local. É pelo batismo nas águas que o crente passa a ser considerado como um doméstico da fé, ou seja, um membro da comunidade local. Já o batismo no Espírito Santo une o crente a Cristo inserindo-o no Corpo.

Jesus e Paulo afirmaram que o membro pode ser excluído de uma Igreja, mas não há como excluir um membro do corpo porque cada membro do corpo é um só espírito com o Senhor através do batismo com o Espírito Santo.

Assim, se os apóstatas entendessem os conceitos bíblicos saberiam interpretar a verdade bíblica, e compreenderiam que existe o batismo das águas nas igrejas, e o batismo no Espírito Santo no corpo, que batismo nenhum salva, nem mesmo o batismo com o Espírito Santo, que é apenas o selo que atesta a salvação pela fé em Jesus.

A ADORAÇÃO DA GIRAFA

 Marcos Alexandre Damazio

“Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor” (Sl 150:6)

De uns anos para cá, mais precisamente a partir do início da década de 90, a Igreja Evangélica no mundo inteiro se deu conta de que deveria adorar a Deus acima de todas as coisas, colocando a adoração como a devoção máxima e a obrigação régia de cada cristão.
Daí foram criados nas igrejas internacionais, grandes ministérios e equipes de adoração tais como Hosana Music, Integrity Music, Hillsong Music, e também apareceram grandes ministradores como Ron Kenoly, Marcos Witt e Darlene Zshech.
No Brasil surgiram as igrejas adoradoras e os cantores adoradores, tais como a PIB de Trindade, PIB Nova Jerusalém, Sara a Nossa Terra, Batista da Lagoinha (Diante do Trono), Congregacional de Bento Ribeiro (Sou do Meu Amado), Ministério Apascentar de Nova Iguaçu, Santa Geração, Casa de Davi, e também apareceram grandes ministradores como Ludmila Ferber, David Quinlan e outros.
Todos estes cresceram levantando a bandeira da adoração acima de tudo, e acabaram se tornando ícones de adoradores e ídolos de uma geração, sendo que a maioria deles tem alguma relação com o G12.
Resolvi escrever este artigo depois de ouvir e ler muitas coisas sobre louvor e adoração.
Antes de tudo quero dizer que todos estes cantores e ministérios citados acima têm músicas maravilhosas, de boa qualidade espiritual, técnica e artística, músicas que nos levam a um mover de adoração a Deus. Pelo menos eu ouço e gosto da maioria delas.
Eu nasci no inicio da década de 70, portanto, fui criado numa época em que o louvor congregacional se restringia a Harpa Cristã (Assembléia de Deus), ao Cantor Cristão (Batista), ao Hinário Cristão (Presbiteriana) e aos Salmos e Hinos (Congregacional). Todos estes hinários têm musicas maravilhosas, porém com melodias já desgastadas, ultrapassadas pelos seus quase 300 anos.
Foi necessária uma reforma no louvor congregacional para assim podermos nos transformar pela renovação da nossa mente. Esta revolução começou na década de 80 com o surgimento das comunidades evangélicas com suas musicas de celebração. Na verdade, os jovens que são maioria nas igrejas precisavam adorar a Deus dentro de um estilo musical contemporâneo.

“Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.” (Lc 4:8)

Toda esta revolução trouxe consigo alguns exageros que trataremos a partir daqui.

1- ADORAÇÃO PROFÉTICA
A palavra “profética” aparece apenas duas vezes na Bíblia (Rm 16:26 e 2ª Pe 1:19), mas está em quase todos os púlpitos do mundo. A palavra “profética” tem o seguinte significado:

Profética – Relativo a profeta ou a profecia, ou seja, relativo ao homem que fala em lugar de Deus e que prediz o futuro.

Ouço falar de adoração profética e louvor profético, e, no entanto, não consigo entender este paradoxo.
Hoje em dia se um pastor espirrar trata-se de um espirro profético, e se tossir, a tosse também é profética. Porem, se a adoração é tributada e servida somente a Deus; como pode ser profética? Pode o homem profetizar para Deus?
Levando em conta o significado do vocábulo “profético”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de algo relativo a profeta ou a profecia, então não há como a adoração ser profética porque é dirigida a Deus da parte dos homens, e não há como o homem lançar uma palavra profética sobre Deus.
Levando em conta o significado do vocábulo “profético”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de algo relativo ao homem que fala em lugar de Deus, também não há como a adoração ser profética porque Deus não adora a si mesmo através dos profetas.
Levando em conta o significado do vocábulo “profético”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de algo relativo ao homem que fala em lugar de Deus predizendo o futuro, podemos afirmar que neste caso também não há como a adoração ser profética, pois a adoração parte do homem para Deus, e o homem não é um ser presciente.
Todavia, há como adoração ser profética em certo sentido, pois podemos adorar a Deus citando suas profecias sobre a sua vitória final, o julgamento do Grande Trono Branco, as bodas de do Cordeiro e demais acontecimentos ainda futuros já profetizados pelo próprio Senhor, Deus do Universo.
Outro dia li que numa igreja aqui do Rio de Janeiro haveria um congresso de dança profética. Aí já é demais. Dança profética? Como pode uma dança ser profética?
Qual será a próxima invenção profética?

2- ADORAÇÃO X LOUVOR
O vocábulo “louvor” é citado 106 vezes no Antigo Testamento e aparece 20 vezes no Novo Testamento. Porem, o verbo louvar aparece 55 vezes no Antigo Testamento e apenas 5 vezes no Novo Testamento.
Ouço muito falar de adoração e de louvor, por isso eu gostaria de trazer o significado destas palavras:

Adoração – Culto rendido a Divindade.
Louvor – Elogio, aplauso, exaltação, glorificação.

Recordo-me quando o cantor Ivanilson lançou algumas canções de amor a sua esposa, e foi duramente criticado por parte da Igreja Evangélica Brasileira que dizia que somente Deus é digno de louvor, e por isso o cantor não poderia louvar a sua esposa.
Levando-se em conta o significado do vocábulo “louvor”, que segundo o dicionário Aurélio trata-se de elogio, aplauso, exaltação e glorificação, fica claro que podemos louvar a qualquer pessoa digna desta honraria. Todavia, vejamos o que a Bíblia diz:

1- O Senhor Deus é mui digno de louvor. Porem, a Bíblia em nenhum lugar diz que não podemos louvar a outras pessoas.
“Porque grande é o Senhor, e mui digno de louvor” (1ª Cr 16:25)

2- O louvor que é devido a Deus não pode ser dividido com ídolos.
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas.” (Is 42:8)

3- O homem pode dar e receber louvores de outros homens.
“O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, e o homem é provado pelos louvores que recebe.” (Pv 27:21)

4- O homem pode louvar até mesmo a uma cidade elogiando-a como maravilhosa.
“E não lhe deis a ele descanso até que estabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra.” (Is 62:7)

5- Deus louva o homem (Rm 2:29), e no julgamento cada um dos salvos receberá de Deus o seu louvor. Podemos ver isto no caso de Jó, onde Deus o elogia como homem reto, integro e temente a Deus. O mesmo aconteceu com Davi, Moisés, Noé, Paulo e muitos outros.
“E então cada um receberá de Deus o seu louvor.” (1ª Co 4:5)

6- O homem que faz o bem recebe louvores das autoridades civis constituídas.
“Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem.” (1ª Pe 2:14)

“Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela;” (Rm 13:3)
Podemos louvar qualquer pessoa digna de louvor, mas jamais podemos adorar a um homem, pois adoração consiste num culto rendido a Divindade, e somente Deus possui a plenitude da Divindade.
“Porque não adorarás a nenhum outro deus; pois o Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso.” (Ex 34:14).
Adorar qualquer coisa indigna de adoração é pecado (1ª Rs 12:30) que traz maldição (2ª Cr 7:22) e juízo (Jr 1:16).

3- CULTO X REUNIÃO
“Então ordenou-lhe Jesus: retira-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt 4:10).
Enquanto o termo “adoração” está em ascendência, o termo “culto” está em decadência. Aliás, não existe mais culto agora é reunião ou sessão (do descarrego ainda por cima como no espiritismo). Daqui a alguns dias vai surgir algum pastor instituindo a missa evangélica.
Segundo o dicionário Aurélio, o termo “culto” significa ritual de adoração.
A palavra reunião aparece apenas uma vez no Antigo Testamento e aparece 4 vezes no Novo Testamento.
Não há nada errado com a palavra reunião, porem o termo culto tem um peso muito maior devido ao seu significado religioso e espiritual de ritual de adoração.

4- AMAR ACIMA DE TUDO X ADORAR ACIMA DE TUDO
“Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.” (Mt 22:36-38).
O grande mandamento nos diz que devemos amar a Deus de todo o coração, de toda alma, e de todo entendimento. Implícito está que devemos adora-lo na mesma intensidade.
Contudo, vemos pessoas adorando a Deus nas igrejas, levantando as mãos e com a boca cheia de louvores, sem o amor a Deus de todo o coração, de toda alma e de todo entendimento. Isto se dá, pois a Igreja Evangélica atual enfatiza a adoração como a devoção máxima de cada cristão, quando na verdade o amor a Deus acima de tudo deve ser a devoção máxima de cada cristão. A adoração é parte integrante deste amor incondicional que devemos ter por Deus.
“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.” (Mt 15:8).
Por outro lado, vemos pessoas que em nossas igrejas que não adoram a Deus ou adoram sem a intensidade devida ao Senhor. Isto ocorre porque o amor a Deus não é de todo o coração, de toda alma e de todo entendimento. Muitas vezes o amor a Deus está dividido com outras pessoas ou coisas, e por causa disso a adoração é nula ou vazia.
Hoje em dia, as pessoas não vão ao culto para ofertar a Deus o seu amor e a sua adoração, mas sim para buscar algo. Algumas pessoas vão buscar o tal do poder, a tal da cura e a tal da unção. Mas a maioria vai buscar a tal da benção material, a tal da prosperidade e a tal da causa impossível.
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6:24).

5- ADORAÇÃO X PREGAÇÃO
Outro dia ouvi um ministro de louvor afirmar que a adoração a Deus é mais importante do que a pregação da palavra. Fiquei transtornado, pois tal afirmação demonstra que este ministro não reúne condições de adorar e nem de pregar, pois tanto a adoração quanto à pregação tem o seu momento e o seu propósito no Reino de Deus.
Atualmente temos muitos pastores cujo rebanho se restringe a sua equipe de louvor, e que fazem da adoração a devoção régia do crente. No entanto, ao contrário do que afirmam os ministros de louvor, a adoração está longe de ser mais importante do que a pregação da Palavra de Deus pelos seguintes motivos:

A- Embora eu tenha sido criado para o louvor da glória de Deus, eu fui chamado de forma imperativa para pregar a Palavra de Deus e assim louvar a glória de Deus. Jesus disse: “Ide e pregai”. Porem, ele jamais disse: “Ficai e adorai”.
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16:15).

B- O Novo Testamento enfatiza a pregação da Palavra de Deus como coisa mais importante do que a adoração, onde Jesus nos manda até mesmo obrigar um pecador perdido a entrar no Reino de Deus pela pregação da Palavra.
“Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.” (Lc 14:23).

C- Os anjos que adoram de dia e de noite a face de Deus (Mt 18:10; Is 6:2,3), desejam ardentemente pregar o Evangelho, pois sabem que Deus prefere uma hora de pregação a um dia de adoração.
“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que os anjos anelam perscrutar.” (1ª Pe 1:12).

D- Os anjos fazem festa no Céu quando um pecador se arrepende através da pregação da Palavra e não da adoração.
“Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende.” (Lc 15:10).

E- Tanto o Antigo Testamento (Is 53:1) quanto o Novo Testamento afirmam que não há salvação sem a pregação da Palavra de Deus.
“Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10:14).

F- A adoração é a mensagem do homem para Deus, enquanto a pregação é a mensagem de salvação de Deus para o homem.
“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Rm 1:16)

Um outro ministro de louvor afirmou a supremacia da adoração sobre a pregação da Palavra, dizendo que a pregação da Palavra terá fim, mas a adoração a Deus é eterna.
É claro que a pregação da Palavra cessará no sentido de pregar ao pecador visando o seu arrependimento de seus pecados, porque no Céu não haverá pecado e nem pecador (Ap 21:27). Entretanto, nos cultos na Nova Jerusalém teremos a pregação da Palavra, pois Jesus disse que as suas palavras jamais passarão.
“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.” (Mt 24:35).
A palavra “adoração” e seus derivados aparecem 71 vezes no Antigo Testamento, sendo que muitas das citações se referem a falsos deuses. Já no Novo Testamento há 45 citações, sendo 18 vezes só no livro de Apocalipse.
A palavra “pregação” e seus derivados aparecem 10 vezes no Antigo Testamento e 79 vezes no Novo Testamento, porém não é citada no livro de Apocalipse.
Na Nova Jerusalém a adoração a Deus será incessante, constante e intensa. Mas, por enquanto temos mais é que pregar o Evangelho a tempo e fora de tempo.
“Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.” (2ª Tm 4:2).

6- ADORAÇÃO X VENERAÇÃO
Os católicos afirmam que não adoram a Maria, mas apenas a veneram como fazem com os demais “santos”.
Segundo o dicionário Aurélio, a palavra “veneração” tem o seguinte significado:
- Culto
- Adoração
- Reverência

Estas desculpas dos católicos não encobrem a sua idolatria, pois adoração e veneração são palavras sinônimas. Ambas significam a mesma coisa.
O primeiro e o segundo mandamentos do decálogo condenam veementemente a idolatria católica.
“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás;” (Ex 20:1-5).

7- ORAR EM ESPÍRITO X ADORAR EM ESPÍRITO
“Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!” (Sl 150:6).
No auge dos louvores de celebração, mais precisamente no ano de 1991, eu passei a freqüentar a uma igreja renovada, e num dos primeiros dias todos cantavam e dançavam, e eu ficava apenas cantando conforme o costume tradicional da minha denominação anterior. De repente, uma irmã chegou perto de mim e disse: “Vamos irmãozinho, balance o corpo e se mexa.”
Será que para adorarmos a Deus temos de levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar? Será que esta é a postura de um verdadeiro adorador?
A girafa é o maior mamífero terrestre e o único mamífero considerado mudo. Embora a girafa possua o sistema fonológico completo, ela não é capaz de emitir som (raríssimas espécies de girafas raramente emitem baixos e curtos ruídos).
Entretanto, as Escrituras afirmam que todo ser que respira deve louvar ao Senhor. Ora, se a girafa é considerada muda, então como ela faz para louvar a Deus?
Eu nunca vi uma girafa levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar para louvar a Deus.
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4:23,24).
Os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade. Ora, se existem os verdadeiros adoradores, logo também existe a verdadeira adoração. Assim também há os falsos adoradores e a falsa adoração.
Os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade, e que fazem todas as coisas para a honra e glória do nome do Senhor e de sua causa sobre a Terra.
A verdadeira adoração é aquela que vem do interior, vem do espírito e chega ao trono de Deus como oferta queimada sobre o altar, de cheiro suave e aroma agradável ao Senhor.
“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim.” (Mt 15:8).
Os falsos adoradores são aqueles que adoram na carne e na mentira. São aqueles que adoram apenas com os lábios, mas o coração está longe de Deus.
A falsa adoração é aquela que consiste apenas em expressões ritualísticas, exteriores, carnais e mentirosas tais como levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar.
“Com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos”. (Ef 6:18).
Uma das formas de adorar a Deus em espírito e em verdade é orar continuamente em espírito, assim da mesma forma como a girafa, sem som, interiormente, expressando toda a devoção e intimidade com Deus para a glória do Senhor.
“Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,” (Jd 1:20).
Uma outra forma de adorar a Deus em espírito e em verdade é orar no Espírito Santo, pois Ele é a Verdade (1ª Jo 5:7). O Espírito Santo nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos orar a Deus como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E Deus sabe qual é a intenção do Espírito Santo, porque, segundo a vontade de Deus, o Espírito Santo intercede pelos santos para que possamos ter maior devoção e intimidade com Deus. Esta intimidade tem o sentido de santidade, e não de romance como dizem alguns ministros de louvor.
Tomemos o exemplo da girafa que mesmo muda, ainda assim, louva a Deus com sua imponência.
A verdadeira adoração está muito além de levantar as mãos, fechar os olhos, cantar, dançar e chorar. Para ser um verdadeiro adorador também é preciso orar em espírito, orar no Espírito e orar sem cessar.
“Orai sem cessar”. (1ª Ts 5:17).