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A MENTIRA DOS APÓSTATAS – A CEIA NÃO DEVE SER PRATICADA


A APOSTASIA DOS ÚLTIMOS TEMPOS


Paulo nos alerta que o dia de Cristo, o dia da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com Ele, não chegará antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, que se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (2 Tessalonicenses 2:2-4).

A apostasia já está presente no mundo, onde vemos pessoas abandonando a comunhão dos santos, e negando a congregação dos irmãos.

Mas essas pessoas não apenas se negam a congregar com os irmãos, elas negam também a comungar com os irmãos, negando assim a fé comum.

Ao negarem a fé comum, os apóstatas se opõe e se levantam contra tudo o que se chama Deus, ou que se adora proferindo mentiras e enganado os incautos. Vejamos:

Se opõem contra a Ceia do Senhor dizendo que ela não é santa e não precisa mais ser praticada porque Jesus está vivo e não precisamos fazer algo em memória dele como se ele estivesse morto.

A VERDADE DA BÍBLIA
Uma característica marcante da primeira carta de Paulo aos Coríntios é a ênfase na resolução de tensões entre a doutrina e a prática cristã. Existe uma abundância de exemplos sobre comportamentos e doutrinas que Paulo precisou corrigir através desta carta. Além de problemas morais, relacionais e doutrinários, a comunidade cristã em Corinto também pecava ao reunir-se em torno da Ceia do Senhor de forma indigna. Por isso, Paulo dirigiu uma exortação à igreja de Corinto, a fim de corrigir os erros praticados diante da Mesa do Senhor.

A CEIA É UM MEMORIAL ATÉ QUE CRISTO VOLTE
Os apóstatas afirmam que a Ceia não precisa mais ser praticada porque Jesus está vivo e não precisamos fazer algo em memória dele como se ele estivesse morto. Mas isso é uma mentira. Vejamos:

Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6:54)

Em memória não tem nada ver com o fato de Jesus estar vivo. A lembrança é de Cristo em sua morte. Ou melhor, na obra realizada por Cristo em sua morte.

Os apóstatas argumentam que Cristo estava vivo quando instituiu a Ceia, e não faria sentido fazer algo em memória de alguém vivo.

Estes apóstatas são hereges moderninhos que pregam contra a ordenança do Senhor, a qual o próprio Senhor Jesus instituiu quando ainda não tinha morrido, portanto em vida, e depois quando Paulo recebeu a revelação e doutrinou os discípulos a celebrarem a Ceia, o Senhor Jesus também estava vivo.

Foi o próprio Senhor Jesus quem revelou a Ceia a Paulo quando o Senhor já havia ressuscitado.

Então o argumento cai por terra porque em ambas as ocasiões, tanto quando Jesus instituiu como quando Paulo recebeu a revelação, o Senhor estava vivo. Até porque um morto não pode instituir e nem revelar nada.

Os apóstatas usam desse argumento de que a Ceia não deve mais ser celebrada porque Jesus ressuscitou, mas tal argumento é no mínimo simplista e no máximo blasfemo. Porque na cabeça dos apóstatas a ordenança da Ceia só poderia ser celebrada no breve período de três dias em que Jesus esteve morto no sepulcro.

Contudo, Cristo morreu e esteve morto, sim, na carne, mas sempre esteve vivificado no espírito (1 Pedro 3:18).

Paulo diz que toda vez que participamos da Ceia anunciamos a morte de Cristo até que Ele venha. Portanto, o fato a ser trazido a memória é a morte de Cristo.

Tanto é verdade que Jesus disse, em Lucas 20:19: "Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Se Jesus fala sobre fazer algo "em memória", significa, claro, relembrar de algo. Portanto, a Santa Ceia é para lembrar de algo que está no passado - a morte de Cristo. Até porque ninguém pode se lembrar de coisas futuras ou presentes, certo? Jesus instituiu um memorial, e não um ritual fúnebre.

Após repreender os erros dos coríntios diante da Mesa do Senhor, o apóstolo Paulo trouxe novamente à memória da igreja as palavras de Jesus na última Ceia com os seus discípulos. 

A doutrina que o apóstolo Paulo reafirmou aos coríntios, encontra-se nas falas de Jesus (Mateus 26.26-29, Marcos 14.22-25 e Lucas 22.15-20).

A diversidade e a unidade das passagens nos evangelhos sinóticos, comparadas com o relato de Paulo demonstram grande harmonia, revelando assim que a igreja primitiva possuía um norte seguro para reunir-se da maneira correta diante da Mesa do Senhor.

O fato de Paulo trazer a última Ceia de Jesus com seus discípulos para corrigir o desvio doutrinário dos coríntios, revela que o apóstolo apoiou sua repreensão no ensino doutrinário do Evangelho, conforme revelação do próprio Cristo.

Paulo enfatizou a celebração da Ceia dentro da ordenança estabelecida por Cristo. Paulo teve todo o cuidado para ensinar apenas o que Cristo ordenou. Por isso, assim como recebeu de Cristo, ele retransmitiu o ensino sobre a Ceia do Senhor com fidelidade.

Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei (1 Coríntios 11.23).

A Ceia do Senhor é uma ordenança, uma doutrina, um mandamento estabelecido pelo próprio Jesus Cristo. Apesar de Paulo afirmar claramente que recebeu do Senhor a doutrina da Ceia, os apóstatas afirmam que a Ceia não deve ser celebrada. Mas, a fragilidade desta posição fica evidente diante da clareza da afirmação de Paulo, que não deixa dúvidas que ele recebeu do Senhor a doutrina sobre a Ceia.

Portanto, ao trazer o relato da última Ceia de Jesus, o apóstolo Paulo resgatou a origem da doutrina para definir o correto entendimento da Ceia. A Mesa do Senhor é regida pelas instruções do próprio Cristo. O problema dos coríntios tinha a ver com a adoção de atitudes que não mais refletiam o significado do ensino doutrinário sobre a Ceia. Ao afirmar que a doutrina foi transmitida aos coríntios, Paulo deixa claro que os coríntios conheciam a doutrina estabelecida pelo próprio Senhor.

"Porque, SEMPRE que comerem DESTE pão e beberem DESTE cálice, vocês anunciam A MORTE do Senhor até que ele venha." (1 Coríntios 11:26)

Paulo diz: "sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice" - ou seja, é algo constante e rotineiro que deve ser feito sempre. Não se trata simplesmente de uma lembrança subjetiva, mas da manifestação ativa da continuidade e do significado presente da morte de Cristo. O termo ‘anunciais’ tem, desde modo, um significado profético e declarativo.

Mas, não é qualquer pão ou qualquer vinho e nem um banquete ou uma refeição. Paulo diz que transmitiu a Igreja algo que recebera diretamente do Senhor Jesus. E Paulo remete o assunto à última Ceia na noite em que Jesus foi traído (1 Coríntios 11:23). A seguir Paulo fala acerca da revelação que recebera do Senhor, e passa a mostrar qual é ESTE PÃO E ESTE VINHO que SEMPRE devemos comer e beber anunciando A MORTE do Senhor ATÉ que Ele venha.

Isto significa que todas as vezes que Igreja se reúne para celebrar a Ceia do Senhor ela deve testemunhar o caráter vicário da morte do Senhor. Assim como Israel, nos termos da velha aliança, no banquete pascal, testemunhava a ação salvífica de Deus na história, o povo da nova aliança tem que proclamar o significado da morte de Jesus.

Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, o Senhor tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: "ISTO É O MEU CORPO, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim".
Da mesma forma, depois da Ceia Ele tomou o cálice e disse: "ESTE CÁLICE É A NOVA ALIANÇA NO MEU SANGUE; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim". PORQUE, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor ATÉ que ele venha. (1 Coríntios 11:23-26).

Anunciamos a morte do Senhor ATÉ que ele venha. A preposição “ATÉ” expressa um limite posterior de tempo. O termo “ATÉ” é inadequado para se referir a um marco temporal situado no presente, mas serve apenas para determinar um limite no futuro, que neste caso é ATÉ que ele venha.

Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. (Lucas 22:15-18).

Foi numa véspera da Páscoa que Jesus instituiu a Ceia. E Jesus promete que não comerá o pão e nem beberá do fruto da videira até que a páscoa (livramento) se cumpra no reino de Deus.

De que livramento Jesus está falando que se cumprirá no Reino de Deus?

Jesus está falando do Reino de Deus como o cumprimento do propósito de Deus na redenção, quando Cristo houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. E o último inimigo a ser destruído é a morte (1 Coríntios 15:24-26).

Jesus está falando que somente participará da Ceia novamente nas Bodas do Cordeiro.

Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as BODAS DO CORDEIRO, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à CEIA DAS BODAS DO CORDEIRO. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. (Apocalipse 19:7-9).

Portanto, Jesus instituiu a Santa Ceia para a Igreja praticar até a Sua volta para buscar a Sua noiva. A promessa de Cristo de não comer ou beber novamente até que Ele volte quando o reino vier, significa que Ele não estará comemorando as Suas bodas no céu antes de que desça na Sua segunda vinda até pisar a terra com a Sua noiva.

A ideia declarada acima é reforçada no final da passagem de Lucas 22:29,30, quando Cristo diz o seguinte: “E eu vos destino o reino, como meu Pai me destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel.
.
Mais uma vez, Jesus fala de comer e beber durante o reino. Este é o momento em que terá início a comunhão pessoal nossa, já com corpos glorificados, já como Noiva desposada, com o nosso Salvador. Assim, se segue que este será o tempo da Ceia das bodas do Cordeiro celebrada com os vários redimidos dos séculos em que Cristo buscou a sua noiva.

Mateus 26:29 é uma passagem paralela de Lucas 22 e diz: "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai”. Ou seja, Jesus somente comerá do pão e beberá do fruto da videira novamente quando vier o fim, quando Ele entregar o reino ao Deus e Pai (1 Coríntios 15:24).

A CEIA NÃO É UMA REFEIÇÃO
Os apóstatas afirmam que Paulo não estaria doutrinando a Igreja, mas repreendendo os cristãos de Corinto por estarem celebrando algo que não devia ser celebrado. Mas, isso é só mais uma mentira. Vejamos: 

Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a Ceia do Senhor que comeis (1 Coríntios 11:20).

Os apóstatas ensinam que quando Paulo fala da Mesa do Senhor, ele pensava em uma refeição apenas. Desta forma, a prática que ele reprova é o abuso na refeição e o menosprezo dos ricos com os mais pobres.

Para o apóstolo, uma comunidade dividida podia até banquetear-se, mas não se alimentaria do Senhor. Essa era a situação da igreja de corinto. Eles se reuniam para comer e beber, mas a Ceia do Senhor não era servida, porque a doutrina apostólica não foi seguida. Na perspectiva de Paulo, qualquer celebração da Ceia do Senhor que contradiga a doutrina apostólica é falsa e ilusória. Por isso, não é de admirar que Paulo tenha afirmado que aquilo que eles comiam não era a Ceia do Senhor. Eles não tinham consciência da presença do Senhor na Ceia, e nem se recordava da morte do Senhor. Uma reunião assim não poderia ser chamada de Ceia do Senhor.

Os apóstatas estão na Internet tentando anular uma ordenança que o Senhor deixou, que é a celebração da Ceia do Senhor. 

Quando Paulo recebeu a revelação e doutrinou os coríntios do modo correto de celebrar a Ceia, ele não estava escrevendo para judeus, mas para gregos convertidos do paganismo. Ou seja, pessoas que não tinham nenhuma conexão com a páscoa dos judeus.

Paulo precisou corrigir os coríntios porque eles tinham transformado a Ceia numa refeição sem discernir o que a Ceia significava. Isso eles provavelmente tinham trazido dos costumes cerimoniais dos pagãos gregos com seus banquetes descontrolados.

Essa transformação da Ceia em uma refeição qualquer é vista hoje nos apóstatas que se afastaram das denominações, e nessa refeição recebem até incrédulos, com o argumento de que a Ceia significaria repartir alimento com os menos favorecidos.

O diabo tem conseguido usar alguns de seus "ministros de justiça" (2 Coríntios 11:15) para influenciar cristãos a se recusarem a fazer aquilo que o Senhor instituiu, e usam para isso de raciocínios falazes.

Durante séculos cristãos relembraram o Senhor e anunciaram sua morte, e agora aparecem alguns apóstatas enviados por um "anjo de luz", travestidos de "ministros de justiça", para argumentar e promover desobediência à mais preciosa das duas únicas ordenanças que o Senhor nos legou (a outra é o batismo, que os apóstatas também renegam). Esses ímpios se acham com maior autoridade do que o próprio apóstolo Paulo para dizer que não é para fazer aquilo de que Jesus disse: "Fazei em memória de mim".

Geralmente os apóstatas criticam as denominações, ganhando assim a simpatia dos que estão cansados dos abusos de falsas denominações e falsos pastores. Mas não se engane: Satanás sabe muito bem como cativar pessoas de diferentes gostos, e como existe hoje uma tendência de se criticar o que fazem os mercadores da fé, então o diabo ataca também nessa seara.

Não siga os ventos de doutrina seguindo esses que negam a Verdade, ou que ensinam que quando Paulo revelou as palavras do Senhor para ele ("fazei isto em memória de mim"), estivesse querendo dizer "não fazei isto em memória de mim". A esses bem cabe a advertência de Isaías: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!" (Isaías 5:20-21).

Mas o que encontramos na prática dos primeiros cristãos?

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (Atos 2:42).

"E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite." (Atos 20:7).

"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." (1 Coríntios 11:23-26).

Portanto, quando celebramos a Ceia do Senhor partimos o pão no sentido de quebrar o pão, mas quando fazemos caridade repartimos alimentos e bens com os menos favorecidos, mas isso nada tem a ver com a Ceia do Senhor ou então estaríamos dizendo que até pagãos e ateus "partem o pão".

Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? (1 Coríntios 11.22).

Paulo faz perguntas retóricas para confrontar os coríntios que estavam deturpando o significado da Mesa do Senhor, questionando se eles não tinham suas próprias casas para comer e beber suas refeições.

Essa argumentação retórica aponta para um fato que não pode ser ignorado na interpretação da passagem. O fato é o seguinte: os coríntios não podiam colocar a Mesa do Senhor no mesmo pé de igualdade com as refeições que eles realizavam em seus lares.

Considerando que na conclusão da exortação, Paulo desenvolve o argumento de que eles devem comer nos seus próprios lares (1 Coríntios 11.33,34), fica evidente que o apóstolo tinha em mente que a Ceia do Senhor não podia ser tratada como uma refeição.

O erro dos coríntios era exatamente tratar a Mesa do Senhor no mesmo pé de igualdade com suas refeições. Ou seja, a Ceia do Senhor requer conformidade com a doutrina estabelecida. Não guardar a doutrina é o mesmo que transformar a Ceia numa mesa de juízo de Deus.

Da mesma forma que Paulo reprovou os cristãos da igreja de Corinto que não seguiam a doutrina sobre a Ceia do Senhor, a mesma reprovação alcança a todos cristãos que hoje negligenciam a doutrina da Ceia do Senhor ordenada por Cristo.

NÃO PODEMOS PARTICIPAR DA CEIA INDIGNAMENTE
Os apóstatas afirmam que não é pecado não participar da Ceia, mas isso é só mais uma mentira. Vejamos: 

Não participar da Ceia significa falta de discernimento do corpo e do sangue de Cristo, por ignorar o verdadeiro significado do pão e do cálice, e por supor que o memorial seja um ritual morto, menosprezando assim o tremendo preço que nosso Salvador pagou por nossa salvação.

O pão é o corpo de Cristo. O vinho é o seu sangue. O corpo e o sangue de Cristo. E todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de PECAR CONTRA O CORPO E O SANGUE DO SENHOR. (1 Coríntios 11:27).

Se fosse só uma refeição, uma comida qualquer, pouco importaria a forma como comemos. Mas é pecado comer o corpo de Cristo e beber o seu sangue INDIGNAMENTE.

É importante ressaltar que somos por natureza indignos de participar da Mesa do Senhor, e não é disso que o texto trata. Mas, da forma indigna de participar da Ceia sem discernir o corpo e o sangue de Cristo. Se dignidade meritória fosse requerida, ninguém poderia participar da Mesa do Senhor.

Paulo exorta a igreja de Corinto a não participar da Ceia do Senhor indignamente. Muitas pessoas interpretam este texto como sendo uma exortação a respeito de pecados ocasionais ou ocultos, mas na verdade a exortação de Paulo é em relação à perda de significância da Santa Ceia do Senhor para algumas pessoas.

O corpo de Cristo é o templo de Deus. Jesus afirmou que os judeus derrubariam o templo de Deus, e em três dias Ele o levantaria. Quando Jesus disse isso Ele falava do templo do seu próprio corpo que fora derrubado e reerguido em favor de muitos (João 2:19-21).

O sangue de Cristo é a tinta usada na firma da Nova Aliança, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados (Mateus 26:28).

Encarar essa exortação de Paulo como sendo especificamente acerca de um pecado ocasional ou não confessado, por exemplo, traz alguns problemas. Quem pensa assim geralmente entende que esse pecado afasta a pessoa apenas da participação da Santa Ceia do Senhor. Mas na verdade, participar da Ceia sem discernir o corpo é pecado grave. Não participar da Ceia também é não discernir o corpo que foi entregue em favor de muitos, e também não discernir as Escrituras e a fé que diz seguir.

Portanto, participar da Ceia do Senhor esquecendo-se do seu real significado, é participar indignamente. Por banalizar o sacrifício de Cristo em favor de muitos, e profanar a comunhão com Cristo, tal pessoa acaba trazendo sobre si mesma condenação e morte.

Antes de participar da santa Ceia, devemos nos examinar para ver se estamos de fato discernindo que o pão e o vinho são o corpo de Cristo e o sangue da Nova Aliança em favor de muitos. Caso contrário traremos julgamento contra nós mesmos.

Por isso muitos estão fracos e doentes e alguns até morreram (1 Coríntios 11:28-30).

Portanto, comer e beber a Ceia como se fosse uma simples refeição, uma coisa comum ou sem fazer um juízo próprio, é comer e beber "indignamente". É ser culpado, não apenas de desonrar a Pessoa ali representada, como seu corpo e seu sangue, cujas figuras, pão e vinho, estão sendo tratadas com tamanha indiferença.

Devemos ter em mente nossa extrema culpa, que demandava o juízo divino, o qual foi satisfeito pelo valor infinito do sofrimento de Cristo atingido pelo juízo contra o nosso pecado lançado sobre Ele, e pela graça que assim nos alcançou. Para o cristão não deveria existir um momento mais importante e solene do que este em que ele relembra, sob a ordem do Senhor, a causa primeira de sua salvação eterna.

Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria Ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague (1 Coríntios 11.21).

Os apóstatas afirmam que a indignidade diante da Ceia tem relação direta com a demonstração de egoísmo que os coríntios manifestaram com outros membros na questão alimentar. Assim, a indignidade era a atitude egoísta dos ricos, e não uma desobediência doutrinária.

Os apóstatas afirmam também que Paulo queria resolver um problema social na igreja de Corinto, e não estabelecer uma doutrina sobre a celebração da Ceia do Senhor. Para eles, indignidade estava relacionada com a postura dos ricos humilhando os pobres.

Porém a verdade bíblica é que Paulo descreve a origem do problema, que era a divisão. Os coríntios divididos na igreja estavam tomando a Ceia uns antes dos outros. De fato, havia uma tensão entre ricos e pobres na igreja de Corinto.

Ao ordenar que eles esperassem uns pelos outros, Paulo estava lembrando aos cristãos da comunidade que eles deviam celebrar a Ceia juntos, pois a unidade é uma das implicações da Mesa do Senhor (1 Coríntios 10:17).

Se alguém tem fome, coma em casa, a fim de não vos reunirdes para juízo (1 Coríntios 11:34).

Paulo se dirige aos mais pobres que em algumas situações tiveram fome, por causa do egoísmo de alguns coríntios ricos. A ordem de Paulo foi para que eles fizessem suas refeições em suas próprias casas. Da mesma forma, embora houvesse pobres na igreja, eles não eram miseráveis que não tinham o que comer. No contexto da passagem, eles poderiam comer em suas casas.

De acordo com a instrução de Paulo, os mais pobres deveriam comer em casa, isto porque a Mesa do Senhor não era para matar a fome física. Antes, quando eles se reuniam para participar da Ceia do Senhor, eles deveriam alimentar-se de Jesus Cristo. Os coríntios precisavam entender que Jesus é o alimento. Isto não quer dizer que as necessidades dos pobres não devam ser assistidas. Quer dizer que a Mesa do Senhor não deve ser confundida com uma refeição.

Em termos de princípio, pode-se deduzir que de acordo com o testemunho de Paulo a Ceia do Senhor não deveria ser equiparada a uma refeição. Essa clara distinção que Paulo faz entre a refeição e a Mesa do Senhor mostra que é impossível sustentar, sem muitas dificuldades, a noção estabelecida em círculos liberais, e sobretudo pelos apóstatas contemporâneos, que a Ceia do Senhor deve ser vista como uma refeição.

Quando a Igreja se reúne para comer o pão e beber o vinho, eles não estão simplesmente mantando a fome de pão, mas celebrando a nova aliança com base no sacrifício de Jesus e alimentando-se do próprio Cristo.

Havia uma doutrina sobre a Ceia do Senhor como um princípio geral que os coríntios estavam violando. Não se trata, nem de longe, de negar o problema de desigualdade social.

Porém, não podemos reduzir a questão do conflito entre pobres e ricos como uma indignidade passível de morte, ainda mais diante do ensino geral da doutrina cristã sobre a Ceia do Senhor.

Paulo resgata o relato da última Ceia para definir a postura correta diante da Ceia, e relembrar o sentido da Ceia ordenado por Jesus Cristo.

A CEIA É SANTA
Os apóstatas se opõem contra a Ceia dizendo que ela não é santa. Mas, isso é apenas mais uma mentira. Vejamos o contexto para ver como Paulo enxergava a Santa Ceia:

A Ceia sempre teve apenas dois elementos: o vinho e o pão. Estes elementos são os mesmos com que o Sacerdote Melquisedeque abençoou a Abraão, o qual é pai de todos nós (Genesis 14:18).

"Não é verdade que o CÁLICE da bênção que ABENÇOAMOS é a PARTICIPAÇÃO no sangue de Cristo e que o pão que PARTIMOS é a PARTICIPAÇÃO no corpo de Cristo?" (1 Coríntios 10:16).

Paulo afirma que a Santa Ceia é a participação do crente no sangue imaculado de Cristo. Ora, se a Ceia envolve o corpo e o sangue de Cristo, então ela é santa. E vou mostrar o motivo:

O cálice é abençoado. Mas, Paulo afirmou que PARTICIPAR da mesa envolve a comunhão com o ser ao qual a adoração está sendo dirigida. Portanto, um cristão ao participar da Mesa do Senhor está em comunhão com o Senhor. Participar é tomar parte do corpo e do sangue, de acordo com Paulo. O apóstolo explica que participar significa ter uma parte, ou união com a divindade.

Partir o pão é ter parte com o Senhor através da comunhão com nossos irmãos.

"Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios. (1 Coríntios 10:21).

Paulo usa a santa Mesa do Senhor, e a contrasta com a profana mesa dos demônios. Ou seja, a Ceia é santa porque é a Mesa do Senhor.

A CEIA NÃO É A PÁSCOA JUDAICA
Os apóstatas se opõem contra a Ceia dizendo que ela é a Páscoa judaica. Mas, isso é apenas mais uma mentira. Vejamos:

Claramente podemos traçar um paralelo entre a Ceia do Senhor e a Páscoa. Porém não devemos cometer o erro de confundir a Santa Ceia com a Páscoa judaica.

O paralelo que podemos estabelecer é principalmente pelo fato de que Cristo é a nossa Páscoa. Ele foi sacrificado por nós como um cordeiro pascal (1 Coríntios 5:7). Por isto Ele é o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Seu corpo moído na cruz e partido na Ceia, e seu sangue derramado na cruz e abençoado na Ceia, proveram a redenção de seu povo.

A Nova Aliança foi evidenciada na Ceia antes da morte de Jesus Cristo. Ali Jesus celebrou a última Páscoa, e instituiu a Ceia. Ele também deu as recomendações necessárias para que seu povo observasse essa ordenança até o dia de sua volta.

Enquanto os judeus comemoram a Páscoa esperando um novo livramento como o Êxodo, os cristãos participam da Santa Ceia do Senhor lembrando do seu sacrifício. O Salvador que deu sua vida em resgate de seu povo, em breve voltará e juntos cearemos com Ele.

Na Páscoa o cordeiro assado era o símbolo do Cristo que seria sacrificado, mas na Ceia que celebramos e que foi revelada a Paulo, havendo Cristo já sido morto e ressuscitado, o símbolo é o pão, não o cordeiro assado. O pão partido representa morte e o vinho separado em um cálice é figura do sangue da Nova Aliança, o que também tem sua vigência por meio da morte do testador.

A Páscoa judaica era uma figura do sacrifício de Cristo; a Ceia do Senhor é um memorial do sacrifício de Cristo e um anúncio de sua morte. Na Páscoa no Egito o sangue do cordeiro foi passado nas ombreiras das portas das casas dos hebreus; na Ceia do Senhor o vinho, figura do sangue do real Cordeiro que é Cristo, é bebido.

O SIGNIFICADO DA CEIA
A natureza da Ceia de Jesus com seus discípulos nos evangelhos sinóticos tinha o caráter de uma celebração sacrificial. Pode-se chegar a essa conclusão observando a introdução à narrativa da última Ceia do Evangelho de Lucas, bem como a linguagem vicária e sacrificial, que é comum em todos os evangelhos sinóticos e também no texto paulino.

Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (1 Coríntios 11.23-35).

O Evangelho de Lucas não deixa dúvida que o contexto da última Ceia de Jesus com seus discípulos transcorreu numa cerimônia pascal:

Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. (Lucas 22.14-16).

Além da evidência de Lucas acerca do contexto pascal da última Ceia de Cristo com os seus discípulos, todos os evangelhos sinóticos, bem como o texto paulino, registram a linguagem vicária da entrega que Jesus fez de si mesmo. Todas as narrativas concordam que Jesus entregou a si mesmo de maneira vicária em favor de muitos.

Assim, na última Ceia de Jesus com os seus discípulos, ele se referiu a sua morte na cruz como uma morte sacrificial, ou seja, uma morte vicária para a remissão dos pecados de muitos. 

O entendimento que os cristãos primitivos tiveram, inclusive Paulo, era que a Ceia do Senhor significava uma celebração da nova aliança fundamentada na morte de Jesus em lugar do seu povo. Pode-se chegar a essa conclusão considerando que, Paulo já havia feito alusão ao pão asmo, referindo-se a Jesus como ‘nosso cordeiro da páscoa’ que foi sacrificado, e isso mostra que, para Paulo, as palavras ditas na Última Ceia significam que Jesus estava cumprindo o papel sacrificial do cordeiro no estabelecimento da nova aliança.

Este contexto sacrificial é evidenciado na repreensão que Paulo faz aos coríntios. Jesus Cristo estabeleceu a Ceia para que os seus discípulos pudessem alegrar-se no perdão de Deus, com base no sacrifício que ele fez de si mesmo, de uma vez por todas.

A base da Ceia sacrificial encontra-se no próprio sacrifício: por causa de seu caráter expiatório, o sacrifício abre caminho para o comer o pão e beber o vinho com um coração que se alegra no favor de Deus.

O SIGNIFICADO DO PÃO E DO VINHO
Na última Ceia com os seus discípulos, Jesus Cristo deu significado ao pão e ao vinho e os relacionou com o seu corpo e o seu sangue. Portanto, a relação do pão e do vinho com o corpo e o sangue de Cristo é incontestável.

Para entendermos o sentido do pão e do vinho temos que continuar mantendo o foco no contexto sacrificial da última Ceia de Jesus com os seus discípulos, onde Jesus e os seus discípulos não estavam realizando o sacrifício da Páscoa requerido pela lei.

Dentro do contexto sacrificial, o Senhor Jesus, inaugurou a nova aliança, onde o seu sangue representa a base a inauguração de um novo relacionamento dos discípulos para com Deus.

Assim, dentro do contexto sacrificial da Ceia de Jesus com os seus discípulos, tanto o pão quanto o vinho são os símbolos do seu sacrifício. Da mesma forma que a refeição pascal pressupunha o sacrifício de um cordeiro, os discípulos todas as vezes que comessem o pão e tomassem o cálice, deviam lembrar que o pão e o vinho, daquele momento em diante, simbolicamente representariam o sacrifício do próprio Cristo. Jesus não estava se sacrificando na Ceia, mas instituindo os elementos visíveis que serviram como sinais do sacrifício absoluto que ele realizaria na cruz do calvário.

Entretanto, apenas a elucidação da comparação simbólica do corpo e do sangue de Cristo com o pão e o vinho, por si mesma, não faz justiça ao texto sagrado em sua totalidade. Além do uso específico que Cristo fez, é preciso considerar a promessa de que seu corpo seria uma comida e seu sangue seria uma bebida (João 6:50-56). 

Neste ponto é importante considerar a visão de Paulo, com base na explicação que ele fez sobre a Mesa do Senhor em 1 Coríntios 10.16-21. Para o apóstolo, o alimento do povo de Deus é Cristo (1 Coríntios 10.4). Desta maneira, quando o povo de Deus se reúne para a Ceia do Senhor deve ter a consciência que comer do pão e beber do vinho implica em receber Cristo para ter comunhão com ele. 

Para Paulo, ser participante da Mesa do Senhor, estabelece uma comunhão, dá acesso a uma realidade representada pelo pão, pelo vinho, por uma mesa, um alimento. Assim como participar da mesa dos demônios também dá acesso a uma realidade.

No dizer de Paulo, a Mesa do Senhor também apontava para a unidade do povo de Deus (1 Coríntios 10.17). Mesmo sendo a igreja do Senhor composta por muitos irmãos e irmãs, quando todos se reúnem para a comunhão com Cristo, o pão único representa que o povo de Deus é um só corpo. Comer pão junto na Ceia une os participantes e forma um vínculo de unidade, assim a Ceia instituída por Cristo comunica uma realidade de comunhão tanto vertical como horizontal. 

EM MEMÓRIA DE MIM
Ao trazer o relato da última Ceia, Paulo reafirmou aos coríntios que a Mesa do Senhor deve ser celebrada em memória de Jesus Cristo.

A Ceia do Senhor, através do pão e do vinho, simboliza e representa Cristo. Ao participarmos da Mesa do Senhor, de alguma forma, mantemos comunhão com Ele. Assim, a noção de simples memorial não contempla o ensino de Jesus e de Paulo sobre a Ceia do Senhor.

É necessário voltar ao contexto pascal da última Ceia de Jesus com os seus discípulos, pois o sentido da Mesa do Senhor está ligado ao contexto sacrificial da última Ceia. Cristo é o cordeiro pascal (1 Coríntios 5:9) que entregou sua vida como sacrifício vicário para a remissão dos pecados do seu povo. A morte de Cristo é o único caminho para a redenção. Desta forma, lembrar de Cristo na Ceia é recordar do valor infinito de seu sacrifício. É trazer à memória que a única forma de estar diante de Deus é através do sangue de Cristo derramado para remissão dos pecados. 

Na Páscoa judaica, o líder de cada família reconta a história dos eventos nacionais do passado para lembrar a cada participante de que ele tem uma continuidade com esses eventos. Algo semelhante pode estar em mente na ordenança cristã, obrigando aqueles que participam dela a se lembrarem da morte de Cristo não somente como um ato passado, mas como uma realidade presente.

Os coríntios descartavam a memória da obra de sacrificial de Jesus. Ao invés de participar da Ceia do Senhor em seu contexto sacrificial, não era a Ceia do Senhor que eles comiam negligenciando os termos da ordenança de Jesus.

Em nossos dias, mais do que nunca, precisamos reafirmar que a doutrina da Palavra de Deus precede, define e orienta a prática da igreja. Dito isto, nosso grande desafio é a refirmar novamente o conteúdo doutrinário que Jesus instituiu na Ceia com seus discípulos, que é o mesmo que Paulo aplicou à igreja de Corinto. 

CONCLUSÃO
Reunir-se em torno da Mesa do Senhor é reconhecer que a ministração correta da Mesa do Senhor exige proclamação da cruz, esperança pelo retorno do Rei, cuidado para não comer indignamente o pão e o vinho. A Mesa do Senhor requer autoexame, discernimento e julgamento de si mesmo a fim de viver de maneira santa diante de Deus. 

Diante de tudo que a Mesa do Senhor sinaliza e representa, a única atitude plausível que os coríntios podiam tomar era celebrar a Ceia juntos. Por isso, eles precisavam esperar uns pelos outros, pois a unidade é uma das implicações da Mesa do Senhor (1 Coríntios 10:17).

Ainda que as questões sociais sejam importantes, deve-se ter cuidado para não usar o contexto da Ceia do Senhor de maneira imprópria. É importante fazer justiça ao pobre, mas também é importante fazer justiça ao texto bíblico, do contrário jamais se fará justiça nem ao pobre e nem a qualquer outro assunto tido por relevante. 

O Evangelho nos leva a uma vida de amor ao próximo, e seu cuidado. Mas, o cuidado do pobre não é o Evangelho. Jesus é cordeiro que derramou seu sangue pelos nossos pecados. 

Diante da Mesa do Senhor, todas as vezes que partimos o pão e bebemos o cálice do Senhor até que ele venha, anunciamos e recordamos que o sangue do cordeiro de Deus concede a passagem para a aliança com Deus. Nesse sentido, a Mesa do Senhor, é uma festa que celebra os feitos de Deus. Nela, não há espaço para que nossos atos de bondade sejam contados. Se tomarmos a Mesa do Senhor e o seu discernimento como ajuda ao pobre, ainda não entendemos o Evangelho.

Dito isto, é importante reafirmar que a mensagem de Paulo sobre a santa Ceia considera os seguintes pontos básicos: 

1- A Mesa do Senhor não é uma refeição; 

2- A Mesa do Senhor é uma ordenança de Cristo, para que o seu povo reunido em culto, olhe para trás e celebre os benefícios da nova aliança no presente, mantendo os olhos no dia do retorno do Senhor; 

3- A mesa da Ceia não é aberta a todos e todas indistintamente. Somente podem tomar parte nela aqueles aptos a praticar o autoexame, discernir o corpo e o sangue de Cristo e a julgar a si mesmo, com base nos princípios objetivos da Palavra de Deus.

Portanto, quando se analisa a luz das Escrituras, o ensino de Paulo sobre a Mesa do Senhor direciona corretamente a compreensão e prática da igreja diante da Mesa do Senhor. 

A mensagem de Paulo sobre a Ceia do Senhor desafia a interpretação dos apóstatas contemporâneos que reduz a mesa de Cristo a uma mera refeição contra as injustiças sociais.

O exame verdadeiro da Mesa do Senhor por meio das Escrituras exige que novamente possa ser ouvida a doutrina da igreja primitiva, dos pais da Igreja, dos reformadores, e a própria teologia bíblica. 




PORQUE SOU CONTINUÍSTA

Então, porque sou um continuísta? As minhas razões são as seguintes. (Por favor note que eu escrevi vários artigos que fornecem uma evidência mais extensa para os pontos que apresento, mas devido às limitações de espaço, permita-me apenas mencioná-los. Todos esses artigos podem ser encontrados no meu site.)

Deixe-me começar pela presença em todo o Novo Testamento (NT) de uma forma consistente, generalizada e completamente positiva de todos os dons espirituais. Os problemas que surgiram na igreja de Corinto não foram causados por dons espirituais, mas sim por pessoas imaturas. Não foram os dons de Deus, mas sim a distorção infantil, ambiciosa e orgulhosa desses dons por parte de alguns que deram origem aos comentários corretivos de Paulo.Além disso, a partir de Pentecostes e continuando ao longo do livro de Atos, quando o Espírito é derramado sobre os novos crentes estes experimentam os seus dons. Não há nada que indique que estes acontecimentos eram restritos apenas a eles e àquele tempo. Esse fato parece ser do conhecimento geral na igreja do Novo Testamento. Cristãos em Roma (Romanos 12), Corinto (1Coríntios 12-14), Samaria (Atos 8), Cesareia (Atos 10), Antioquia (Atos 13), Éfeso (Atos 19), Tessalônica (1Tessalonicenses 5) e Galácia (Gálatas 3) vivenciaram os dons miraculosos e reveladores. É difícil imaginar como os autores do NT poderiam ter falado mais claramente sobre como a aparência da nova aliança do cristianismo deveria ser. Em outras palavras, o ónus da prova recai sobre o cessacionista. Se alguns dons de uma classe especial cessaram, é da sua responsabilidade prová-lo.

Extensa evidência
Eu gostaria de referir igualmente a extensa evidência no NT dos chamados dons milagrosos entre os cristãos que não são apóstolos. Em outras palavras, muitos homens e mulheres não-apostólicos, jovens e velhos, por toda a extensão do Império Romano consistentemente exerceram esses dons do Espírito (e Estevão e Filipe ministraram no poder de sinais e maravilhas). Outros que não eram apóstolos mas exerceram dons milagrosos incluem (1) os 70 que foram enviados em Lucas 10.9, 19-20; (2) pelo menos 108 pessoas entre os 120 que estavam reunidos no cenáculo no dia de Pentecostes; (3) Estevão (Atos 6-7); (4) Filipe (Atos 8); (5) Ananias (Atos 9); (6) os membros da igreja em Antioquia (Atos 13); (7) convertidos anônimos em Éfeso (Atos 19.6); (8) As mulheres em Cesareia (Atos 21.8-9); (9) os irmãos sem nome de Gálatas 3.5; (10) os crentes em Roma (Romanos 12.6-8); (11) crentes de Corinto (1Coríntios 12-14).; e (12) os cristãos de Tessalônica (1Tessalonicenses 5.19-20).

Devemos também considerar o propósito explícito e muitas vezes repetido dos dons do Espírito, a saber, a edificação do corpo de Cristo (1Coríntos 12.7; 14.3, 26) Nada do que eu li no NT ou observo na condição da igreja em qualquer época, passada ou presente, me leva a crer que já ultrapassamos a necessidade de edificação e, portanto, estarmos libertos da necessária contribuição desses dons. Admito que os dons espirituais foram fundamentais para o nascimento da igreja, mas porque motivo seriam eles menos importantes ou necessários para o seu contínuo crescimento e amadurecimento?

Há também uma continuidade fundamental ou uma relação espiritualmente orgânica entre a igreja em Atos e a Igreja nos séculos posteriores. Ninguém nega que houve uma época ou período na igreja primitiva que poderíamos chamar de “apostólico”. Temos de reconhecer a importância da presença pessoal e física dos apóstolos e o seu papel único no estabelecimento dos fundamentos da igreja primitiva. Mas em nenhum lugar do NT é sugerido que certos dons espirituais estavam única e exclusivamente associados a eles ou que esses dons cessariam ​​com a sua morte. A igreja universal ou corpo de Cristo que foi criada e dotada através do ministério dos apóstolos é a mesma igreja universal e o mesmo corpo de Cristo hoje. Estamos juntos com Paulo, Pedro, Silas, Lídia, Priscila e Lucas, membros do mesmo corpo de Cristo.

Muito relacionado com o ponto anterior é aquilo que Pedro diz em Atos 2 sobre os chamados dons miraculosos, como sendo característicos da nova aliança da igreja. Como D.A. Carson disse: “A vinda do Espírito não está apenas associada ao alvorecer dessa nova era, mas com a sua presença, não apenas com o dia de Pentecostes, mas com todo o período entre Pentecostes e o retorno de Jesus, o Messias” (A Manifestação do Espírito, 155). Ou ainda, os dons de profecia e línguas (Atos 2) não são retratados como meramente inaugurais da era da nova aliança, mas como característicos dela (e não nos esqueçamos de que a presente era da igreja = os “últimos dias”).

Devemos também prestar atenção a 1Coríntios 13.8-12. Aqui, Paulo afirma que os dons espirituais não vão “passar” (v. 8-10), até à chegada do “perfeito”. Se o “perfeito” é de fato a consumação dos propósitos redentores de Deus expressos no novo céu e nova terra após o retorno de Cristo, podemos confiantemente aguardar que ele continue a abençoar e a capacitar a sua igreja com os dons até esse momento chegar.

Uma ideia semelhante é dada em Efésios 4.11-13. Ali Paulo fala de dons espirituais (juntamente com o ofício de apóstolo) e, em especial, os dons de profecia, evangelismo, pastor e professor — como sendo edificantes para a igreja “até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (v. 13). Já que este último estado não foi ainda seguramente atingido pela igreja, podemos confiantemente prever a presença e o poder de tais dons até que esse dia chegue.

Eu também argumentaria, com a ausência de qualquer noção explícita ou implícita, que deveríamos olhar para os dons espirituais de forma diferente do que fazemos com outras práticas e ministérios do NT, retratados como essenciais para a vida e o bem-estar da igreja. Quando lemos o Novo Testamento, parece evidente que a disciplina eclesiástica deve ser praticada nas nossas assembleias de hoje e que devemos celebrar a Ceia e a Água do batismo do Senhor, e que os requisitos para o cargo de ancião conforme estabelecido nas epístolas pastorais ainda determinam como a vida na igreja deve ser conduzida, só para mencionar alguns pontos. Que boas razões exegéticas ou teológicas podem ser dadas para que tratemos a presença e a operação dos dons espirituais de forma diferente?

Testemunho consistente
Ao contrário da crença popular, há um testemunho consistente ao longo da história da Igreja a respeito da operação dos dons miraculosos do Espírito. Não sucedeu simplesmente que os dons tenham cessado ou desaparecido da vida da igreja primitiva após a morte do último apóstolo. O espaço não me permite citar a evidência massiva a este respeito, pelo que lhes recomendo quatro artigos que escrevi com extensa documentação (ver “Spiritual Gifts in Church History” [Dons espirituais ao longo da história da Igreja]).

Os cessacionistas argumentam frequentemente que sinais e maravilhas bem como certos dons espirituais serviram apenas para confirmar ou autenticar o original grupo de apóstolos e que, quando esses apóstolos morreram, logo cessaram também os dons. O fato é que nenhum texto bíblico (nem mesmo Hebreus 2.4 ou 2Coríntios 12.12) alguma vez nos diz que sinais e maravilhas e dons espirituais de um tipo particular serviram para autenticar os apóstolos. Sinais e maravilhas autenticaram Jesus e também a mensagem apostólica sobre ele. Se esses sinais e maravilhas foram concebidos exclusivamente para autenticar apóstolos, então não temos qualquer explicação em relação a que crentes não-apostólicos (como Filipe e Estevão) tenham sido capacitados para os realizar (ver especialmente 1Coríntios 12.8-10, onde o “dom” de “milagres”, entre outros, foi dado a crentes não-apostólicos, normais).

Portanto, essa é uma boa razão para ser um cessacionista mas apenas se você conseguir demonstrar que a autenticação ou atestado da mensagem apostólica era a finalidade única e exclusiva de tais manifestações do poder divino. No entanto, em nenhum lugar do NT o propósito ou a função dos milagres ou dos dons do Espírito são reduzidos a atestados de validade. Os milagres, em qualquer uma das suas formas, serviram finalidades distintas e diversas: doxológicas (glorificar a Deus: João 2.11, 9.03, 11>04, 40; Mateus 15.29-31); evangelísticas (para preparar o caminho para que o evangelho fosse conhecido: veja Atos 9.32-43); pastorais (como uma expressão de compaixão, amor e cuidado com as ovelhas: Mateus 14.14; Marcos 1.40-41); e edificantes (para edificar e fortalecer os crentes: 1Coríntios 12:7 e o “bem comum”, 1Coríntios 14.3-5, 26).

Todos os dons do Espírito, fossem línguas ou ensino, profecia ou misericórdia, cura ou ajuda, foram dados (entre outros motivos) para a edificação, construção, incentivo, instrução, consolo e santificação do corpo de Cristo. Portanto, mesmo se o ministério de autenticar e atestar os dons miraculosos tivesse cessado, um ponto que concedo apenas para prosseguir o raciocínio, tais dons continuariam a funcionar na igreja pelos outros motivos citados.

Ainda final e suficiente
Talvez a objeção ouvida mais frequentemente por parte dos cessacionistas é que reconhecer a validade dos dons de revelação, como a profecia e a palavra do conhecimento/ciência, necessariamente enfraqueceria a finalidade e a suficiência das Sagradas Escrituras. Mas esse argumento é baseado na falsa suposição de que estes dons nos fornecem verdades infalíveis iguais em autoridade ao próprio texto bíblico (ver o meu artigo “Why NT Prophecy Does NOT Result in ‘Scripture-Quality’ Revelatory Words” [Por que a profecia do Novo Testamento não resulta em revelação verbal com a mesma autoridade das Escrituras Sagradas]).

Também ouvimos o apelo cessacionista a Efésios 2.20, como se esse texto descrevesse todos os possíveis ministérios proféticos. O argumento é que dons de revelação como a profecia foram exclusivamente associados aos apóstolos e, portanto, projetados para funcionar apenas durante o chamado período de fundação na igreja primitiva. Dirijo-me de forma profunda a este ponto de vista fundamentalmente equivocado aqui. Um exame atento às evidências bíblicas a respeito tanto à natureza do dom profético quanto à sua distribuição generalizada entre os cristãos, indica que havia algo muito superior nesse dom ao simples capacitar os apóstolos para estabelecer os alicerces da igreja. Portanto, nem a morte dos apóstolos nem o movimento da igreja após os seus anos de fundação tem qualquer influência sobre a validade do dom de profecia hoje. Também se ouve muitas vezes o chamado argumento conjunto, segundo o qual os fenômenos sobrenaturais e miraculosos foram supostamente concentrados ou agrupados em períodos únicos na história da redenção. Eu já abordei esse argumento noutro lugar e demonstrei que é completamente falso.

Finalmente, e embora não seja tecnicamente uma razão ou argumento para ser um continuista, não posso ignorar a minha experiência. O fato é que eu vi todos os dons espirituais em operação, os testei e confirmei, e os vivi em primeira mão em inúmeras ocasiões. Como foi dito, esse é não tanto um motivo para alguém se tornar um continuísta, mas mais uma confirmação (embora não infalível) da validade dessa decisão. A experiência, quando isolada do texto bíblico, pouco prova. Mas a experiência deve ser levada em consideração, especialmente se ela ilustra ou encarna o que vemos na Palavra de Deus.

Sam Storms

Sam Storms é pastor principal para o ministério de pregação e visão na Bridgeway Church em Oklahoma City, Oklahoma.

EU NÃO SOU A IGREJA


Oséias Graça Tavares

Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. (1 Coríntios 12:14).

Nos dias atuais há uma verdadeira rebelião ocorrendo contra Igreja. Muitos se autoproclamam ministros e saem internet afora a ensinar, sem conhecimento e sem respeito a Deus e a sua palavra.

Hoje estas pessoas gostam de pregar doutrinas ao invés de pregar o Evangelho, não fazendo nenhuma distinção entre doutrina e Evangelho.

É muito comum ouvirmos dizer que temos que voltar ao “verdadeiro” Evangelho de Jesus (como se houvesse um falso evangelho de Jesus).

Quando Paulo diz que os gálatas estavam deixando o Evangelho de Cristo para seguir a OUTRO Evangelho, a palavra grega usada para outro também pode ser traduzida por "diferente". Porém, Paulo faz uma ressalva para dizer que na verdade NÃO É OUTRO EVANGELHO; senão que há algumas pessoas que estavam perturbando as Igrejas da Galácia, querendo perverter o Evangelho de Cristo (Gálatas 1:6,7).

Os críticos da Igreja são muito zelosos com a letra, e exibem um texto como uma base bíblica para tudo o que pregam. Mas, para entender o texto bíblico temos que ir muito além da letra. É preciso enxergar, pelo Espírito, os contextos e os princípios envolvidos no texto, e também os destinatários do texto, lembrando sempre que nenhuma doutrina se apoia sobre um texto isolado, pois a Bíblia se auto explica. Por exemplo, quanto aos destinatários, temos a carta aos Romanos escrita para uma Igreja. E temos a carta a Tito destinada a um pastor. Logo, temos uma carta doutrinária geral, e uma carta doutrinária pastoral.

É obvio que numa carta destinada a uma Igreja, a expressão “cada um” e outras assemelhadas referem-se ao indivíduo dentro do coletivo da assembleia.

EU SOU A IGREJA?

Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas INDIVIDUALMENTE SOMOS MEMBROS UNS DOS OUTROS. (Romanos 12:5).

Não! Igreja é o coletivo de crentes. Igreja é a assembleia, a congregação. Logo, EU NÃO SOU A IGREJA - NINGUÉM É A IGREJA - EU SOU APENAS UM MEMBRO NO CORPO!

O texto de Romanos 12:5 afirma peremptoriamente que individualmente somos MEMBROS, e não o corpo.

Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. (1 João 3:11).

Se há uma expressão que possa resumir toda a fé cristã é: UNS AOS OUTROS.

A palavra UNS é plural. OUTROS também é plural. Mas, “EU” é um pronome no singular. Logo, eu não sou a igreja.

A ordem de Jesus é para negarmos o EU. Logo, a expressão egocêntrica e egoísta "Eu sou a igreja" é anticristã porque colide contra o conceito cristão de "uns aos outros".

A fé cristã é sempre UNS AOS OUTROS. Por isso, devemos:

● Exortar e edificar uns aos outros. - 1 Tessalonicenses 5:11;
● Amar uns aos outros. - João 15:17;
● Honrar uns aos outros. - Romanos 12:10;
● Sujeitar-nos uns aos outros. - Efésios 5:21;
● Saudar uns aos outros. - 2 Coríntios 13:12;
● Ser hospitaleiros uns para com os outros. - 1 Pedro 4:9;
● Consolar uns aos outros. - 1 Tessalonicenses 4:18;
● Ser benigno e misericordioso uns para com os outros. - Efésios 4:32;
● Perdoar uns aos outros. - Efésios 4:32;
● Suportar e perdoar uns aos outros - Colossenses 3:13 - Efésios 4:2;
● Considerar uns aos outros. - Hebreus 10:24;
● Esperar uns pelos outros. - 1 Coríntios 11:33;
● Confessar os pecados uns aos outros. - Tiago 5:16;
● Orar uns pelos outros. - Tiago 5:16;
● Ter cuidado uns dos outros. - 1 Coríntios 12:25;
● Levar as cargas uns dos outros. - Gálatas 6:2;
● Não mentir uns aos outros. - Colossenses 3:9;
● Receber uns aos outros. - Romanos 15:7;
● Não nos queixar uns contra os outros. - Tiago 5:9;
● Não julgar uns aos outros. - Romanos 14:13;
● Ter comunhão uns com os outros. - 1 João 1:7;
● Ter paz uns com os outros. - Marcos 9:50;
● Admoestar uns aos outros. - Hebreus 10:25;
● Servir uns aos outros pelo amor. - Gálatas 5:13;
● Ensinar uns aos outros. - Colossenses 3:16.

Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. (1 Coríntios 12:20).

1- O QUE É E PARA QUE SERVE UM TEMPLO?

Um dos textos mais propalados pelos falsos teólogos é o que diz que o Altíssimo não habita em templos construídos por homens. Vejamos:

Estevão afirmou:

E SALOMÃO LHE EDIFICOU CASA; Mas O ALTÍSSIMO não habita em templos feitos por mãos de homens, COMO DIZ O PROFETA: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? (Atos 7:47-49).

Analisando a fala de Estevão vemos que:

1- Não se trata de uma fala doutrinária
2- Não se trata de um mandamento
3- Não se trata de Evangelho
4- Estevão não era apóstolo para lançar as bases doutrinárias da Igreja
5- Estevão não enviou nenhuma carta doutrinária para a Igreja.

Mas vemos muito mais dentro desta fala de Estevão:

O grande problema dos incautos é a leitura superficial do texto, e a confusão de termos, que neste caso é habitação e templo. A fala de Estevão começa com uma afirmação que qualquer estudioso sério levaria em conta: SALOMÃO EDIFICOU CASA PARA DEUS.

Ora, o quê Salomão pensava a respeito desta casa? Era para ser uma habitação para Deus ou somente um santuário para prestar culto a Deus? Ou apenas um lugar para o povo buscar a misericórdia e o perdão de Deus? Vejamos o que pensava Salomão:

Mas será possível que Deus habite na terra com os homens? Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. MUITO MENOS ESTE TEMPLO QUE CONSTRUÍ! Ainda assim, atende à oração do teu servo e ao seu pedido de misericórdia, ó Senhor, meu Deus. Ouve o clamor e a oração que teu servo faz hoje na tua presença.
Estejam os teus olhos voltados dia e noite para este templo, lugar do qual disseste que nele porias o teu nome, para que ouças a oração que o teu servo fizer voltado para este lugar.
Ouve as súplicas do teu servo e de Israel, teu povo, quando orarem voltados para este lugar. OUVE DESDE OS CÉUS, LUGAR DA TUA HABITAÇÃO, e quando ouvires, DÁ-LHES O TEU PERDÃO. (2 Crônicas 6:18-21).

Salomão nunca teve em mente construir uma habitação para Deus. Salomão sabia que nem mesmo os mais altos céus podem conter ao Altíssimo, muito menos um templo construído por mãos humanas. Nenhum templo jamais foi construído para ser a habitação de Deus.

Quando ouço alguém dizer que não vai a templo porque Deus não habita em construções humanas, me dá pena por tamanha ignorância. Porque nada na terra pode ser a habitação de Deus. Se quiseres estar onde Deus habita, tens que sair da terra, porque terás que partir desta vida para estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor (Filipenses 1:23), sabendo que, enquanto estivermos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (2 Coríntios 5:6).

Não há um texto sequer que ordene ou sugira que os crentes não devem se congregar. Não há nenhuma proibição na Bíblia nem para a construção de locais de comunhão chamados de templo por similitude, e nem mesmo da frequência a estes lugares. Muito pelo contrário, há vários textos que nos ORDENA a nos congregar num lugar como Igreja. Vejamos:

Não deixemos de congregar-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas ENCORAJEMO-NOS uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. (Hebreus 10:25).

Quando vocês estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus, estando eu com vocês em espírito, estando presente também o poder de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 5:4).

Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos? (1 Coríntios 14:23).

Que fareis pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. (1 Coríntios 14:26).

Outro dia uma destas "ovelhas" sem pastor me perguntou se eu não tinha vergonha de ir cultuar a Deus em um templo em que Ele não habita, já que foi feito por mãos humanas.

Eu respondi que um templo é todo lugar onde o nome de Deus é invocado. E perguntei-lhe se ele orava a Deus no quarto como Jesus ensinou. Ele disse-me que sim.

Conclusão: Pela lógica desse insensato Jesus errou quando ensinou a orar no quarto já que Deus não está em nossa casa já que ela foi feita por mãos humanas.

Embora eu não goste de recorrer ao grego, uma simples analise de Atos 7:48 no grego mostra que:

No texto “Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos.” A palavra “TEMPLOS” evidentemente não é genuína. A ideia é, portanto, bastante geral – ‘não habita em EDIFÍCIOS feitos pelo homem’. O próprio Salomão expressa isso sublimemente em sua oração na consagração do templo (2 Crônicas 6:18): “Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter; quanto mais esta casa que eu edifiquei!

Isso fica mais evidente no verso anterior, onde a palavra grega oíkos é traduzida por casa ou morada, o que de fato tem a ver mais com o conceito de habitação do que templo.

O texto de Atos 7:48 nos mostra também que a palavra grega katoikeo, traduzida como habita, é um verbo que significa residir permanentemente. Está palavra é formada pela junção de kata e oikeo dando o sentido de abrigar permanentemente, isto é, residir. Ou seja, o texto apenas diz que o Altíssimo não reside de forma permanente num edifício feito por homens.

Outro néscio me disse que agora ele se reúne com alguns irmãos para cultuar a Deus somente nas casas, e não vai mais a templos porque Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.

Eu respondi que um templo é todo lugar onde o nome de Deus é invocado. E lhe perguntei se essas tais casas foram feitas por mãos alienígenas. Fiquei sem resposta.

Não há nada de errado com as reuniões em casas. O erro, neste caso, está na motivação para se reunir em casas.

Por favor, aprenda que a glória de Deus enche a Terra e os Céus. O Eterno Criador é onipresente. Ou seja, Ele está em todos os lugares, e até mesmo no inferno.

Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer NO INFERNO a minha cama, eis que TU ALI ESTÁS TAMBÉM. (Salmos 139:7,8) - Assim diz o salmista.

Para onde fugirei de Ti? Já sei. Vou para um templo feito por mãos humanas. - Assim diz o insensato.

Aqueles que usam a Bíblia apenas para criticar a Igreja não sabem ler a Bíblia. Neles se cumpre as palavras de Paulo quando disse que são pessoas que aprendem sempre, e NUNCA PODEM chegar ao conhecimento da verdade (2 Timóteo 3:7).

Digo isto porque o texto de Atos 7:48 fala de Deus, da sua natureza espiritual, da sua imensidade que não cabe dentro de edifícios feitos pelos homens.

Mas, os críticos da Igreja só PODEM enxergar aquilo que não está no texto, a proibição de frequentar templos. Eles NÃO PODEM ver no texto a exaltação à imensidade de Deus.

Paulo não afirma que os críticos não querem conhecer a verdade. Ao contrário, Paulo diz que eles NUNCA PODEM chegar ao conhecimento da verdade. E isso é porque os seus olhos são maus.

Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! (Mateus 6:23).

Estas pessoas dizem que conhecem a Deus, mas na verdade não sabem nada sobre a grandeza e imensidade do seu Ser.

A imensidade é a infinidade de Deus com relação ao espaço, Deus transcende a todas as limitações de espaço existentes, mas ao mesmo tempo, pela sua onipresença, encontra-se em todos os lugares do espaço e do tempo concomitantemente com todo o seu Ser. Desta forma, a imensidade de Deus caracteriza sua transcendência, ao passo que sua onipresença caracteriza sua imanência.

Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer NO INFERNO a minha cama, eis que TU ALI ESTÁS TAMBÉM. (Salmos 139:7,8)

A imensidade de Deus não deve ser entendida somente com relação ao espaço existente no universo, a imensidão de Deus enche o universo, o céu, o inferno, os edifícios, os templos feitos por mãos humanas, e o infinito, tanto com relação ao espaço como com relação ao tempo. Sendo Deus um ser totalmente espiritual e simples, Ele está em todos estes lugares com a totalidade do seu Ser, no universo, no céu, no inferno e no infinito.

Entenda que mesmo não sendo a habitação do Altíssimo, quando Salomão terminou de orar, desceu fogo do céu e queimou todos os animais sacrificados. E o templo ficou cheio da glória de Deus. Isso mostrou que Deus ouviu a oração, e que aprovou o templo como um lugar para o povo buscar a misericórdia e o perdão de Deus, invocando o seu santo nome.

2- QUEM É O ALTÍSSIMO?

O versículo também diz que o ALTÍSSIMO não habita em edifícios construídos por homens. Mas afinal quem é o Altíssimo? Vejamos:

Havia uma profecia do anjo Gabriel à Maria dizendo que Jesus seria chamado de filho do Altíssimo (Lucas 1:32). Assim ficamos sabendo que Jesus era Filho do Altíssimo. Porém, estes neófitos da internet não sabem quem é o Altíssimo, mas até os demônios sabem quem é o Altíssimo, pois uma legião disse a Jesus com grande voz: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.” (Lucas 8:28). Logo, concluímos que quando a Bíblia cita o Altíssimo está referindo-se ao Pai.

Sabemos que Deus habita nas alturas (Salmos 113:5), e do alto do seu santuário, desde os céus, o Senhor contempla a terra (Salmos 102:19). Porém, o Senhor fez uma pergunta a Davi: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação? E o Senhor mesmo respondeu dizendo que desde o dia em que fez subir os filhos de Israel do Egito havia andado em tendas e tabernáculos, mas levantaria um dos filhos de Davi para que este edificasse uma casa ao Seu nome (2 Samuel 7:5,6,13).

“Atenta desde os céus, e olha desde a tua santa e gloriosa habitação. Mas tu és nosso Pai.” (Isaías 63:15,16).

Assim, a habitação do Altíssimo está nos céus, mas sua glória enche os céus, a terra e todas as coisas.

Coloquei essa introdução para mostrar que o Altíssimo não pode ser limitado a estruturas construídas pelo homem, porque Ele enche o mundo inteiro, e não existe um tipo de casa que possa contê-lo. Santuário, casa, habitação, moradas, templos, tendas e tabernáculos são simbologias apenas. Deus não tem um lugar físico ou um trono físico para chamar de sua habitação, nem mesmo o corpo físico do crente. Deus enche e preenche tudo com sua glória.

Os cientistas denominam o Bóson de Higgs de "a Partícula de Deus" porque está em todo lugar preenchendo tudo sem ser detectada. É como a glória de Deus que preenche tudo.

3- A HABITAÇÃO TEMPORÁRIA – DEUS TEM MUITAS MORADAS

“E para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros voluntariamente deram ao Deus de Israel, cuja HABITAÇÃO ESTÁ EM JERUSALÉM (Esdras 7:15).”

Um leitor apressado ao ler o texto acima concluirá que Deus habita em Jerusalém. Mas, não é isso que o texto diz, senão que a habitação de Deus ESTÁ em Jerusalém.

"Ouve, pois, a súplica do teu servo, e do teu povo Israel, quando orarem neste lugar; também ouve tu NO LUGAR DA TUA HABITAÇÃO NOS CÉUS." (1 Reis 8:30).

Paulo afirmou:

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, NÃO HABITA EM TEMPLOS feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; e de um só sangue fez toda a geração dos homens, para HABITAR SOBRE TODA A FACE DA TERRA, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da SUA HABITAÇÃO. (Atos 17:24-26).

Analisando a fala de Paulo vemos que:

1- Não se trata de uma fala doutrinária
2- Não se trata de um mandamento
3- Não se trata de Evangelho
4- Paulo não estava doutrinando a Igreja, mas pregava a ímpios.
5- Paulo não proibiu a construção de templos em nenhuma carta doutrinária para a Igreja.

Mas vemos um grande problema que é confundir habitação com templo e com casa. Nem toda casa é uma habitação. Nem toda habitação é uma casa. E templo era habitação dos sacerdotes, e não de Deus, por que Deus não precisa ser servido.

Neste texto de Atos 17:24, em que Paulo prega a ímpios, a tradução correta da palavra grega naos seria santuários, e não templos. Ou seja, aquela parte do templo onde os povos acreditavam que a deidade invocada habitasse. No caso do templo dos judeus era o Santo dos Santos.

Isso fica bem evidenciado quando Paulo complementa afirmando que Deus não é servido por mãos de homens, numa referência aos sacrifícios e oferendas apresentado nos santuários dos templos. Os templos evangélicos nunca tiveram um santuário, mas sempre funcionaram apenas como lugar de comunhão entre os irmãos, e como casa de oração.

Assim:

Templo = Lugar onde Deus é invocado.

Santuário = Lugar de oferenda e de sacrifício.

Aqui é bom esclarecer que INVOCAR significar clamar em auxílio, pedir proteção, suplicar, orar, pedir socorro, recorrer a quem possa ajudar.

Não há santuários nos locais de comunhão das igrejas evangélicas. Ou não sabes que santuário é local onde se oferece sacrifícios?
O único sacrifício aceitável a Deus foi feito na cruz e ofertado no único santuário de Deus, aquele do qual Cristo é Ministro do SANTUÁRIO, do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem (Hebreus 8:2). É deste SANTUÁRIO que Paulo fala em Atos 17:24.

Paulo fala que o SANTUÁRIO não é um santuário terrestre (Hebreus 9:1). E que nós devemos entrar com ousadia no SANTUÁRIO, pelo sangue de Jesus (Hebreus 10:19). Logo, o SANTUÁRIO é um local onde nós entramos, e não o nosso corpo.

O SANTUÁRIO é o local onde Cristo ofereceu o seu próprio sangue uma única vez, havendo efetuado uma eterna redenção (Hebreus 9:12) Porque Cristo não entrou num SANTUÁRIO feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus (Hebreus 9:24). É deste SANTUÁRIO que Paulo fala em Atos 17:24.

Mas, o conceito de habitação consoante ao santuário muda quando Paulo afirma que Deus colocou limites na habitação do homem na terra. Este limite é a morte.
Isso mostra que a habitação pode ser temporária, e pode mudar de lugar como vemos em:

“E para levares a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros voluntariamente deram ao Deus de Israel, cuja habitação ESTÁ em Jerusalém (Esdras 7:15).”

Temporariamente a habitação de Deus estava em Jerusalém. Porém, é uma obviedade que Deus não pode estar contido em Jerusalém. Contudo, sua glória pode se fazer presente em Jerusalém, no templo de Salomão e também em qualquer templo onde se clama pelo seu Nome.

“Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o LUGAR onde permanece a tua glória” (Salmos 26:8).

Deus prometeu que o povo de Israel Lhe faria um templo, o Senhor habitaria no meio deles. (Êxodo 25:8). Mas muitos dirão que hoje nós somos o templo, e que Deus habita em nós. Todavia, o Senhor Deus não muda. Houve mudança de pacto, mudança de sacerdócio, mas não há em Deus mudança e nem mesmo sombra de variação. O fato de Deus habitar em nós representativamente pelo seu Espírito Santo não anula o fato de que Deus habita no meio de nós, no meio de nossos louvores e de que sua glória enche todas as coisas, até mesmo o templo feito por mãos humanas. Por isso a Bíblia afirma que o Deus imutável tem um único santuário para as MORADAS DO ALTÍSSIMO (Salmos 46:4). Sim, Deus tem muitas moradas, como teve tendas e tabernáculos, mas tem um só santuário, que é a cidade de Deus.

Por isso o salmista já dizia: “Quão amáveis são os TEUS TABERNÁCULOS, SENHOR dos Exércitos! Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.” (Salmos 84:1,10).

Sim, o Altíssimo, o Deus imutável, sempre teve muitas moradas, tabernáculos e tendas, mas um único Santuário, onde Cristo ofereceu o seu sangue imaculado prefigurado pelo Santo dos Santos, onde o Senhor nos introduzirá, no lugar da Sua habitação, NO SANTUÁRIO, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram. (Êxodo 15:17).

Deus tem um santuário feito por Ele mesmo no lugar de sua habitação. E isso é anunciado desde os tempos de Moisés.

4- O CORPO DE CADA CRENTE É UM TEMPLO?

Vimos que um templo é um local onde se invoca o nome do Senhor. Hoje, nossos corpos são tabernáculos, não são os templos de Deus. Juntos, somos O TEMPLO de Deus na terra, e o Espírito de Deus habita em NÓS. (1 Coríntios 3:16).

O corpo de cada um de nós é um tabernáculo, algo frágil, temporário e finito. Por isso Paulo disse que se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos humanas, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu. (2 Coríntios 5:1,2).

Logo, a nossa verdadeira habitação não é a terra, mas sim um edifício, uma casa não feita por mãos humanas, eterna, nos céus.

Por isso, embora tenhamos o penhor do Espírito Santo, enquanto estivermos no corpo (tabernáculo), vivemos ausentes do Senhor. Mas se desejamos deixar este corpo, para habitar com o Senhor, como pode este corpo ser individualmente seu templo? Individualmente este corpo é um tabernáculo, e não um templo. (2 Coríntios 5:5,6,8).

Contudo, coletivamente nossos corpos são O TEMPLO. Vejam a diferença:

"Não sabeis vós que os vossos corpos (plural) são membros (plural) de Cristo?" (1 Coríntios 6:15). Ou seja, corpos no plural formam membros no plural.

"Ou não sabeis que o vosso corpo (unidade composta) é o templo (singular) do Espírito Santo?" (1 Coríntios 6:19). Mas, vosso (pronome plural que indica unidade composta) forma um só Templo no singular.

Isso significa que não é o corpo de cada crente que é o templo de Deus. Se assim fosse, haveria vários templos espalhados. Mas o verdadeiro templo de Deus é a Igreja, o corpo de Cristo. E o corpo não é um só membro, mas muitos. (1 Coríntios 12:14).

“Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual TODO O EDIFÍCIO, bem ajustado, cresce PARA TEMPLO SANTO NO SENHOR. No qual também vós JUNTAMENTE sois edificados PARA MORADA DE DEUS EM ESPÍRITO.” (Efésios 2:20-22).

Paulo está dizendo que toda a Igreja (todo o edifício) em Cristo cresce como uma construção, porque cada crente se adapta perfeitamente a Igreja (todo o edifício) para ser o templo consagrado ao Senhor. E os crentes da Igreja local são integrados nesse edifício, para formarem, juntamente com todos os outros crentes, a morada em que Deus habita pelo seu Espírito. Logo, O templo é a Igreja, a Assembleia quando os crentes estão reunidos.

Ou seja, em Cristo é que todo o edifício, harmonicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor, em quem os crentes entram CONJUNTAMENTE, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus.

Até mesmo o antigo Catecismo da Igreja Católica já reconhecia: "A IGREJA é o TEMPLO do Espírito Santo porque o Espírito Santo reside no corpo que é a Igreja: na sua Cabeça e nos seus membros." - Papa Pio XII na encíclica Mystici Corporis.

Ou não sabeis que o VOSSO corpo é O TEMPLO do Espírito Santo, que habita em VÓS, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (1 Coríntios 6:19).

Novamente Paulo usa o pronome possessivo da segunda pessoa do plural (VOSSO) indicando unidade composta.

Paulo nunca disse que cada crente individualmente é um templo do Espírito Santo. Paulo escreveu uma carta para uma IGREJA (Assembleia), e disse:

Não sabeis VÓS que sois O TEMPLO de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque O TEMPLO de Deus, que sois vós, é santo. (1 Coríntios 3:16,17).

“Vós” é a coletividade. E há um só templo que é santo. Se cada corpo fosse um templo, haveria vários templos santos.

A IGREJA É O TEMPLO.

E vós também sois pedras vivas, com as quais UM TEMPLO ESPIRITUAL é edificado. Além disso, sois sacerdotes santos. Por meio de Jesus Cristo, oferecem sacrifícios espirituais que agradam a Deus. (1 Pedro 2:5).

Pela fé, somos honrados por sermos “um lugar”, mas não apenas qualquer lugar, e sim um lugar sagrado. Pedro usa a metáfora de “ser templo de Deus”. Na nova aliança, ainda há um lugar sagrado, mas seus materiais de construção não são madeira, pedra ou metais preciosos. Jesus Cristo é a pedra angular e os cristãos são as paredes do novo Santo Lugar.

Pedro afirma que os crentes individualmente são pedras vivas que, quando reunidas, um templo espiritual é edificado.

No mundo antigo, no entanto, os edifícios eram construídos para durar, eram construídos de pedra. O que Pedro está dizendo aqui é que nossa honra está em sermos, nós, edificados para ser um templo espiritual permanente.

Como Cristo é a pedra angular viva, escolhida e preciosa do novo Santo Lugar de Deus, “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual” (1 Pedro 2:5). O verbo “sois edificados” está na voz passiva, que denota que a ação é feita para nós e não por nós, como disse Jesus: “edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Ele está nos edificando em uma “casa espiritual”, significando que somos “animados e habitados pelo Espírito Santo”. Pense nisso: nós, os crentes, embora selados individualmente, somos coletivamente o templo do Deus vivo. Deus vive entre nós – nós, aqui, referindo-se a toda a assembleia, ao povo.

5- QUEM REALMENTE HABITA NO CORPO DE CADA CRENTE?

E, se Cristo está em vós, O CORPO, NA VERDADE, ESTÁ MORTO POR CAUSA DO PECADO, mas o espírito vive por causa da justiça. (Romanos 8:10).

O novo nascimento vivificou o nosso espírito para a justificação, mas não houve nenhuma mudança no corpo.

Paulo nos diz que enquanto estivermos neste corpo morto por causa do pecado, vivemos ausentes do Senhor. Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para HABITAR com o Senhor. (2 Coríntios 5:6-8). Logo, se o corpo morto por causa do pecado fosse a habitação do Senhor, não haveria a necessidade de transformação do corpo, mas Paulo afirma que TODO salvo terá o corpo transformado.

Por quê?

Porque o que é nascido da carne (o corpo gerado por nossos pais) é carne, e carne e sangue não podem herdar o reino de Deus que está dentro de nós na nova criatura gerada por Deus. Por isso, esse corpo que alguns dizem, sem conhecimento, ser a habitação e templo de Deus, na verdade está morto por causa do pecado. Acaso Deus habita em um corpo morto por causa do pecado?

E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas. (Gênesis 5:3,4).

Adão enfrentou a tentação tanto por si mesmo como pelos seus descendentes, mas caiu, levando à queda toda a sua posteridade. Não somos a imagem de Deus, mas sim a imagem caída de Adão. Herdamos o DNA do pecado de nossos pais. A semente é pecaminosa desde Adão, desde o começo.

Eis que eu nasci em iniquidade, e em pecado me concedeu minha mãe. (Salmos 51:5)

Os homens nascem pecadores, e isso significa que o pecado habita em seus corpos mortos por causa do pecado. Paulo explica isso ao dizer:

Porque eu sei QUE EM MIM, ISTO É, NA MINHA CARNE, NÃO HABITA BEM ALGUM; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas O PECADO QUE HABITA EM MIM.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, O MAL ESTÁ COMIGO.
Porque, segundo o HOMEM INTERIOR, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da LEI DO PECADO QUE ESTÁ NOS MEUS MEMBROS.
Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do CORPO desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, MAS COM A CARNE À LEI DO PECADO. (Romanos 7:18-25).

Paulo deixa claro que em seu corpo não habita bem algum, mas o pecado habita em seu corpo.

Ora, ou o Espírito Santo habita no corpo do crente ou o pecado habita no corpo do crente. O que não pode é o Espírito Santo dividir o corpo com o pecado.

Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus. (1 Coríntios 5:5).

Certa vez Paulo entregou um crente ao diabo para destruição do seu corpo. Como pode o templo do Espírito Santo ser entregue a satanás para ser destruído? Não pode.

Mas alguns podem alegar que Paulo disse que o corpo é para o Senhor e o Senhor para o corpo (1 Coríntios 6:13). Porém, neste texto Paulo faz um paralelo entre o corpo e a fornicação. O corpo foi criado com a intenção de glorificar o Senhor, e o Senhor é necessário ao corpo para que isto aconteça. Paulo usa a palavra corpo aqui num sentido mais amplo do que simplesmente o tabernáculo físico, mas equivalente à personalidade do homem.

Outros ainda podem argumentar que o corpo é preservado sem mácula por Deus (1 Tessalonicenses 5:23). Porém, Paulo ora para que o homem integral seja conservado (guardado) do juízo na vinda de Cristo.

Como eu não sou daqueles que usam versículos isolados, mas creio que a Bíblia interpreta a si mesma, Paulo esclarece que essa preservação diz respeito ao dia da vinda de Cristo, quando os corpos serão transformados para a remoção corrupção.

O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:8).

Na verdade, nós, que temos as primícias do Espírito Santo, gememos esperando a redenção do nosso corpo (Romanos 8:23).

6-  ONDE ESTÁ O SELO DO ESPÍRITO SANTO?

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. (Efésios 1:13,14).

Penhor é um conceito jurídico que significa uma garantia do cumprimento de uma promessa.

Cada crente é individualmente selado. O Espírito Santo é o próprio selo. Sua presença garante a nossa salvação. O Santo Espírito da promessa é o penhor da promessa que foi dada, a nossa herança e o resgate da sua propriedade. Jesus Cristo nos comprou para Si mesmo e deu-nos o Espírito Santo como uma garantia de que a redenção, que tão maravilhosamente teve início, será completada para o louvor da sua glória.

Mas este selo está no corpo morto por causa do pecado ou no espírito vivificado pela justiça?

Primeiramente devemos ter em mente que o reino de Deus está dentro de nós (Lucas 17:21), e também que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17). Mas, saiba também que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem este corpo perecível pode herdar o reino imperecível (1 Coríntios 15:50).

O Espírito Santo testifica com o nosso espírito (Romanos 8:16), porque todo aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele (1 Coríntios 6:17). Logo, a relação se dá no espirito, e não no corpo, porque as coisas espirituais se discernem no espírito.

7- O QUE É UMA IGREJA? UMA CONGREGAÇÃO DE PESSOAS OU UM LUGAR?

A igreja é sempre um conjunto de pessoas congregadas ligadas pelo Espírito Santo numa consciência cristica.

Corpo de Cristo é formado pelo próprio Cristo como cabeça, membros, juntas e ligaduras. Sendo a Igreja, a noiva de Cristo, um ajuntamento de igrejas locais formadas por crentes evangelizados e discipulados por pastores, evangelistas e mestres, e servidos por diáconos. Ou seja, guiadas por ministros por meio dos quais os crentes vieram a crer (1 Coríntios 3:5).

O Corpo é místico porque sua função primordial é atar os membros uns aos outros e uni-los à Cristo. A missão da Igreja é terrena e voltada ao homem, isto é, pregar o Evangelho e fazer discípulos através do ensino da doutrina cristã, e da guarda dos mandamentos, numa organização eclesiástica.

Assim, a Igreja sempre é a assembleia, e jamais será um crente isolado, e nem mesmo dois ou três, como dizem por aí.

Se, pois, TODA A IGREJA SE CONGREGAR NUM LUGAR, e todos falarem em línguas, e ENTRAREM indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?
Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel ENTRAR, de todos é convencido, de todos é julgado.
E, portanto, os segredos do seu coração ficam manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, ADORARÁ A DEUS, publicando que DEUS ESTÁ VERDADEIRAMENTE ENTRE VÓS.
Que fareis pois, irmãos? QUANDO VOS AJUNTAIS, cada um de vós TEM SALMO, TEM DOUTRINA, TEM REVELAÇÃO, TEM LÍNGUA, TEM INTERPRETAÇÃO. Faça-se tudo para edificação.
E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
Mas, se não houver intérprete, esteja CALADO NA IGREJA, e fale consigo mesmo, e com Deus.
E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
Mas, se a outro, que ESTIVER ASSENTADO, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
Porque todos podereis PROFETIZAR, uns depois dos outros; para que TODOS APRENDAM, e todos sejam consolados.
E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em TODAS AS IGREJAS DOS SANTOS.
As vossas MULHERES ESTEJAM CALADAS NAS IGREJAS; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ORDENA A LEI.
E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as MULHERES FALEM NA IGREJA.
Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?
Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo SÃO MANDAMENTOS DO SENHOR. (1 Coríntios 14:20-37)

Este longo texto é um MANDAMENTO DO SENHOR. Isto significa que tem que ser obedecido por TODAS AS IGREJAS DOS SANTOS, conforme diz a Palavra do Senhor. Observe que Paulo usa IGREJAS (no plural), mostrando um conceito em que há mais de uma Igreja, distinta do conceito de Corpo. Paulo está falando do conceito de Igreja local, onde devemos sim congregar num lugar.

Mas Paulo também introduz outro conceito de igreja quando diz:

As vossas MULHERES ESTEJAM CALADAS NAS IGREJAS.

Observe que Paulo utiliza outro conceito de igreja tratando o próprio lugar como sendo igreja, e afirma que as mulheres devem ficar caladas nas igrejas (novamente no plural), colocando que as mulheres não falem nestes locais de congregação dos crentes.

Paulo também ordena que as mulheres interroguem em casa a seus próprios maridos, dando a entender que estes lugares são distintos das casas, criando uma contraposição ente os lugares: igrejas e casas.

Não se pode ler que as mulheres estejam caladas nas pessoas. É óbvio que Paulo define igrejas (plural) como locais de congregações de pessoas.

O lugar aonde a Igreja se reúne é chamado de "igreja" por metonímia. É também chamado de "templo" por similitude. Este lugar pode ser necessário e o é para a comunhão entre os irmãos, mas não é um lugar privilegiado para experiências com Deus. A vida cristã, o cotidiano do crente, é este espaço privilegiado, mormente o "quarto de oração" (Mateus 6:6).

Paulo fala que TODA A IGREJA DEVE SE CONGREGAR NUM LUGAR. E Paulo deixa muito claro que este lugar é um templo. Vejamos:

● É um lugar onde se ora em línguas.
● É um lugar onde os indoutos e os infiéis podem ENTRAR.
● É um lugar onde todos podem profetizar.
● É um lugar onde há conversão de ímpios.
● É um lugar onde se ADORA A DEUS.
● É um Lugar onde DEUS ESTÁ VERDADEIRAMENTE ENTRE OS CRENTES.
● É um lugar de comunhão onde os crentes se AJUNTAM.
● É um lugar onde há SALMOS, DOUTRINA, REVELAÇÃO, E DONS.
● É um lugar onde tudo é feito para EDIFICAÇÃO dos santos.
● É um lugar onde se cumpre os mandamentos que ORDENA A LEI DE CRISTO.
● É um lugar onde se pode estar ASSENTADO.
● É um lugar onde todos podem APRENDER.
● É um lugar onde todos podem ser consolados.

Podemos ver que onde a Igreja se reúne Deus está verdadeiramente presente no meio do seu povo.

A Igreja não é formada por pessoas separadas, mas sim por pessoas congregadas. A Igreja é sempre congregações de pessoas. Por isso Paulo diz que toda a igreja deve se CONGREGAR num LUGAR onde os incrédulos possam ENTRAR para assistir ao culto (1 Coríntios 14:23,24), se converter e adorar a Deus.

8-  DOIS OU TRÊS REUNIDOS FORMAM UMA IGREJA?

É evidente que cada cristão, como sacerdote, tem livre acesso a Deus para invocar seu nome individualmente de dentro do seu quarto ou em qualquer outro lugar. Lembre-se que um templo é todo local onde Deus é invocado. Logo, o quarto de oração é um templo.

Porém, isso não torna o dono do quarto uma igreja. E nem mesmo dois ou três reunidos formam uma Igreja. É obvio que não estou negando que possa haver igrejas que tenham somente dois ou três membros. Estou afirmando que não há um texto bíblico que afirme que dois ou três são suficientes para constituir uma Igreja. Vejamos:

Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de DUAS OU TRÊS testemunhas toda a palavra seja confirmada.
E, se não as escutar (as duas ou três), DIZE-O À IGREJA; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.
Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. (Mateus 18:16-18)

Dizem que Deus está onde dois ou três estiverem reunidos em Seu Nome formando uma igreja. Mas, e se esses dois ou três estiverem reunidos num templo feito por mãos humanas, Deus estaria ausente?

É obvio que estarão reunidos em algum lugar feito por mãos humanas, e Deus não se prende a lugares. Isso é coisa dos ignorantes da internet.

“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” (Mateus 18:20).

A confusão na interpretação desse versículo está em tirá-lo do contexto. Lendo o contexto vemos claramente o seu significado, e observaremos que se trata de um processo de disciplina na igreja. O contexto aponta para uma busca de reconciliação de dois irmãos, onde um pecou contra o outro.

Jesus ensina que o crente ofendido deve repreender o crente ofensor. A primeira coisa a fazer é ir procurar o ofensor em particular. Se o ofensor mostrar-se arrependido, a comunhão com o ofendido será restaurada.

Se o ofensor não se arrepender, numa segunda repreensão o crente ofendido deve levar consigo UM (que com ele soma DOIS) ou DOIS (com ele soma TRÊS), para que por DUAS ou TRÊS testemunhas todo conflito seja confirmado como previsto em Deuteronômio 19:15.

Se o ofensor ainda assim não se mostrar arrependido, o caso deve ser levado à igreja para exame do assunto.

Observe que se os dois ou três reunidos fossem Igreja, Jesus não precisaria dizer para eles levarem o caso ao conhecimento da Igreja.

E o próprio fato de Jesus incluir o crente ofendido como testemunha já nos diz muito. Veja que Jesus ordena que o ofendido chame uma ou duas pessoas para serem testemunhas do ofendido. Mas quando manda o ofendido levar o caso à Igreja, o ofendido se junta àquela uma ou duas pessoas para diante da Igreja se tornar duas ou três já incluindo o ofendido como testemunha. Assim, fica provado que nem um ou dois, e nem dois ou três são Igreja.

A decisão da igreja local em ASSUNTOS DE DISCIPLINA será ratificada no céu. Tudo o que ligardes na terra neste contexto refere-se apenas ao perdão do pecador. Já tudo o que desligardes refere-se à exclusão do pecador impenitente.

A promessa de que a oração será atendida se ao menos DOIS de vós concordardes, fornece uma prova de que as decisões de perdoar o ofensor arrependido ou de levar o caso ao conhecimento da igreja local, NAS QUESTÕES DE DISCIPLINA, serão divinamente aprovadas se houver a presença de duas ou três testemunhas que atestem a veracidade da ofensa.

Assim, quando duas ou mais pessoas se reúnem no nome de Jesus, em obediência à Sua palavra, têm a autoridade vinda de Deus para a solução de questões disciplinares. O foco desse texto é a solução de um “litígio” entre irmãos na igreja local. Isso mostra que Deus está no meio do Seu povo, conferindo-lhe a autoridade de Seu nome, quando estes se reúnem para decidir questões disciplinares. Assim, a presença de Deus confere autoridade na condução da disciplina ao ofensor que precisa arrepender-se de seu pecado. Esse é o significado correto desse texto à luz do seu contexto. A presença de Jesus confere valor à atividade disciplinar da igreja no tratamento de litígios entre irmãos.

Um crente não é Igreja, mas sim um membro do corpo. A Igreja é sempre uma assembleia de crentes congregados num lugar.

Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos (1 Coríntios 12:14).

9-  DEUS AINDA TEM TEMPLOS DE PEDRA?

O apóstolo Paulo nos advertiu para que não sejamos enganados por ninguém quanto à volta de Cristo.

Paulo ensinou que a volta de Cristo será precedida de grande apostasia, e também da manifestação do anticristo, o homem do pecado, o filho da perdição (2 Tessalonicenses 2:3).

“O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, NO TEMPLO DE DEUS, querendo parecer Deus.” (2 Tessalonicenses 2:4).

Paulo esclarece que o anticristo se oporá e se levantará contra tudo o que fizer referência a Deus e ao seu culto. E até pretenderá mesmo tomar o lugar de Deus assentando-se no PRÓPRIO TEMPLO DE DEUS, fazendo-se passar por Deus mesmo. Porém, alguns, sem conhecimento, afirmam que não existe templo de Deus, e por isso jamais saberão explicar em qual templo de Deus o anticristo se assentará.

Se o templo construído por mãos humanas não é nada para Deus, como dizem os teólogos da Internet. Então, onde se sentará o anticristo?

E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram. (Apocalipse 11:1).
Para responder a pergunta sobre em qual templo de Deus o anticristo se assentará, recorremos ao capítulo onze de Apocalipse, que é tremendamente revelador, pois a cena narrada nele certamente acontece em Jerusalém, a qual é especificamente chamada de lugar onde o Senhor foi crucificado.

Este capítulo trata de acontecimentos que ainda não aconteceram, mas acontecerão literalmente na "cidade santa" no final dos tempos.

João recebe a ordem para medir com uma cana o templo de Deus, o seu altar, e os que lá adoram, o que certamente implica de que haverá um templo de Deus em Jerusalém nessa ocasião.

10- NA HABITAÇÃO DE DEUS NÃO HÁ TEMPLO?

Não. Na Nova Jerusalém onde Deus habitará para sempre com o seu povo não haverá templo.

Jesus afirmou:

Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens (Marcos 14:58).

Jesus fala profeticamente que o seu corpo imaculado é um templo. Mas o Deus esvaziado diz que em três dias construiria OUTRO TEMPLO. De que templo Jesus estava falando?

Jesus não estava falando de um templo que fosse ocupado por adoradores, mas falava do seu corpo glorificado, o verdadeiro e definitivo templo.

E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. (Apocalipse 21:22).

João afirmou que a cidade santa, a Nova Jerusalém, não tem templo, e que é tão brilhantemente iluminada pela glória de Deus que não tem necessidade da luz do sol ou da luz refletida pela lua.

Lá não haverá templo; pelo simples motivo de que não é necessário. Aquilo que agora precisa ser separado do mundo e santificado para Deus, não será mais necessário diante dAquele que é santíssimo. A presença de Deus já não precisa mais ser buscada; é conhecida; é sentida, é vivida.

11- SE DEUS NÃO HABITA EM TEMPLOS FEITOS PELAS MÃOS DOS HOMENS, ONDE AS IGREJAS DEVEM CONGREGAR?


Há um ensinamento bíblico que nos ordena a não deixarmos de nos congregar. Contudo, há um erro por parte dos rebeldes em julgar que o motivo de nos reunirmos é por causa de Deus. O templo ou qualquer outra construção onde os irmãos possam se reunir são locais construídos por mãos humanas.

ENTÃO NÃO É NECESSÁRIO IR AO TEMPLO?

"E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum." (Atos 2:44).

Ninguém crê que a Igreja é o local. Isto é uma figura de linguagem chamada metonímia. Ou você pensa que alguém acha que a Igreja (templo de pedra) é que irá morar com Cristo?

Não. Não fazemos o sinal na cruz em reverência a templos de pedras. A Igreja sempre foi a assembleia, o ajuntamento de pessoas.

Aprenda que Paulo disse para se reunir num lugar. Que lugar? Qualquer lugar. Até mesmo num local que é por similitude chamado de templo, e por metonímia chamado de Igreja. É isso que Paulo fala em 1 Coríntios 14:23.

Devemos congregar num lugar com frequência. Paulo ordenou a Igreja de Corinto a fazer uma coleta de dinheiro a cada primeiro dia da semana (1 Coríntios 16:2).

Note-se bem a primeira parte deste texto sagrado “no primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar”. Como pode ver de acordo com os preceitos do novo testamento, as reuniões eram um conceito metódico. Pois, o método implica em regularidade. Ou seja, havia a regularidade de frequência semanal.

Na verdade, temos várias razões para irmos ao templo. Mas, nenhuma delas por causa de Deus. Vejamos algumas:

1- Devemos ir ao templo para comungar com os nossos irmãos;
2- Devemos ir ao templo para ajudar os irmãos mais necessitados;
3- Devemos ir ao templo para interceder por nossos irmãos;
4- Devemos ir ao templo compartilhar dons espirituais;
5- Devemos ir ao templo dar testemunhos;
6- Devemos ir ao templo ouvir a palavra de Deus;
7- Devemos ir ao templo estudar a palavra de Deus;
8- Devemos ir ao templo participar da ceia;
9- Devemos ir ao templo fortalecer os irmãos fracos na fé.

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (Atos 2:42).

Resumindo, vamos ao templo apenas para ter comunhão com nossos irmãos em Cristo, onde invocamos o nome de Deus em favor deles, vivendo uns aos outros.

12- ONDE OS APÓSTOLOS E A IGREJA PRIMITIVA SE REUNIAM?

A- NAS CASAS

O escritor Bob Fitts defende o desenvolvimento de igrejas em casas.

"E, considerando ele nisto, foi à CASA de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam REUNIDOS e oravam." (Atos 12:12).

“Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus... saudai igualmente a IGREJA QUE SE REÚNE NA CASA DELES” (Romanos 16.3-5).

“Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à IGREJA QUE ELA HOSPEDA EM SUA CASA” (Colossenses 4,15).

“Ao amado Filemom e À IGREJA QUE ESTÁ EM TUA CASA” (Filemom 1,2).

Com base nos versículos acima, é óbvio que a Igreja Primitiva reunia-se em casas. Essas casas não eram o que poderíamos chamar de um prédio característico e específico de uma igreja. Eram casas em que as pessoas moravam, e eram abertas como um local de reunião para a igreja. Contudo, Bob Fitts defende as igrejas em casas alegando que o Altíssimo não habita em templo feito por mãos humanas, esquecendo-se que as casas também são construções de mãos humanas. Neste caso, também não poderíamos nos reunir em casas, e os apóstolos e a igreja primitiva teriam errado ao se reunirem nas casas.

B-  NO TEMPLO

A igreja primitiva e os apóstolos SE REUNIAM no templo.

"E todos os dias, NO TEMPLO e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo." (Atos 5:42).

“E Pedro e João subiam juntos ao TEMPLO à hora da oração, a nona.” (Atos 3:1) – (2 ou 3 reunidos).

“E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no TEMPLO, fui arrebatado para fora de mim.” (Atos 22:17).

Com base nos versículos acima, é óbvio que a Igreja Primitiva também se reunia no templo. O texto bíblico também mostra que é possível louvar a Deus mesmo estando dentro de um templo feitos por mãos humanas:

“E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles NO TEMPLO, andando, e saltando, e louvando a Deus.” (Atos 3:8).

Mas, o texto bíblico também nos mostra que era possível PECAR CONTRA UM TEMPLO consagrado a Deus:

“Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.” (Atos 25:8).

O que importa é ensinar e anunciar a Jesus e a sua palavra, insistindo a tempo e fora de tempo, para repreender, corrigir, e exortar com toda a paciência e doutrina (2 Timóteo 4:2). E, mesmo que alguns preguem a Cristo por inveja e rivalidade, por ambição egoísta e sem sinceridade, pouco importa. O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado, e por isso me alegro (Filipenses 1:15,17,18).

É evidente que o fato de Deus não habitar em templo feito por mãos humanas não transforma em profanos os templos de tijolos construídos pelos homens.

C-  NO ALPENDRE DE SALOMÃO

A igreja primitiva também se reunia no alpendre de Salomão, que era um pórtico apoiado em grandes colunas e construído no pátio do Templo.

“Os apóstolos realizavam muitos sinais e maravilhas entre o povo. Todos os que creram costumavam reunir-se no Pórtico de Salomão.” (Atos 5:12).

Mais uma vez fica evidente que a igreja se reunia até mesmo na varanda do templo, pois o que importava era a comunhão entre os irmãos.

D-  NO CENÁCULO

A palavra cenáculo não aparece originalmente na Bíblia. Na verdade, essa palavra vem do latim cenaculum, e é utilizada nos textos bíblicos para traduzir algumas palavras hebraicas e gregas. Basicamente, a palavra cenáculo significa algo como “sala de refeições”, ou, de modo mais genérico, “quarto no andar superior de uma casa”. Essa palavra é derivada do termo latino cena, que significa “jantar” ou “ceia”.

Já no livro de Atos dos Apóstolos, cenáculo traduz a palavra grega huperoon e indica o lugar onde os discípulos SE REUNIRAM após a ascensão de Cristo ao céu:

“E, entrando, subiram ao cenáculo, onde permaneciam Pedro e João, Tiago e André, Felipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, Simão o Zelote, e Judas, filho de Tiago.” (Atos 1:13)

Foi no cenáculo onde ocorreu a escolha de Matias para ocupar o lugar de Judas Iscariotes (Atos 1:26) e onde o Espírito Santo foi derramado sobre eles no dia de Pentecostes (Atos 2).

Foi no cenáculo onde Dorcas foi ressuscitada (Atos 9:39), e também foi no cenáculo que Paulo pregava quando um Jovem, por nome de Êutico, caiu de uma janela (Atos 20:8,9).

Mais uma vez fica evidente que a igreja primitiva primeiramente se reunia no cenáculo.

Concluímos que tanto o cenáculo, quanto o templo, o alpendre de Salomão e as casas são criações de mãos humanas, e nem por isso a Igreja deixou de se reunir nestes locais.

13- JESUS CUROU NO TEMPLO?

Muitos incircuncisos de coração, na dureza de seus corações, afirmam que Jesus jamais operou curas ou milagres no templo. Jesus ia ao templo e às sinagogas, onde Jesus operou maravilhas:

Jesus ENTROU NO TEMPLO e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, e lhes disse: "Está escrito: ‘A MINHA CASA será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’". Os cegos e os mancos aproximaram-se dele NO TEMPLO, e ELE OS CUROU. (Mateus 21:12-14).

Esta fala de Jesus é externamente reveladora porque Ele cita Isaías 56:7 onde Deus diz: “A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.”.

Com isso Jesus reconhece o templo como sendo a sua casa. Mas, Jesus também ensina que templo não é um local onde Deus habita, mas sim o local onde Deus é invocado por meio da oração. E Jesus operou curas no templo.

“E outra vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada. E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem. E disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o meio. E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra.” (Marcos 3:1-5).

Portanto, Jesus curou o homem da mão mirrada numa sinagoga, que eram locais de adoração, oração e aprendizado da palavra de Deus.

As sinagogas eram uma espécie de casa que recebia as pessoas para cultuar a Deus. Provavelmente após o cativeiro elas se multiplicaram ainda mais, por causa de seu modelo simples e funcional, e evoluíram em estrutura, tornando-se muito populares.

Embora Deus nunca tenha ordenado suas construções, as sinagogas são citadas em vários trechos da Bíblia, sendo frequentadas por Cristo e seus apóstolos:

“Indo (Jesus) para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o SEU COSTUME, e levantou-se para ler.” (Lucas 4:16).

“Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a.” (Atos 13:15).

“E, navegando de Pafos, Paulo e seus companheiros dirigiram-se a Perge da Panfília. João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. Mas eles, atravessando de Perge para a Antioquia da Pisídia, indo num sábado à sinagoga, assentaram-se.” (Atos 13:13,14).

Note que as sinagogas, no tempo citado nos versículos, eram parte do culto normal do povo. E, no início do cristianismo, as sinagogas serviram como locais de propagação da Palavra de Jesus.

14- UM TEMPLO PODE SER CHAMADO DE CASA DE DEUS?

Deus afirmou:

Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na MINHA CASA DE ORAÇÃO; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a MINHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO para todos os povos. (Isaías 56:7).

Jesus afirmou:

Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões. (Mateus 21:13).

Não há dúvida de que Deus nunca habitou em templos feitos por mãos humanas. O próprio Salomão admitiu isso quando consagrou o templo a Deus.

Também não há dúvida de que Deus afirmou que o templo construído por Salomão era sua casa.

Mais tarde Jesus afirmou que o templo construído por Herodes também era a casa de Deus.

Por que Deus chamou de casa dois templos em que Ele jamais habitou?

Quando Davi quis edificar uma casa ao nome do Senhor, Deus não lhe permitiu, dizendo:

Contudo tu não edificarás a casa, mas teu filho, que há de proceder de teus lombos, esse edificará a casa AO MEU NOME (2 Crônicas 6:9).

Assim, Deus chamou o templo de MINHA CASA porque foi edificada AO NOME DO SENHOR. Ou seja, foi consagrada e santificada ao Senhor.

Assim, todo local em que a Igreja se reúne para invocar o NOME do Senhor pode ser chamado de CASA DO SENHOR.

Não é casa do Senhor porque Ele habita ali. Mas é casa do Senhor porque foi edificada ao nome do Senhor.

15- JESUS NOS PROIBIU DE CULTUAR EM TEMPLOS?

Dizem que Jesus proibiu o seu povo de cultuar a Deus em templos feitos por homens. Isso é verdade? Vejamos:

Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.
Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:19-23).

Não, Jesus jamais falou sobre templo neste texto. Na verdade Jesus afirmou que havia chegado o tempo em que Deus exigiria uma adoração que transcendesse qualquer tipo de lugar, pois ocorreria no templo espiritual.

A mulher samaritana reconhece que Jesus é um profeta, portador da verdade, e o questiona sobre o local correto para adorar a Deus, se no monte como faziam os samaritanos, ou se em Jerusalém como faziam os judeus.

A resposta de Jesus vai além do que lhe foi perguntado.

Jesus afirma que os samaritanos estão errados, não apenas quanto ao lugar (monte), mas também em toda base e natureza de sua adoração, pois em todos esses aspectos a verdade está com os judeus.

Jesus afirma que Deus é Espírito, e, como tal, Ele convida e exige uma adoração espiritual.
A adoração dos samaritanos no monte era defeituosa porque eles não receberam os escritos proféticos. Já a adoração dos judeus em Jerusalém era carnal, lidando apenas com letras, tipos e cerimônias.

A mensagem de Cristo revelou o significado de todas essas ordenanças carnais e dos sacrifícios legais, que tiveram toda a sua consumação em sua oferta de si mesmo. Assim, uma dispensação espiritual tomou o lugar do carnal que a prefigurava. A pregação do Evangelho revelou a verdadeira natureza de Deus.

Jesus mostrou o que realmente importa na adoração. Nosso Senhor traz diante da mulher samaritana o grande OBJETO de toda adoração aceitável – “O PAI”.

O PAI AINDA CONTINUA BUSCANDO OS VERDADEIROS ADORADORES?

No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. (João 4:23).

A tradução mais correta seria, mas vem uma hora. Jesus acrescenta "e agora é". O culto local ainda não estava cedendo para espiritual; mas um grupo de verdadeiros adoradores estava sendo reunido, e alguns já estavam seguindo-o.

Assim, quando Jesus diz que Deus estava buscando os verdadeiros adoradores, Ele referia-se aos discípulos que o Pai Lhe dava, que na hora chegada deixariam o local de adorar, para adorar em todo local em espírito. Hoje essa busca acontece pela chamada, por meio da pregação.

Todos os que se tornaram um só espírito com Cristo são verdadeiros adoradores.

O QUE SIGNIFICA ADORAR EM ESPÍRITO?

O vínculo entre a natureza humana e o divino está no espírito humano, que é o santuário do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19). Toda a verdadeira aproximação a Deus deve, portanto, ser em espírito. (Romanos 1: 9 - Efésios 6:18).

O culto espiritual é aquele onde o espírito é vinculado a Deus, e onde não dependemos de formas externas para aceitação.

Não por do meio de sombras e tipos, nem por meio de sacrifícios e ofertas sangrentas, mas da maneira representada ou tipificada por todos esses (Hebreus 9:9,24). No verdadeiro caminho do acesso direto a Deus através de Jesus Cristo.

Jesus não proibiu a adoração no monte e nem em Jerusalém. Jesus não mudou o local da adoração, Muito, além disso, Ele mudou a forma como a adoração é aceitável ao Pai, em espírito e em verdade.

Os verdadeiros adoradores devem adorar o Pai - Não aqui ou apenas lá, mas em todos os momentos e em todos os lugares.

O que é mais importante saber é que agora, em todas as línguas, países e lugares os homens devem adorar a Deus em espírito, oferecendo o sacrifício, não de animais, mas de si mesmos; amar e obedecê-lo em todas as coisas, que é a verdade da adoração.

16- AS OBRAS DAS DENOMINAÇÕES

Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. (Hebreus 6:10).

Por quase 500 anos as denominações cristãs têm pregado o evangelho mundo afora apresentando Jesus Cristo às Américas, à Ásia, à Oceania e à África.

As denominações cristãs também têm realizado obras sociais e missionárias grandiosas. E, Deus não é injusto para agora rejeitar as denominações somente porque alguns mercenários, que não são pastores, fazem comercialização da fé. Na verdade esses mercenários têm um comércio. Suas igrejas, na verdade, são covis de salteadores, como disse Jesus.

O cristianismo é responsável por grandes instituições de acolhimento e de restituição de dignidade humana. Creches, escolas, asilos, hospitais, universidades e orfanatos estão entre as diversas instituições fundadas por cristãos mundo afora.
Diante de tragédias e calamidades as Igrejas cristãs abrem suas portas para acolher os desabrigados.

Hoje quando vejo alguns lobos atacando e criticando as denominações, eu sei que essas pessoas são injustas, porque se as denominações não tivessem enviado seus missionários para pregar o Evangelho no Brasil, esses lobos estariam até hoje adorando imagens.
Jesus explicou que os lobos são aqueles que afugentam os mercenários apenas para arrebatar e dispersar as ovelhas.

Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. (João 10:12)

Se você luta por uma volta das denominações às escrituras, e batalha a favor do Reino, visando uma igreja mais saudável. Estamos juntos. Agora, se você demoniza todas as denominações e todos os pastores, e luta contra tudo que te faça lembrar um templo evangélico, eu não estou com você; porque de certa forma, quem luta contra a Noiva de Cristo é um Anticristo.

Muita gente me procura dizendo que em sua cidade não tem uma igreja legal, de gente boa de Deus, que seja sadia na pregação do Evangelho e comprometida com os dramas deste tempo. Ora, eu pergunto, “E por que você não começa algo?”. As respostas, confesso, são constrangedoras: “Não tenho talento”, “Não tenho um espaço”, “Não sei pregar”, “Estou só”, “Não tenho recursos”... 

É curioso, contudo, ver como alguém que reclama da velha estrutura e do engessamento da instituição, sucumbe ao conformismo paralisante, uma vez que ele próprio continua cheio de condicionamentos e amputações. Sim, digo isso, pois se alguém quer mesmo começar algo do Evangelho, não precisará de templo, púlpito, órgão, dízimos, de teologia, nem nada que não seja um desejo sincero de amar e servir pessoas e uma paixão pelo anúncio das Verdades do Reino e da Salvação. Para tal, ninguém precisa ir ao seminário e virar pastor. 

Então, se você quer ver alguma coisa séria em sua cidade, no seu bairro, comece você mesmo! Se precisar de comissionamento formal para fazer isso, dou-te agora: “Em nome de Jesus, levanta-te, larga tuas algemas e medos, deixa teus confortos e mazelas das redes sociais, abre-te a Luz e a Verdade e prega a Palavra da Vida!”. Pronto! Você já está ordenado. Pode ir e fazer o que tem que ser feito. O resto é conversa mole de quem é perito em desculpas e doutorando em dificuldades.

17- SÓ EXISTE UMA IGREJA SEM PLACA DENOMINACIONAL E SEM CNPJ.

Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em TODAS AS IGREJAS dos santos. (1 Coríntios 14:33).

Um grupo de pessoas pode se associar para cultuar a Deus nas casas. Mas, qualquer reunião de cristãos tem que ter por objetivo a salvação do perdido através da pregação do Evangelho. Assim, Deus dará o crescimento, e a partir daí este grupo precisará de um lugar maior para se reunir. Precisará também OBRIGATORIAMENTE de CNPJ, razão social (placa denominacional) e alvará dos bombeiros e da Prefeitura e de todos os documentos contábeis que a Lei exige. Dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus.

O Código Civil, em seu inciso IV artigo 44, estabelece que as organizações religiosas sejam pessoas jurídicas de direito privado, necessitando assim, obrigatoriamente seu registro no Cartório de Pessoa Jurídica. Ou seja, obrigatoriamente tem que ter CNPJ e razão social (placa denominacional).

Mas os indoutos não possuem o mínimo entendimento do que é igreja. Pois, se espiritualmente pudessem discernir o que é a Igreja do Senhor, saberiam que todo o corpo de Cristo, para efetuar o crescimento dado por Deus, precisa obrigatoriamente ser provido e organizado pelas juntas e ligaduras (Colossenses 2:19). Mas, os indoutos não aceitam a organização do corpo de Cristo e também negam as juntas e ligaduras que organizam e alimentam o corpo. Portanto, mostrarei que igreja é um ajuntamento regular, localizável e organizado.

Uma simples leitura de Romanos 13 na linguagem de hoje nos mostra que devemos obedecer às leis de nosso país:

Submetam-se aos poderes instituídos. Porque a autoridade que possuem é-lhes concedida por Deus. Por isso os que recusam obedecer às leis do país revoltam-se contra uma ordem que Deus estabeleceu, e trarão sobre si o seu juízo. Porque os magistrados não metem medo a quem faça o bem, mas sim a quem pratica o mal. Portanto, se quiseres nada ter a temer das autoridades, respeita as leis e tudo te correrá bem. A autoridade é um representante dessa ordem instituída por Deus, que existe para teu bem. Mas se fizeres algo de condenável, então com razão terás que recear, pois terá de punir-te. Deus a instituiu para esse exato fim, de castigar quem pratica o mal. Portanto deves obedecer às autoridades por duas razões: para evitares seres castigados e para teres uma consciência limpa. (Romanos 13:1-5).

18- O QUE É A IGREJA?

Deus não habita nem em prédios de tijolo nem em corações de pedra. Então, cabe perguntar, o que é uma igreja? Bem, igreja, conforme a doutrina cristã é um ajuntamento regular, localizável e organizado. O próprio nome grego Eclésia (Assembleia) já demanda, por si só, estas características.

Assim, não é possível estabelecer um conceito sobre igreja a partir de um modelo anárquico, ou seja, algo que acontece a revelia de todos os padrões mínimos que caracterizam a formação e o estabelecimento de grupos sociais com objetivos comuns.

É impossível pensar em igreja sem regularidade, pois, se não há um propósito para o ajuntamento, o que existe é a informalidade do encontro e tal característica, dificilmente, viabiliza a perenidade de um grupo humano. O que faz com que laços se constituam e se mantenham é a regularidade do convívio, pois, como é possível a comunidade de fé ser um Corpo se cada membro tem sua própria agenda e, sendo assim, não prioriza o encontro que atende a objetivos comuns?

Também não é possível ser igreja sem que haja um lugar para o culto, o partir do pão, a adoração, a coleta para os necessitados, o serviço solidário, o exercício dos dons, as missões, o ensino e tantas outras características que vemos no livro dos Atos e nas epístolas.

A igreja é Universal, no sentido de sua constituição atemporal, não espacial e mística, como Corpo de Cristo e Família de Deus, mas ela também é local, no sentido de seu ajuntamento geográfico formal! Todas as comunidades neotestamentárias possuíam um lugar próprio de encontro e culto, mesmo que ele fosse uma casa, um salão, ou até mesmo o cemitério! As cartas do Apocalipse, enviadas pelo próprio Senhor, bem como as cartas de Paulo, foram endereçadas a igrejas localizáveis e não apenas aos errantes espalhados pelo mundo anunciando a Salvação.

A existência de um lugar promove não só o acolhimento, mas até mesmo o desenvolvimento das pessoas, com estruturas adequadas para as ministrações, para a comunhão e o serviço. Desconstruir isso é investir na impessoalização da fé, num mundo onde tudo já está impregnado pelo virtual e pelo individual.

Por último, a igreja é organizada, uma vez que existem pessoas exercendo funções específicas e serviços sendo ministrados: assistência aos pobres, ensino das Escrituras, preparação e envio de missionários, atendimentos pastorais, atividades ligadas à oração, a adoração, dentre outros tantos. Sem uma organização, mínima que seja, não é possível uma estrutura funcionar. Não há pecado em formalizar as coisas, o pecado está no culto que se faz à forma!

Portanto, você pode ser de Deus e ser discípulo de Jesus mesmo escolhendo não se ajuntar, mas é impossível imaginar que uma igreja se estabeleça como algo casual, que acontece a qualquer hora, em qualquer lugar, ou informal, que promove encontros descompromissados. Não devemos confundir a vida dos que estão na igreja com a igreja em si.

Na reunião da assembleia Jesus se faz presente, se ele for buscado e, como sabemos Deus não se prende a templos e aboliu toda a geografia que diz respeito ao sagrado, por isso nos reunimos para ter comunhão com os irmãos. Contudo, o encontro ocasional e fortuito, de maneira nenhuma, se constitui igreja e isso conforme o que nos está dito no livro dos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas e no Apocalipse de João.

Mas se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume, nem as igrejas de Deus. (1 Coríntios 11:16).

CONCLUSÃO

A IGREJA É IMPORTANTE.

Os judeus erroneamente julgavam que Cristo veio para liberta-los da escravidão do império romano. No entanto, Cristo não só pagava impostos, mas também era amigo dos publicanos (cobradores de impostos). Cristo também pregava: "Dai a Cesar o que é de César".

Ainda hoje muitos, erroneamente, julgam que Cristo veio para liberta-los da escravidão de um suposto sistema religioso. No entanto, Cristo ratificou a oferta da viúva, defendeu o dízimo e a observância da Lei, foi ao templo e às sinagogas com frequência.

O apóstolo Paulo tinha sido um perseguidor da Igreja de Cristo, supondo que assim glorificava a Deus.

Será que a sua luta para a "glória" de Deus, não passa de um ativismo cego, que em nada exalta a Cristo?

Cristo exortou asperamente a hipocrisia de alguns fariseus, e não o farisaísmo. E hipocrisia nada mais é do que a velha mentira do Éden. É pecado.

Nicodemos e Saulo eram fariseus. José de Arimateia era membro do Sinédrio. E todos amavam a Jesus, e eram amados por Ele.

Jesus veio para estabelecer o seu Reino (que não é deste mundo), não para livrar de governos humanos ou sistemas religiosos, mas sim para livrar todo aquele que nEle crer da ira de Deus que há de vir sobre a terra.

E anunciamos ao mundo que esta salvação é obtida gratuitamente pela fé em Jesus Cristo.
Há pessoas que aprendem sempre, e nunca PODEM chegar ao conhecimento da verdade. (2 Timóteo 3:7).

Muitos, apesar de SEMPRE aprenderem, NUNCA PODEM alcançar a verdade.

Observe que não se trata de não querer ou não se esforçar, mas sim de não poder. Por isso, muitos combatem o templo feito por mãos humanas, combatem o dízimo, defendem que podem julgar o seu próximo, etc. Ou seja, vivem coando mosquitos. Pois, chegar ao conhecimento da verdade não depende de quem quer, nem de quem se esforça, mas de Deus, que se compadece. (Romanos 9:16).

O que é o Evangelho? É uma boa notícia que deve ser divulgada aos homens. E qual é a boa notícia? Deus, por amor, se tornou propício aos homens e agora os homens podem se reconciliar com Deus refazendo a amizade que foi quebrada no Éden pelo pecado.

A mensagem do Evangelho não é dizer aos homens que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Também não é dizer que Jesus ama os homens e nem convidá-los para a Igreja. A boa notícia é que Deus lançou sobre Cristo os pecados dos homens, e Cristo os levou sobre Si. Os pecados faziam a separação entre Deus e os homens. E esta separação era representada pelo véu do templo, que foi rasgado no momento em Deus imputou a Cristo os pecados dos homens.

Tudo isso é obra de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo, através daquilo que Cristo fez por nós e nos confiou a missão de anunciar essa mesma reconciliação.
Porque Deus estava em Cristo, reconciliando o mundo consigo mesmo, não mais considerando os pecados dos homens como razão de acusação contra eles. Eis, pois a mensagem que pregamos.
Somos então como embaixadores de Cristo. E é como se Deus por nosso meio lançasse um apelo aos homens. Nós vos suplicamos então, da parte de Cristo, que se reconciliem com Deus!
Deus carregou todo o nosso pecado sobre Cristo, que estava isento de qualquer pecado, para que nele fôssemos revestidos da justiça de Deus. (2 Coríntios 5:18-21).

Muitos não querem se envolver com uma Igreja local e, além disso, incentivam muitos outros a não frequentar — parece-me que esse é o principal “método evangelístico” de muitos dos murmuradores.

A primeira orientação que faço a respeito dos tais é:

1- Não deem ouvidos aos que militam contra tudo que diz respeito ao trabalho iniciado pelos Apóstolos do Senhor Jesus.

2- Sejam cautelosos ao tentar dialogar com eles, pois são persuasivos e sempre estão preparados com palavras prontas, se utilizam dos erros cometidos pelos falsos mestres e das “Igrejas” que militam na teologia da prosperidade para atacarem todas as denominações e pastores, como se todos fossem iguais. A generalização é a máxima deles. Sejam muito cautelosos quanto a aplicar censura precipitada ou absoluta a qualquer deles, pois não é coisa fácil discernir entre alguém que se professa cristão. Alguns podem pensar que isso é uma tarefa fácil, mas não é.

3- Nosso dever como cristão é procurar um meio bíblico de lidarmos com essas pessoas. Para isso é necessário que sejamos assíduos aos cultos públicos e a devoção particular, como na frequência às reuniões da Igreja local, firmes na leitura da Palavra de Deus.

4- Devemos gastar tempo com os indiferentes com o fim de despertá-los, e com os negligentes com o fim de admoestá-los. Se encontrarmos alguém doente na fé, devemos aproveitar essa oportunidade para usar nossos recursos na cura deles, abrandando os corações e abrir-lhes os ouvidos e o entendimento.

Muitos afirmam que não é a Igreja do Senhor o templo, mas onde estiverem dois ou três reunidos no nome do Senhor — claro que sim, onde estiverem REUNIDOS EM NOME DO SENHOR, e isso normalmente se vê nas reuniões nos templos, com louvores, orações e pregação bíblica, não é qualquer lugar onde tem ajuntamento de pessoas que podemos chamar de Igreja, alguns se reúnem para falar coisas que não tem nada a ver com o sagrado — isso não é Igreja.

Segue um bom conselho de Augustus Nicodemus:

“Que Deus me guarde de encorajar pessoas que dizem crer em Jesus, e que não se congregam com outros cristãos, a pensarem que está tudo bem com elas. Para mim, existe apenas uma situação em que um crente verdadeiro pode ficar sem se congregar com outros crentes e se alimentando por sermões no YouTube, que é se ele morar numa cidade onde não há nenhuma igreja evangélica que pregue a Palavra com fidelidade. Ainda assim, essa pessoa deveria procurar contato com igrejas bíblicas de outras cidades próximas e propor o início de um trabalho evangélico na sua cidade, e se possível, até oferecer sua casa como ponto de pregação.”

Que Deus nos ajude!