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JESUS TEVE MEDO DE MORRER?

Camilla Ferraz

“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.’’ 1 Timóteo 3.16

O texto do Apóstolo Paulo escrevendo ao seu filho na Fé Timóteo expressa uma das maiores verdades do cristianismo, bem como também um dos maiores paradoxos das Sagradas Escrituras: Deus se fez carne! Esse evento é tão sublime, que o próprio apóstolo se refere a ele como ‘’um mistério’’. Estamos diante de um texto que retrata o milagre da Encarnação: O Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Trindade se fez Homem! (João 1.1).

1-   JESUS TEM DUAS NATUREZAS
As duas naturezas de Jesus, humana e divina, são inseparáveis. Jesus vai ser para sempre Deus-homem, 100% Deus e 100% homem, duas naturezas distintas em uma Pessoa. A humanidade de Jesus e a Sua divindade não se misturam, mas se unem sem perderem suas identidades separadas. Jesus às vezes vivia com as limitações de humanidade (João 4:6; 19:28) e outras vezes com o poder de Sua divindade (João 11:43; Mateus 14:18-21). Nos dois casos, as ações de Jesus foram de Sua única Pessoa. Jesus tinha duas naturezas, mas só uma personalidade.

União hipostática é o termo usado para descrever como Deus Filho, Jesus Cristo, tomou para Si a natureza humana, ao mesmo tempo permanecendo 100% Deus. Jesus sempre foi Deus (João 8:58; 10:30), mas na encarnação Jesus se fez carne – Ele tornou-se um ser humano (João 1:14). A adição da natureza humana à natureza divina resulta em Jesus, o Deus-homem. Essa é a união hipostática, Jesus Cristo, uma Pessoa, 100% Deus e 100% homem.

Jesus é Deus e homem. Jesus sempre foi Deus, mas Ele não se tornou um ser humano até ser concebido em Maria. Jesus se tornou um ser humano para poder se identificar conosco em nossas dificuldades (Hebreus 2:17) e, mais importante do que isso, para poder morrer na cruz para pagar pela penalidade de nossos pecados (Filipenses 2:5-11). Em resumo, a união hipostática ensina que Jesus é 100% humano e 100% divino, que não há nenhuma mistura ou enfraquecimento de nenhuma das naturezas, e que Ele é uma só pessoa, para sempre.

É importante dizer que, quando afirmamos que Jesus é verdadeiro Homem, não queremos dizer que Ele seja parcialmente Homem, mas que Ele é totalmente Homem. Tudo que pertence à essência da verdadeira humanidade é verdadeiro nEle. Ele é tão exatamente Homem como cada um de nós. O fato de que Jesus é verdadeira e totalmente Homem está claro pelo fato de que Ele tem um corpo humano (Lucas 24:39), uma mente humana (Lucas 2:52) e uma alma humana (Mateus 26:38). Jesus Se assemelha a um homem, tem todos os aspectos do que seja essencial à humanidade. Ele possui completa humanidade.

Para a maior parte das pessoas, é óbvio que Jesus é e continuará sendo Deus, eternamente. Mas, para alguns de nós, tem escapado que Jesus também será eternamente Homem. Ele continua sendo Homem e o será para sempre. 

A verdade sobre as duas naturezas distintas de Cristo de Sua perfeita humanidade e divindade é conhecida e bem compreendida pelos cristãos. Mas, para uma perfeita compreensão da Encarnação, precisamos ir mais longe. Devemos entender que as duas naturezas de Cristo permanecem distintas, retendo suas exatas propriedades. Mas, o que significa isto? Duas coisas: 1) - Elas não alteram as propriedades essenciais uma da outra; 2) - nem se fundem num misterioso tipo de natureza.

Por exemplo, a natureza humana de Jesus não se tornou totalmente onisciente através de Sua união com Deus, o Filho; nem Sua natureza divina se tornou ignorante de coisa alguma. Se qualquer uma das naturezas tivesse sofrido uma mudança em sua essência natural, então Cristo já não seria verdadeira e totalmente Homem, nem verdadeira e totalmente Deus.

Não podemos dividir Cristo em humano e divino. O Deus ETERNO encarnou no ventre de Maria, e nasceu como um menino. O Verbo se fez carne, mas também continuou sendo o Verbo. Portanto, em Cristo há duas naturezas, cada uma mantendo as suas próprias propriedades, e juntas unidas numa substância e, em uma única pessoa.


2-   CRISTO É SOMENTE UMA PESSOA
O que vimos até agora sobre a divindade e humanidade de Cristo demonstra que Ele tem duas naturezas, a divina e a humana; que cada natureza é total e completa; que elas permanecem distintas e não se misturam, para formar uma terceira natureza e que Cristo é tanto Deus como homem para sempre.

Mas, se Cristo tem duas naturezas, isto significa que Ele é duas pessoas? Não, Ele não é. Cristo continua sendo uma só Pessoa. Existe apenas um Cristo. A Bíblia é muito clara em que, conquanto Jesus tenha duas naturezas, Ele é apenas uma Pessoa.

Em outras palavras, isto significa que não existem dois Cristos. Mesmo tendo uma dualidade de naturezas, Ele não é duas pessoas, mas apenas um Jesus Cristo. Conquanto permanecendo distintas, as duas naturezas são unidas, de tal maneira que Ele é uma só Pessoa.

3-   QUEM MORREU NA CRUZ? O DEUS UNIGÊNITO OU O FILHO DE MARIA?
A primeira verdade que devemos entender é que Jesus é uma só Pessoa com duas naturezas - a natureza divina e a natureza humana. Em outras palavras, Jesus é tanto Deus como Homem.

Na verdade somos incapazes de compreender totalmente uma pessoa com duas naturezas. É impossível para nós entendermos totalmente como Deus trabalha. Nós, como seres humanos finitos, não devemos supor que podemos compreender um Deus infinito. Jesus é o Filho de Deus por ter sido concebido pelo Espírito Santo (Lucas 1:35). Mas isso não significa que Ele não já existia antes de ser concebido. Jesus sempre existiu (João 8:58; 10:30). Quando Jesus foi concebido, Ele se tornou um ser humano em adição ao fato de ser Deus (João 1:1,14).

Embora Cristo tenha duas naturezas distintas e imutáveis, contudo Ele permanece uma só Pessoa.
Ambas as naturezas são representadas na Escritura como constituindo “uma só Ser”, isto é, como unidas em uma só Pessoa. Em João 1:14, lemos: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade".

Vemos aqui as duas naturezas: o Verbo (Sua divindade) e a carne (Sua humanidade). Contudo, vemos também que existe uma só Pessoa, pois lemos que “O Verbo se fez carne”, exigindo que reconheçamos a unidade das duas naturezas, de modo a ser uma só Pessoa.

Considerando que Cristo tem duas naturezas numa só Pessoa e, tendo em vista ainda o que está nisso envolvido, examinemos agora as duas implicações disto, o que nos ajudará a completar o quadro de nossa compreensão.

Há coisas que são verdadeiras numa natureza, mas não em outra, mesmo assim são verdadeiras na Pessoa de Cristo.

O fato de Cristo ter duas naturezas significa que há coisas que são verdadeiras em Sua natureza humana, mas não são verdadeiras à Sua natureza divina. Por exemplo, Sua natureza humana foi pendurada na cruz e Sua natureza divina jamais teve fome. Então, quando Cristo sentiu fome na Terra, foi Sua natureza humana quem sentiu fome e não Sua natureza divina.

Agora estamos em posição de entender que, em vista das duas naturezas em uma só Pessoa, as coisas que são verdadeiras numa natureza não o são noutra, mas tudo que é feito por uma das duas naturezas em Cristo é, verdadeiramente, feito pela Sua Pessoa. Em outras palavras, uma coisa que somente uma das duas naturezas faz pode ser considerada como feita pelo próprio Cristo. Do mesmo modo, as coisas que são verdadeiras de uma natureza, mas não de outra, são verdadeiras na Pessoa de Cristo como um todo. Isto significa que, se existe alguma coisa que somente uma das duas naturezas de Cristo faz, Ele pode perfeitamente dizer “Eu fiz”.

Temos muitos exemplos na Escritura que o demonstram. Por exemplo, em João 8:58, lemos Jesus dizendo: "Antes que Abraão existisse, eu sou".  Ora, a natureza humana de Cristo não existia antes de Abraão, mas Sua natureza divina, que existe eternamente, já existia antes de Abraão. Mas, visto como Cristo é uma só Pessoa, Ele pôde afirmar: “... Antes que Abraão existisse, eu sou”.
 
Outro exemplo simples é a morte de Cristo. Deus não pode morrer. Jamais devemos mencionar a morte de Cristo como tendo sido “a morte de Deus”.  Mas, como os humanos morrem, a natureza humana de Cristo foi a que morreu. Desse modo, mesmo que a natureza divina de Cristo não tenha morrido, podemos dizer que “Cristo experimentou a morte por todos os homens”, em vista da perfeita união das duas naturezas numa só Pessoa. Por isso Grunden[1] diz: “Em virtude da união com a natureza humana de Jesus, Sua natureza divina, de certo modo, provou algo semelhante a passar pela morte. Assim, a Pessoa de Cristo experimentou a morte”.

Assim podemos entender as palavras de Pedro aos judeus: “matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” - Atos 3:15.

O Autor da vida é o Deus Filho, pois sem Ele nada do que foi feito se fez. Ora, a natureza humana de Cristo não existia quando Cristo criou a vida, mas Sua natureza divina, que existe eternamente, já existia. Mas, visto como Cristo é uma só Pessoa, Pedro pôde afirmar: “matastes o Autor da vida.”

Da mesma forma, sua natureza humana foi ressuscitada por sua natureza divina. Não obstante, podemos afirmar que Jesus ressuscitou a Si mesmo, conforme prometera:

“Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias. Os judeus replicaram: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus.” - João 2:19-22.

4-   CABEÇA FEDERAL DA RAÇA HUMANA
Não podemos entender em todos os seus aspectos a humanidade de Jesus. Em nossa limitação humana não temos como avaliar plenamente porque Jesus era a segundo cabeça federal da raça humana. O que isto significa?

 “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram”. – Romanos 5:12.

A palavra “mundo” utilizada pelo apóstolo Paulo no texto de Romanos 5:12 é a mesma usada pelo apóstolo João no evangelho de João 3:16. Esta palavra no original grego é cosmos, e se refere à humanidade.

Cremos que a Bíblia ensina que, pecando Adão, todo o gênero humano pecou nele. Ele era o cabeça natural e federal de toda a raça humana. Trazia em si o germe de toda a humanidade. Hereditariedade e atavismo confirmam plenamente o ensino das Escrituras a este respeito.

Adão, como primeiro cabeça federal e natural da espécie humana, ao pecar, contaminou toda a humanidade. A consequência desta contaminação foi a morte.

Desde Adão até os dias de Moisés, ninguém foi julgado culpado pelos próprios pecados, pois a lei não tinha ainda sido promulgada. No entanto, todas as pessoas que viveram no período compreendido entre a época de Adão e os dias de Moisés, morreram. Portanto, suas mortes não podem ser atribuídas diretamente aos seus pecados, pois não havia nenhuma lei para estabelecer esta sentença, porque onde não há lei o pecado não é levado em conta (Romanos 5:13).

Adão não foi somente o pai da humanidade ele foi também seu representante e cabeça federal.

Assim, as mortes nesse período foram causadas pelo pecado de Adão. Toda a humanidade estava potencialmente em Adão quando ele desobedeceu a Deus, embora não estivesse individualmente, pois a posteridade ainda não havia surgido. Então, a penalidade daquele pecado de Adão atingiu toda a humanidade (porque somos membros da raça adâmica, descendentes de Adão), pois dizia que o homem voltaria ao pó, ou seja, provaria a morte física.

“Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão... pela ofensa de um só, a morte veio a reinar... pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores” (Romanos 5:13,14,17,19).

Por isso a Bíblia diz que em Adão todos morrem (1ª Coríntios 15:22), porque pelo pecado de Adão toda a sua posteridade foi atingida. E o pecado veio só por Adão que pecou, mas a sentença veio, na verdade, do pecado de Adão sobre toda a sua posteridade, pois pelo pecado de Adão, a morte veio a reinar sobre todos os homens, até mesmo sobre aqueles que não pecaram a semelhança de Adão. Portanto, pelo pecado de Adão veio o juízo sobre todos os homens para condenação da morte física, porque todos se tornaram pecadores (Romanos 5:15-19).

Todos os homens nascem já pecadores por causa do pecado de Adão. Independentemente de qualquer ato de pecado. A humanidade não herdou o pecado de Adão, assim como sua natureza pecaminosa. Toda humanidade pecou por meio de Adão, por isso em Adão todos morrem, e a morte é consequência deste pecado.

“Por um homem veio a morte... em Adão todos morrem” (1ª Coríntios 15:21,22).

Mesmo que nunca tivéssemos cometido pecado, ainda assim seríamos pecadores, pois pelo pecado de Adão, o juízo veio sobre todos os homens.

“Pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores” (Romanos 5:19). Já vimos que quando Adão pecou, toda a sua posteridade estava substancialmente em sua carne.

A semente da humanidade da qual viemos estava substancialmente em Adão desde o começo. Assim, quando Adão pecou todos os homens se tornaram pecadores.

“Eis que eu nasci em iniquidade, e em pecado me concedeu minha mãe”. (Salmos 51:5).

Os homens nascem pecadores porque estavam em Adão, o cabeça federal.

Até mesmo as crianças de colo e os natimortos provam a morte física porque pecaram em Adão, pois ele era o cabeça natural da humanidade como seu progenitor, mas também era o cabeça federal da humanidade porque a representava, e enfrentou a tentação tanto por si mesmo como pelos seus descendentes, mas caiu, levando à queda toda a sua posteridade.

A humanidade caiu em Adão porque estava substancialmente nele. Este mesmo conceito se encontra registrado em Hebreus 7:9,10, onde se diz que Levi, por meio de Abraão, pagou o dizimo a Melquisedeque, porquanto Levi estava ainda nos lombos de seu pai quando Melquisedeque saiu ao encontro deste. Ou seja, Levi ainda nem existia individualmente como pessoa, mas estava substancialmente em Abraão, quando este pagou o dizimo a Melquisedeque. Levi é descendente do patriarca Abraão, que é o cabeça federal de Israel.

A humanidade caiu em Adão porque estava substancialmente nele, embora não estivesse individualmente, pois a posteridade ainda não havia surgido. Portanto, assim como Levi pagou o dízimo a Melquisedeque por meio de Abraão, toda a humanidade pecou por meio de Adão e caiu com ele em seu primeiro pecado.

Paulo declarou que Adão é a figura daquele que havia de vir, Cristo (Romanos 5:14). Adão é uma figura de Cristo por que ambos são os únicos cabeças federais da raça humana.

O termo "cabeça federal" tem desaparecido quase que completamente da literatura cristã atual. Embora não seja uma expressão escriturística, ela é muito importante na exposição doutrinária. O principio que se deseja passar com o termo "cabeça federal" é o da representação. Só houve dois cabeças federais, os quais Deus entrou em aliança Adão e Cristo. Cada um representou legalmente diante de Deus muitas pessoas. Adão representou a totalidade da raça humana, pecou e caiu; Cristo representou a totalidade da raça humana para a expiação de pecados, e especialmente Cristo representou apenas os que lhe foram dados pelo Pai desde os tempos eternos para a justificação do pecador.

Quando Adão foi estabelecido no Éden como um ser responsável diante de Deus, ele estava ali como cabeça federal, como representante legal de sua posteridade. Portanto, quando Adão pecou todos os seres humanos pecaram. Quando Adão morreu todos os seres humanos morreram (em Adão todos morrem).

O fato que todos comem do suor das suas faces; sofrem doenças e tristezas; e voltem ao pó do que são feitos é suficiente deduzir que Adão é nosso cabeça federal (Gênesis 3.17-19; Romanos 5.12, 19). Todos foram incluídos na primeira condição de não comer o fruto como todos são participantes da maldição que veio pelo ato de Adão comê-lo. A humanidade era tão unida a Adão que todos ficaram retos enquanto ele continuou assim, e caíram nele quando ele caiu.

Adão não pecou meramente por nós; mas nós pecamos nele.

Assim também foi com Cristo quanto à justificação, quando ele veio a esta terra ele também sustentaria uma posição federal. Quando Cristo cumpriu a lei e se fez obediente até a morte de cruz, todos aqueles que o Pai lhe deu, a quem Jesus representava foram considerados justos; quando ele se levantou dos mortos, todos passaram a ter vida; e quando ele ascendeu às alturas todos ascenderam com Ele.

Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. - 1 Coríntios 15:21,22

Contudo, há um sentido em que Cristo fez algo pela raça humana inteira, a expiação dos pecados. É verdade que por um só pecado de Adão veio sobre todos os homens a condenação, mas também por um só ato de justiça de Cristo veio a expiação dos pecados a todos os homens. - Romanos 5:18.

Por isso a Bíblia afirma a expiação universal dos pecados porque Ele tornou possível a nossa relação com Deus, pois que por ele foram expiados não só os nossos pecados, mas os de todo o mundo, até mesmo daqueles que O negam cujo fim é a perdição eterna (1 João 2:2 – 2 Pedro 2:1).

Assim temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que expiou os pecados de todos os homens, e justificou os homens que nEle creem (1 Timóteo 4:10). A expiação é universal, e atua sobre os pecados. A justificação é limitada aos eleitos, e atua sobre as pessoas mediante a fé.

A diferença entre Adão e Jesus é que Adão, embora feito reto como o homem de Nazaré, possuía apenas a natureza humana, mas Cristo possui duas naturezas.

No entanto, embora sua natureza humana seja uma criação especial do Espírito Santo, é a pessoa de Cristo que é o cabeça federal, e não a natureza humana. Contudo, diferente de Adão, Cristo não é o cabeça natural da raça humana porque Cristo não teve descendentes.

Assim como Adão antes da queda, Cristo não tinha uma alma humana depravada porque Adão não foi o cabeça federal de Cristo. O nascimento de Cristo foi milagroso e não foi submetido à regra universal imposta a todos os outros nascimentos. Adão é o primeiro homem, Cristo é o segundo homem. Apenas eles eram a imagem e semelhança de Deus.

O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente (Gênesis 2:7); o segundo homem, Jesus, é espírito vivificante. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal; o espiritual vem depois. O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do céu. Qual o homem terreno, tais os homens terrenos; e qual o homem celestial, tais os homens celestiais. - 1 Coríntios 15:45-48.

5-   O MEDO É INERENTE AO HOMEM CAÍDO - JESUS ERA UM HOMEM RETO
Adão foi constituído governante da terra por ordem do próprio Deus (Gn 1:27,28; Jó 34:13), mas, foi derrotado e caiu. Após a queda, a primeira característica que Adão, cabeça federal da humanidade, apresentou foi o medo.

Mas chamou o Senhor Deus a Adão, e perguntou-lhe: Onde estás? Respondeu-lhe Adão: Ouvi a tua voz no jardim e TIVE MEDO, porque estava nu; e escondi-me. - Gênesis 3:9,10.

Aquele a quem foi dado o governo da Terra, e que falava com Deus diariamente, estava agora com medo de Deus.

Caim, o primeiro homem nascido após a queda, após matar seu irmão passou a esconder-se vivendo como fugitivo errante pela terra com medo de ser morto. - Gênesis 4:13-14.

Portanto, o medo é uma característica do homem caído, e não do homem reto criado por Deus à sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26,27) para dominar sobre a Terra.

Deus criou o homem reto para que o buscasse (Atos 17:26,27). Porém, o homem se meteu em muitas confusões, caiu e se perdeu (Eclesiastes 7:29).

Após cair Adão gerou filhos e filhas à sua semelhança, conforme a sua imagem caída. (Gênesis 5:3,4).

Jesus é totalmente Deus e totalmente homem, e a sua encarnação é de extrema importância. Ele viveu uma vida humana, mas não possuía uma natureza pecaminosa como nós. Portanto, as características humanas de Jesus eram as mesmas características de Adão antes da queda, o homem original feito à imagem e semelhança de Deus.

Após a queda Adão e seus descendentes tiveram suas características mudadas para o mal, onde o egoísmo é o próprio mal, e o primeiro homem gerado à imagem caída de Adão foi capaz de matar o seu irmão apenas por inveja. E logo apresentou o medo.

Cristo possuía características que nenhum ser humano possuía, como por exemplo, Ele se santificava (João 17:19).

Assim como Adão, Jesus foi tentado, mas nunca pecou (Hebreus 2:14-18; 4:15). O pecado entrou no mundo através de Adão, e a natureza pecaminosa de Adão foi transferida para cada bebê nascido no mundo (Romanos 5:12) - exceto para Jesus. Porque Jesus não teve pais humanos, Ele não herdou uma natureza pecaminosa de José e Maria, pois o que em Maria foi gerado procede do Espírito Santo (Mateus 1:20). Jesus foi gerado em Maria, mas não foi gerado de Maria.

Outra diferença entre Adão e Cristo é que enquanto Adão foi criado por Deus, Jesus foi gerado por Deus.
Cada ser gera conforme a sua espécie. Mas quando se trata de Deus não é assim, pois Deus só gerou um Filho, que é o Senhor Jesus segundo a carne (1ª João 4:9). Os humanos fomos gerados por nossos pais segundo a carne, e herdamos deles a pecaminosidade original (Salmos 51:5), a natureza humana, suas características físicas e genéticas através do DNA, enfim herdamos a imagem e semelhança de nossos pais (Gênesis 5:3).

Aqueles que foram regenerados por Deus segundo o Espírito Santo, herdaram de Deus a natureza divina, sua imagem e semelhança, e suas características espirituais através do ‘DNA’ espiritual de Deus (Colossenses 3:10). E assim o Senhor Jesus deixou de ser o Filho Unigênito (João 1:18) para ser o Filho Primogênito de Deus (Romanos 8:29).

“Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”. (Tiago 1:18).

Desde a queda do homem (Gênesis 3:21-23), a única maneira de sermos justificados diante de Deus é o derramamento de sangue do sacrifício de um inocente (Levítico 9: 2; Números 28:19; Deuteronômio 15:21; Hebreus 9:22). Jesus foi o último e perfeito sacrifício que satisfez de uma vez por todas a ira de Deus contra o pecado (Hebreus 10:14). Sua natureza divina tornou-o apto para o trabalho de Redentor; o seu corpo humano forneceu o sangue necessário para redimir. Nenhum ser humano com uma natureza pecaminosa poderia pagar tal dívida. Ninguém mais poderia satisfazer os requisitos para se tornar o sacrifício pelos pecados de todo o mundo (Mateus 26:28; 1 João 2:2). Se Jesus fosse meramente um homem bom como alguns afirmam, então Ele tinha uma natureza pecaminosa e não era perfeito. Nesse caso, a sua morte e ressurreição não teriam poder para salvar ninguém.
  
6-   JESUS SE ENTREGOU VOLUNTARIAMENTE
Os evangelhos dizem: “Minha alma está agora conturbada. Que direi? Pai, salva-me desta hora? Mas foi precisamente para esta ora que eu vim.” (João 12,27). Lemos ainda em Hebreus 5,7-8: “É ele que, nos dias da sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão”.

Agora consideremos de perto o texto de Marcos:
E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui, e vigiai. E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres. - Marcos 14:34-36.

Jesus começou ter pavor e a angustiar-se. E depois afirma estar triste até a morte. Marcos faz uma narrativa indireta da oração de Jesus: “prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.” Depois Marcos coloca as palavras diretamente na boca de Jesus: ” Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.”

Observando a narrativa de Marcos e a outra colocada na boca do próprio Cristo, vemos claramente que “cálice” está em relação à “hora”, e não à morte em si.

O que nos perturba nesta passagem é o fato de que aparentemente Jesus queria “afastar” de si a morte. Porém poderíamos ler em outra perspectiva. As palavras de Jesus não visam escapar da sua missão, mas é um pedido para atrasar aquilo que estava para acontecer, a separação do Pai.
  
7-   JESUS NÃO TEVE MEDO DE MORRER
A Bíblia se cala, e não diz que Jesus teve medo, e nem que não Ele não teve medo. Porém, é fato que, alguns textos bíblicos jogam luz aludindo a este assunto, e fazem-nos ver o que não vemos no texto do Getsêmani.

Devemos lembrar que uma das instruções mais repetidas por toda a Bíblia, em ambos os testamentos, é a ordem dada ao povo de Deus por cerca de 265 vezes: “NÃO TEMAS”. Isto para fortalecer a Fé do povo de Deus em momentos de tribulações.

Devemos nos lembrar do que Paulo nos ensinou: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” - Timóteo 1:7. - Então... Se Jesus teve medo da morte, Ele não teria recebido este Espírito?

Lembremo-nos também que Deus não aceitou os medrosos no exército de Gideão, e dispensou mandando embora todos os medrosos, 22 mil homens que tinham medo de morrer - Juízes.7:3.
Se Deus não aceitou os medrosos no exército de Gideão, enviaria o seu próprio Filho para consumar a redenção sabendo que Ele teria medo da morte?

Devemos ainda recordar que os medrosos encabeçam a lista daqueles que não entrarão no Reino do Céu. - Apocalipse 21:8. Os medrosos serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre. Se Jesus teve medo da morte estaria incluído nesta lista?

Lembremos também que a morte em si, não pegou a Jesus de surpresa causando-lhe pavor. Ao contrário, Jesus mesmo deu a Sua vida por amor das suas ovelhas. Ninguém tirou a sua vida, Ele mesmo a deu, para depois tornar a tomá-la – João 10:17,18.

Recordemos que Jesus não teve medo de morrer, pois por sua morte aniquilou aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo. E livrou todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos ao medo. - Hebreus 2:14,15.

Lembremos também das palavras de Jesus: “Não temam os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes, Aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.” - Mateus.10:28.

Logo, se Jesus ensinou aos homens, simples mortais, a não temerem a morte, a serem fortes nos dias de angústias e tribulações, sendo Ele mesmo Deus e homem simultaneamente, teria Ele temido a morte?

Se Jesus temeu a morte como dizem alguns, Ele não praticou o que Ele mesmo ensinava.


Quando Jesus foi ao jardim do Getsêmani para orar na quinta-feira antes de ser traído por Judas Iscariotes e entregue ao julgamento dos homens ímpios, Ele disse aos Seus discípulos que Sua alma estava profundamente triste, numa tristeza mortal (Marcos 14:34). Ele estava tão angustiado que chegou a suar sangue (Lucas 22:44). Ele também orou, dizendo: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42).

Quando lemos isso, alguns de nós pensam que Jesus estava com medo da morte até o ponto de o Seu lado humano “falar mais alto”, ou então que Ele não queria se entregar pelos nossos pecados. Mas por que, exatamente, o Senhor ficou tão entristecido e angustiado?

Primeiramente, não devemos considerar que Jesus estivesse com medo da morte, haja vista que Ele próprio instruiu os Seus discípulos a não temer a morte física. Ele sabia que Sua alma iria para o Paraíso, pois prometeu ao ladrão da cruz que estaria com ele no Paraíso naquele mesmo dia (Lucas 23:43). Além disso, antes de morrer, Jesus entregou o seu espírito ao Pai (Lucas 23:46). Desse modo, é impossível que a angústia do Salvador se baseasse em medo da morte física.

Ademais, não podemos nem ao menos pensar que Jesus não quisesse se entregar por nós, pois, em João 12:27, Ele disse: “Agora meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isto, para esta hora”. Ele não pediu que o Pai o livrasse da morte física para expiar os nossos pecados. E essas palavras não podem entrar em conflito com Lucas 22:42, pois a Escritura não contém nenhuma contradição.

Assim, a única explicação é que, em Lucas 22:42, Jesus estava pedindo livramento de outra coisa: da separação do Pai. Ele sabia que, ao assumir os pecados da humanidade, seria separado do Pai. Na cruz, Jesus gritou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mateus 27:46; Marcos 15:34). Esse brado de Jesus é o cumprimento da profecia messiânica registrada no Salmo 22:1: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”.

Deus determinou que a morte seria a penalidade adequada e justa pelo pecado (Gênesis 2:16-17). De fato, “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Uma vez que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23), todos estão sentenciados à morte.

Mas Jesus, na Cruz, pagou o preço pelos pecados de todo o mundo. Naquele momento de agonia na cruz, Cristo representava toda a humanidade pecadora. “Deus tornou pecado por nós Aquele [Jesus] que não tinha pecado, para que nEle nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

A Bíblia nos diz que o pecado faz separação entre o pecador e Deus: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:2). Por causa do pecado da humanidade, Pai e Filho foram separados na cruz, e pela última vez o pecado separou o homem de Deus.

Por meio do sacrifício de Cristo, Deus queria nos remir de nossos pecados e nos conceder a eterna salvação (2 Coríntios 5:18-19). “Ao levar muitos filhos à glória, convinha que Deus, por causa de quem e por meio de quem tudo existe, tornasse perfeito, mediante o sofrimento, o autor [Jesus] da salvação deles” (Hebreus 2:10).

Por isso, só Jesus pode nos salvar; “não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Assim, devemos ser infinitamente gratos a Deus por ter nos amado e entregado Seu Filho para morrer no nosso lugar, oferecendo salvação a todo aquele que crê (João 3:16). “Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus…” (1 Pedro 3:18).

Outrossim, há evidências suficientes nas Escrituras para acreditarmos que o sacrifício de Cristo foi espontâneo. Deus Pai elaborou, na eternidade, um plano de redenção para a humanidade, o qual só se cumpriria com o sacrifício de Cristo na Cruz. Porém, Jesus não foi obrigado a levar esse projeto à consumação. Ele o fez livremente. É o que vemos em Mateus 26:

Quando Judas traiu Jesus e o entregou às autoridades, os soldados armados O prenderam. Vendo o que faziam, Pedro tomou sua espada e feriu um dos homens. Ao ver isso, Jesus o repreendeu, e mandou-lhe guardar a espada (pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão), e disse-lhe: “Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos? Como então se cumpririam as Escrituras que dizem que as coisas deveriam acontecer desta forma?” (Mateus 26:53-54).

Jesus poderia pedir ajuda ao Pai, e então Ele lhe mandaria, imediatamente, mais de doze legiões de anjos para salvá-lo. Isso evidencia que o Pai, de modo algum, forçou Jesus a sacrificar-se pela humanidade; ao contrário, foi Jesus que, livremente, decidiu cumprir o plano do Pai, para que assim as Escrituras se cumprissem. De fato, em outra passagem da Escritura, Ele disse também: “Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem eu recebi de meu Pai.” (João 10:17,18).

No Salmo 40, há uma profecia que evidencia a espontaneidade do sacrifício de Cristo: “Sacrifício e oferta não pediste, mas abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado, não exigiste. Então eu disse: Aqui estou! No livro está escrito a meu respeito” (Salmos 40:6-7).

Outra passagem que mostra isso é Efésios 5:2: “… Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.”

8- CONCLUSÃO

Uma vez que Jesus tomou sobre Si os nossos pecados e enfrentou a pena de morte no nosso lugar (pois o salário do pecado é a morte – Romanos 6:23), como está escrito em Isaías 53:4-7, Ele enfrentou a consequência disso também: a separação de Deus, haja vista que o pecado levado sobre Si fez separação entre o Jesus e Deus (Isaías 59:2). Era isso o que causava tanta angústia a Cristo: ser separado do Seu amado e íntimo Deus e Pai Celeste, e não o fato de enfrentar a morte por nós.

O que Ele enfrentou foi inimaginável, e é a dor que os ímpios impenitentes, que rejeitam o sacrifício de Jesus, sofrerão quando enfrentarem o Juízo: “Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:8,9). No inferno haverá choro e ranger de dentes!


Glória ao Pai, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, porque Ele nos amou e providenciou para nós expiação para os pecados, a fim de sermos salvos por sua infinita graça! (Romanos 3:21-26; 1 João 4:10).



[1] Wayne Grudem, Systematic Theology: An Introduction to Biblical Doctrine (InterVarsity and Zondervan Publishing, 1994), p. 556.

O PAI É MAIOR DO QUE EU


Oséias Graça Tavares

"O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação." Colossenses 1:15

Jesus disse que é um com o Pai (João 10:30) e que quem vê o Filho vê também o Pai porque Jesus é a imagem exata do Pai (Hebreus 1:3). No entanto, Jesus disse: “Meu Pai é maior do que eu.” (João 14:28 - João 10:29).

Levando em conta também que Jesus disse que o enviado é menor do que aquele que o enviou (João 13:16) e Jesus, por diversas vezes, afirmou que Ele foi enviado pelo Pai (João 17:8,18,21,23,25).

Mesmo Jesus tendo a mesma natureza com os mesmos atributos do Pai, ainda assim o Pai, funcionalmente, é maior do que Jesus, e a o próprio Senhor diz que o Pai é sobre todos (João 10:29).

Paulo diz: “Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. (1 Coríntios 15:27).

Cristo é a imagem exata do Pai, contudo, funcionalmente, é menor do que o Pai. E isto se dá por causa de um virtude de Cristo que é a submissão obediente.

O Pai predestinou os seus eleitos para serem conformes à imagem de seu Filho (Romanos 8:29), e a imagem do Filho de Deus é essa:

“De sorte que haja em vós o MESMO SENTIMENTO que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em FORMA DE DEUS, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a FORMA DE SERVO, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na FORMA DE HOMEM, humilhou-se a si mesmo, SENDO OBEDIENTE até à morte, e morte de cruz.
De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor.” (Filipenses 2:5-8,12)

Se não houver em nós esse mesmo sentimento que também houve em Cristo, não seremos a imagem de Cristo, e nem predestinados a ser essa imagem e nem mesmo fazemos parte dos eleitos de Deus. Pois, a nossa salvação é operada com temor e tremor. Ou seja, com submissão e obediência, sem as quais não podemos dizer que somos a imagem do Filho de Deus.

Por isso o Evangelho nos admoesta a sermos submissos a Deus, à Lei de Cristo e ao seu Evangelho, aos nossos pais, aos maridos, aos patrões e chefes, às autoridades civis, às leis civis, e aos pastores.

O Pai é Deus sobre todos. O Filho mesmo subsistindo em forma de Deus como o Pai, ele foi submisso se tornando homem, e mais do que um homem, se humilhou a forma de um servo, um servo obediente ao Pai até a morte.

Aquele que não é submisso também não é obediente, e também não se humilha e não reconhece leis e autoridades por Deus constituídas, e também não é a imagem do Filho de Deus.


O QUE É O EVANGELHO?

Mark Dever

O evangelho são as boas novas acerca do Jesus Cristo fez para reconciliar pecadores com Deus. Aqui está a história toda:

O Deus único, que é santo, nos criou à sua imagem para que o conhecêssemos (Gn 1.26-28).

Todavia, nós pecamos e nos separamos desse Deus (Gn 3; Rm 3.23).

Em seu grande amor, Deus enviou o seu Filho Jesus para vir como rei e resgatar o seu povo dos seus inimigos – sobretudo do próprio pecado (Sl 2; Lc 1.67-69).

Jesus estabeleceu o seu reino ao atuar, de uma só vez, como um sacerdote mediador e um sacrifício sacerdotal – ele viveu uma vida perfeita e morreu na cruz, assim cumprindo ele mesmo a lei e tomando sobre si a punição devida ao pecado de muitos (Mc 10.45; Jo 1.14; Hb 7.26; Rm 3.21-26; 5.12-21).

Ele agora nos chama ao arrependimento dos nossos pecados e à fé em Cristo somente, para o nosso perdão (At 17.30; Jo 1.12). Se nos arrependermos  e confiarmos em Cristo, nascemos de novo para uma nova vida, uma vida eterna com Deus (Jo 3.16).

Então, essas são boas novas.

Uma boa maneira de resumir essas boas novas é descortinar biblicamente as palavras Deus, homem, Cristo, resposta.

- Deus
O Senhor Deus é o criador de todas as coisas (Gn 1.1). Ele é perfeitamente santo, digno de toda adoração, e há de punir o pecado (1Jo 1.5; Ap 4.11; Rm 2.5-8).

- Homem
Todas as pessoas, embora criadas boas, tornaram-se pecaminosas por natureza (Gn 1.26-28; Sl 51.5; Rm 3.23). Desde o nascimento, todas as pessoas estão separadas de Deus, são hostis a Deus e estão debaixo da ira de Deus (Ef 2.1-3).

- Cristo
Jesus Cristo, que é plenamente Deus e plenamente homem, viveu uma vida sem pecado, morreu na cruz para suportar a ira de Deus em lugar de todos aqueles que haveriam de crer nele, e ressuscitou do sepulcro para dar vida eterna ao seu povo (Jo 1.1; 1Tm 2.5; Hb 7.26; Rm 3.21-26; 2Co 5.21; 1Co 15.20-22).

- Resposta
Deus chama todos os homens, em todos os lugares, para que se arrependam de seus pecados e creiam em Cristo a fim de serem salvos (Mc 1.15; At 20.21; Rm 10.9-10).

ALGUMAS MENSAGENS PREGADAS QUE SÃO FALSOS EVANGELHOS:

A- DEUS QUER NOS TORNAR RICOS
Alguns pregadores atualmente dizem que as boas novas são que Deus deseja nos abençoar com abundância de dinheiro e possessões – e tudo o que nós precisamos fazer é pedir! Mas o evangelho é uma mensagem sobre bênçãos espirituais (Ef 1.3): Deus enviou Jesus Cristo para morrer e ressuscitar por nós, a fim de nos justificar, reconciliar com Deus e nos dar vida eterna com Deus (Rm 3.25-26; 6.23; 2Co 5.18-21). Além disso, a Bíblia promete que os cristãos não terão prosperidade material nesta vida, mas tribulação (At 14.22), perseguição (2Tm 3.12) e sofrimento (Rm 8.17), sendo que um dia todas essas coisas darão lugar a uma glória indizível (2Co 4.17; Rm 8.18).

B- DEUS É AMOR E TUDO ESTÁ BEM CONOSCO
Algumas pessoas pensam que o evangelho significa que Deus nos ama e nos aceita exatamente como somos. Mas o evangelho bíblico confronta as pessoas como pecadores que enfrentarão a ira de Deus (Rm 3.23; Jo 3.36) e então mostra-lhes a solução radical de Deus: a morte de Jesus na cruz, pela qual ele carregou os pecados do povo de Deus. Este evangelho chama as pessoas a uma resposta igualmente radical: a se arrependerem de seus pecados e crer em Cristo para a salvação.

C- NÓS DEVEMOS VIVER CORRETAMENTE
O evangelho não é uma mensagem que nos ensina a viver uma vida melhor e, assim, nos tornar justos diante de Deus. Na verdade, o evangelho nos ensina exatamente o oposto: nós não podemos fazer o que agrada a Deus e nós jamais poderemos nos tornar aceitáveis a ele (Rm 8.5-8). Mas as boas novas são que Jesus fez por nós o que jamais poderíamos fazer por nós mesmos: ao viver uma vida perfeita e suportar a ira de Deus na cruz, ele assegurou a salvação de todos aqueles que dão as costas para o seu pecado e creem nele (Rm 5.6-11; 8.31-34).

D- JESUS VEIO TRANSFORMAR A SOCIEDADE
Algumas pessoas acreditam que a missão de Jesus era transformar a sociedade e fazer justiça ao oprimido por meio de uma revolução política. Mas a Bíblia ensina que este mundo só se tornará justo quando Jesus vier novamente trazendo novos céus e nova terra (2Ts 2.9-10; Ap 21.1-5). O evangelho é, fundamentalmente, uma mensagem sobre a salvação da ira de Deus por meio da fé em Cristo, não a transformação da sociedade nesta era presente.

É FÁCIL ENGANAR AS PESSOAS


Maurício Zagari 

Quando você cria um blog, seu nível de exposição torna-se bem maior do que se possa imaginar. É uma quantidade significativa de internautas que leem os textos e interagem comigo. Isso me gerou muitas percepções. Mas, de todas as percepções que blogar me proporcionou, uma das mais visíveis é como é fácil as pessoas se enganarem a seu respeito. 
Calma. Não estou dizendo que deliberadamente engano você, meu irmão, minha irmã. Não é isso. Mas como escrevo sobre a fé cristã a partir daquilo em que acredito, a imagem que muitos dos leitores acabam construindo sobre o autor dos textos é de uma grande santidade, de uma monstruosa intimidade com Deus, de muita devoção. Isso fica claro quando leio os comentários de diversos irmãos que, por uma enorme bondade em seus corações, tecem elogios a mim. São irmãos e irmãs que não me conhecem pessoalmente, não enxergam as profundezas do meu coração e, assim, formam uma imagem a meu respeito baseado no que escrevo. E confesso que por vezes sou tratado como um homem de Deus tão santo que quase acredito. 
Isso é um enorme problema. Pois é exatamente assim que começam a se formar celebridades gospel. Que pastores começam a ser idolatrados. Que cantores evangélicos ganham fãs. Que teólogos e palestrantes passam a ser vistos como inerrantes aos olhos de muitos. Que pastores hereges ou gananciosos são amados por cristãos sinceros apesar de suas heresias e de seus intere$$e$. Tudo porque, sem se conhecer a fundo os indivíduos e suas mazelas, começamos a olhar para eles por sua aparência de santidade e piedade, por suas palavras eloquentes ou bonitas, por seu jeito aparentemente espiritual de entoar louvores… e criamos imagens em nossas mentes sobre como essas pessoas são a partir de suas máscaras. Mas por baixo dessas máscaras muitas vezes a coisa é bem diferente. E eu vou provar com o meu exemplo. Para não falar dos outros, vou me pôr na berlinda. A você que me elogia pelo que eu escrevo, deixe-me confessar algumas coisas a meu respeito. 
Sou uma pessoa absolutamente normal. Como você, tenho minhas muitas deficiências. Como você, luto constantemente contra minha carne e contra zilhões de defeitos. Me iro, sinto ódio, brigo com minha esposa, perco minha paciência, falo o que não devia, faço o que não devia, sinto inveja, mágoa, ciúmes. Cobiço o bem do próximo. Como você, luto a cada dia para viver em intimidade com Deus, embora tenha dias em que fique com preguiça de ler a Bíblia e sinta sono para orar. Como diz o clichê, tem dias em que “só a graça”! Como você, nem sempre amo a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo. Chego a ser egoísta, em muitas ocasiões. Perco a cabeça. Como você, tenho pensamentos impuros. Como você, tenho vontade de matar certas pessoas – depois de enche-las de sopapos, claro. Já cometi pecados após a minha conversão que me enchem de culpa e, embora eu esteja sinceramente arrependido e saiba que Deus me perdoou, eu mesmo não me perdoei. Em resumo, meu irmão, minha irmã, sou exatamente como você: decepcionante, um pecador de marca maior, numa luta constante contra minha natureza humana e numa perene busca desesperada por Deus e pela santidade. Que parece sempre um alvo inatingível. 
Mas há um porém: apesar de eu ser todo esse amontoado de pecados, escrevo sobre aquilo em que creio. Aquilo de que não tenho a menor dúvida que seja verdade. Creio no Evangelho. Creio na Bíblia como a inerrante revelação de Cristo. Creio em Jesus. Creio na graça sem a qual eu e você iríamos para o inferno. Creio que há perdão para o pecador arrependido. Creio na santidade e a vejo como uma meta essencial. Creio que devemos combater as heresias e os hereges. Creio na pureza de coração. Creio que devemos ser como o cristão que Jesus descreve no Sermão do Monte. Se eu fosse perfeito é como eu gostaria de ser. Difícil, para não dizer impossível. Mas lutar para chegar lá é totalmente possível. 
Vivo, portanto, uma contradição. Escrevo e prego sobre o que creio, mas vivo com milhões de erros e cometo bilhões de pecados. Isso faz de mim um hipócrita? Ou… um humano? Não sei. Só cabe ao Espírito Santo de Deus me julgar. Mas sei de uma coisa, como já pus em outro post: a Bíblia diz que os anjos pediram ao Senhor para proclamar o Evangelho, só que, estranhamente, Ele decidiu dar essa tarefa aos homens. Que bizarro, que escolha aparentemente contraditória e sem sentido. Porque, se você parar para pensar, ao longo dos últimos 2 mil anos, as boas-novas de salvação só têm sido pregadas por… pecadores carentes de salvação. A santidade tem sido estimulada somente por homens com falhas graves na sua própria santidade. O arrependimento dos pecados tem sido apregoado por homens e mulheres desesperadamente necessitados do arrependimento de seus pecados. Todos os humanos que pregaram o Evangelho até hoje compõem uma grande multidão de “mascarados”, pessoas que anunciaram o Caminho para o Céu enquanto dentro de seus peitos pecados horrendos vicejavam e os poluíam. 
Somos desgraças ambulantes pregando a graça. 
Eu me enquadro nesse grupo. Todos os cristãos que caminharam sobre a terra nos últimos 20 séculos se enquadram nesse grupo. Mesmo assim, Deus nos mandou divulgar o maravilhoso Jesus e as coisas que Ele ensinou. Fascinante. Se Cristo aparecesse para mim hoje eu teria vergonha de olha-lo nos olhos. Pois o peso da minha pecaminosidade e falibilidade me esmagaria. Mesmo assim o amo. E nunca cessarei, enquanto Ele me permitir, de proclamar que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Nunca cessarei de pregar a mensagem da Cruz. Trinta segundos após pecar subirei num púlpito e pregarei que não devemos pecar. Simplesmente porque é o que devemos fazer. Porque é o certo. 
Sejamos honestos: se eu e você fossemos esperar sermos santíssimos para anunciar que devemos ser santíssimos jamais ninguém abriria a boca. 
Se eu e você fossemos esperar que nossos pecados cessassem ou que nossa máscara de bons homens e mulheres caíssem para que fossemos sentar e escrever sobre como devemos nos despir das máscaras de santidade, assumir nossa natureza pecaminosa e afirmar que precisamos terrivelmente nos santificar…você não estaria lendo essas linhas agora. Sim, eu uso máscaras de santidade, negar sim seria hipocrisia e mentira. Oculto dos outros meus muitos pecados e os trato com Deus, entre as quatro paredes do meu quarto. Exatamente como você faz. Ele me conhece. Ele conhece você. E sabe que quem se esconde atrás de cada máscara  é uma pessoa real: pecadora, errada, miserável em suas transgressões. Se cada um saísse pelas ruas alardeando seus próprios pecados não haveria espaço para caminhar em meio à multidão. Mas a questão é que absolutamente todo cristão que pisa numa igreja é um tremendo pecador vestindo máscaras de santidade mas com o rosto desfigurado pelo pecado. Todo. Sem exceção. Eu. E, se você tiver coragem de admitir, você também. 
O que nunca deve nos impedir de proclamar Cristo, o Evangelho, a salvação, o arrependimento dos pecados, o juízo, o perdão… e a maravilhosa graça. 
Em 1 João 1.8-10 disse o apóstolo amado: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós“. Não, eu jamais faria de Deus um mentiroso, assumo minha natureza pecadora, confesso a Ele meus pecados e creio que Ele é fiel e justo para ter me purificado de todo o mal que pratiquei. E, assim, sigo escrevendo sobre a fé. 
Então sim, eu escrevo sobre o que tem que ser escrito. Escrevo porque é a verdade. Escrevo para edificar, embora eu mesmo prejudique pessoas. Escrevo para consolar, embora eu mesmo tenha minhas dores, que precisam de consolo. Escrevo para exortar, embora eu, me conhecendo como me conheço, saiba que ninguém mais do que eu precisa ser exortado. Mas mesmo assim o faço. Escrevo neste blog. Escrevo em livros. E Deus, por sua graça incompreensível, por seu amor imensurável, por sua compaixão e misericórdia impossíveis de se alcançar racionalmente em toda sua extensão… ainda assim usa as palavras que saem deste pecador incorrigível que sou para tocar corações, amparar necessitados, aconselhar pessoas em dor e até evitar suicídios, como já contei aqui. Eis o porquê de eu continuar escrevendo sobre santidade; combatendo os inimigos de Cristo; denunciando as heresias e os hereges; trazendo reflexões sobre as coisas de Deus; buscando não esmagar quem peca, mas ajudá-lo a se pôr novamente de pé. 
Meu irmão, minha irmã, eu sou pó e cinza escondidos por trás de uma máscara de piedade. Como todo pastor-celebridade. Como todo artista gospel. Como todo blogueiro. Como todo tuiteiro. Como todo teólogo. Como todo cristão. Por isso, não seja fã nem idolatre ninguém. Nenhum de nós tem a capacidade de ser exemplo: só Jesus. Só Jesus. 
Não me idealize, querido, querida. Meus prêmios, livros e textos não fazem de mim alguém louvável. Sou exatamente igual a você: um pecador que carece diariamente da graça do Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo. Não pense que sou melhor do que ninguém, não sou. Eu poderia ser muito melhor. Mas não é por isso que deixarei de estimular meu próximo a ser o melhor que ele puder. E não é por isso que não creio piamente no que escrevo: creio na graça, na glória de Deus, na remissão da humanidade pelo sangue derramado na Cruz, na luta desesperada pela santidade. E já escrevi sobre pecados enquanto lágrimas desciam por meu rosto sabendo que eu estava sendo o primeiro a ser alcançado pela minha própria exortação. 
Então, querido, não me elogie nos seus comentários no blog. Em vez disso faça uma oração por mim – e por todos aqueles que você considera exemplos de santidade. Isso será muito mais proveitoso para minha vida espiritual, tão carente por trás das máscaras que uso. Tenha certeza absoluta ao ler meus textos e livros: foram escritos por um homem que peca, que sabe que peca, que odeia pecar e ainda assim peca, mas que proclama o Evangelho acreditando com toda sua alma naquilo que escreve e que deseja edificar o Corpo de Cristo. Que ama Jesus, a Bíblia, a Igreja, o Evangelho. E que luta diariamente para aproximar aquilo que vive daquilo que prega – embora nem sempre consiga. Mesmo assim, se for o caso não deixe de abrir seu coração para aquilo que escrevo, pois Deus pode usar até uma mula falha como eu para falar a você. É o que Ele tem feito por 2 mil anos por meio de cada pecador que proclamou o Evangelho da graça e é o que continuará fazendo até a gloriosa volta de Jesus. 
Paz a todos vocês que estão em Cristo.